O Portal Ac24horas fez divulgar no início da manhã de hoje, sexta-feira, 02, mais uma pesquisa de intenção de voto para medir a preferência do eleitorado no pleito de i próximo, dia 04. É mais um levantamento dos vários que estão pululando nos últimos dias, em regra, com resultados divergentes. A pesquisa é do instituto IP Sensu, que coloca o senador Alan Rick (Rep) na dianteira da disputa eleitoral. Pelo levantamento, o republicano estaria com 40,90% das intenções de voto ante 28,0% da segunda colocada, a governadora Mailza Assis (PP), candidata à reeleição.
Segundo pelotão
O ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), pontua com 9,50%, seguido por Thor Dantas (PSB) com 3,80%, Dr. Luisinho (Agir) com 1,70% e Eudo Raffael (PCB) com 0,50%.
Simulação
Num eventual segundo turno entre Alan e Mailza, o republicano prevaleceria com 41,00% contra 34,00% da governadora. A eventual disputa teria 17,00% de indecisos e 8,00% de nulos ou brancos.
Câmara alta
Para a disputa das duas vagas ao Senado Federal, considerando a soma do primeiro e do segundo voto, o ex-governador Gladson Cameli (PP) lidera com 23,6%, seguido de perto pelo senador Márcio Bittar (PL) com 18,9%. Em seguida aparecem Jorge Viana (PT) com 16,8%, Mara Rocha (Republicanos) com 12,7%, Eduardo Velloso (Solidariedade) com 10,0% e Petecão (PSD) com 7,1%.
Dados técnicos
A pesquisa do IP Sensus foi ouvida entre os dias 26 e 28 de setembro de 2026, entrevistando 1.000 eleitores em diversas regiões do estado. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%, estando registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AC-04671/2026.

Esvaziamento
A TV Globo cancelou o debate entre candidatos à Presidência previsto para a noite de ontem, quinta-feira, 01, após decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) alterarem as regras para o encontro e outras que haviam sido previamente acertadas com as campanhas.
Álibi
Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) já estavam na emissora quando o cancelamento foi anunciado. Segundo a Globo, duas notificações recebidas nesta quinta interferiram nas condições estabelecidas para o programa.
Motivação
A primeira foi uma decisão da ministra Estela Aranha, do TSE, que proibiu a emissora de manter vazio o púlpito destinado a candidatos ausentes e de permitir perguntas direcionadas a eles. A segunda decisão (íntegra), do ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a Globo incluísse Renan Santos (Missão) no programa. Pelas regras da emissora, o candidato ficaria de fora porque seu partido não atingia a representação mínima no Congresso exigida por lei para convite obrigatório.
Excepcionalidade
A Globo mencionou ainda uma decisão anterior do presidente do TSE, Nunes Marques, que alterou o entendimento sobre a contagem de parlamentares para participação em debates e garantiu a presença de Romeu Zema.
Desistência
Os dois principais candidatos à Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), desistiram de participar do debate antes de a Globo cancelar o encontro.
Retórica
Lula havia confirmado sua ausência na véspera e, pelo período da noite, concedeu uma entrevista ao Flow Podcast. Flávio Bolsonaro, por sua vez, desistiu de participar poucas horas antes do horário previsto para o início do debate. Segundo o senador, a decisão foi motivada pela determinação do TSE para que a Globo retirasse do cenário o púlpito reservado a Lula. Flávio classificou a medida como interferência jurídica por parte do tribunal. (
Descontentamento
Na entrevista que deu ao Flow, Lula criticou o formato dos debates promovidos pela TV Globo ao justificar sua decisão de não participar do encontro. “Eu há tempos tenho questionado os debates da Globo”, afirmou Lula. O presidente disse considerar inadequado reunir no mesmo confronto candidatos com índices muito diferentes de intenção de voto. “Você não pode levar uma pessoa que tem 49% a debater com o que tem 1%”, declarou. Durante a entrevista (íntegra), Lula também se referiu a Flávio Bolsonaro como “desqualificado”.
Carreira solo
Já Flávio fez sua própria live e passou a explorar a reação à decisão do TSE sobre o debate da TV Globo para defender o que chamou de “voto da revolta” contra o Judiciário. A estratégia busca atrair eleitores de outros candidatos e tentar concentrar votos suficientes para uma vitória no primeiro turno.
Foco
Na transmissão, Flávio acusou o TSE de favorecer Lula. “Eles criaram um sistema de bypass, um mecanismo, uma fraude para escolher quem são os ministros do TSE que vão tomar as decisões a favor do Lula. Estão avacalhando as eleições”, afirmou. (Estadão)
Reação
Em editorial, o Globo criticou duramente as decisões judiciais que, de acordo com o texto, levaram ao cancelamento do debate. “Regras prevendo o púlpito vazio também foram adotadas noutros debates na atual campanha e em campanhas anteriores, e não apenas pela Globo. Em todos, foram respeitadas sem queixas. Não há condição de realizar um debate livre se a Justiça intervém horas antes numa afronta à liberdade de imprensa. A politização perniciosa que tem acometido os tribunais superiores no Brasil justifica plenamente a decisão da Globo”, afirma o editorial.

Fotografia
O presidente Lula aparece com 45% dos votos válidos no primeiro turno da eleição presidencial, contra 40% do senador Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa Datafolha. O levantamento, realizado entre terça e quinta-feira, mostra ainda empate técnico em uma eventual disputa de segundo turno. Considerando os votos totais, Lula registra 48% das intenções, enquanto Flávio tem 45%.
Oscilação
Na pesquisa divulgada uma semana antes, Lula aparecia com 43% dos votos válidos no primeiro turno e Flávio, com 39%. Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) aparece com 4% dos votos válidos, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%.

Bisbilhotice
Donald Trump afirmou que acompanha de perto a eleição presidencial brasileira e classificou o pleito como “muito importante”. “O Brasil é um país muito importante, um grande país, as pessoas no Brasil são fantásticas, é uma eleição muito importante”, disse o presidente dos EUA a jornalistas ao deixar a Casa Branca.
Distância
Trump não mencionou candidatos nem fez comentários sobre a disputa eleitoral brasileira. A declaração ocorre três dias depois de o presidente Lula pedir publicamente que o colega não interfira na eleição. O governo americano nega qualquer tentativa de interferência.
Bedelho
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), no entanto, alertou autoridades da França e da Alemanha sobre uma suposta tentativa de interferência estrangeira na eleição brasileira. Os relatos mencionaram ações atribuídas aos Estados Unidos e à Rússia.
Lupa
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investiguem um suposto financiamento do governo de Donald Trump a grupos ligados à direita no Brasil. A notícia-crime foi encaminhada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Respaldo
O pedido se baseia em reportagem do jornal britânico Guardian sobre a destinação de US$ 1 milhão de um fundo do governo americano voltado à promoção de direitos humanos e democracia para um programa denominado Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil.

Credenciais
E o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se apresentou como um possível ministro das Relações Exteriores em um eventual governo do irmão, o senador Flávio Bolsonaro. Em vídeo, Eduardo evitou reivindicar diretamente o cargo, mas destacou sua interlocução com autoridades estrangeiras, especialmente com integrantes do governo americano.
Domínio
Também mencionou como objetivo o reconhecimento do Comando Vermelho e do PCC como organizações narcoterroristas. Na véspera, ele já havia feito vídeo ameaçando retaliar diplomatas que “sabotaram” o governo de seu pai. (Folha)


