Rio Branco, AC 6 de junho de 2026 12:36
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Retrato

Está sendo noticiado a exaustão pela imprensa local e nacional o sinistro resultante do desabamento da ponte Padre Paulino Baldassari, em Sena Madureira, ocorrido na data de ontem, 05 de Junho 2026. Fato é que o desabamento da ponte traga uma das poucas obras realizadas pela administração do ex-governador Gladson Cameli (PP), que já traz como marca uma condenação imposta pelo STJ ao ex-governador, arbitrando-lhe 25 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado, ao imputar-lhe prática de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.

Simbologia

A queda da estrutura deixou quatro pessoas feridas, sendo uma delas em estado gravíssimo, provocando comoção e revolta entre moradores do município. Construída com investimento de aproximadamente R$ 36 milhões dos cofres públicos, a ponte foi apresentada pelo governo estadual como uma solução definitiva para ligar o Centro ao Segundo Distrito da cidade. Na época da inauguração, autoridades classificaram a obra como um marco histórico para o desenvolvimento econômico e social da região.

Constatação

O sinistro chama atenção porque obras dessa magnitude são projetadas para durar décadas, e não para apresentar problemas graves em um período tão curto de funcionamento, vez que foi inaugurada há pouco mais de dois anos.

Questionamentos

A situação levanta questionamentos sobre a qualidade da execução, os estudos técnicos realizados antes da construção e o acompanhamento feito pelos órgãos responsáveis após a entrega da obra, afinal, milhões de reais foram investidos em um projeto que deveria garantir segurança à população e não desabar por não suportar o peso de quatro transeuntes.

Lições

O acidente coloca em debate a necessidade de maior rigor na fiscalização de obras públicas milionárias. Moradores cobram respostas sobre como uma estrutura recém-inaugurada chegou a esse ponto. A interrupção da principal ligação entre o Centro e o Segundo Distrito de Sena Madureira afeta diretamente milhares de pessoas que dependem da travessia para acessar escolas, unidades de saúde, comércios e serviços públicos essenciais.

Desfecho

Urge, pois, que sejam apuradas todas as responsabilidades envolvendo o projeto, a execução e a fiscalização da obra. Para a população acreana, a principal pergunta continua sem resposta: como uma ponte de R$ 36 milhões, apresentada como símbolo de progresso, pôde desabar em menos de três anos e deixar pessoas feridas, incluindo uma vítima em estado gravíssimo? Não vale, por óbvio, o uso político do desastre, mas que as autoridades venham a público imputar responsabilidades a quem de direito e o reparo ao dinheiro do contribuinte.

Bloqueio

A União Europeia formalizou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a vender determinados animais e produtos de origem animal ao bloco sob as novas regras sanitárias para uso de antimicrobianos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União Europeia e passa a valer em 3 de setembro. A publicação transforma em norma a decisão já comunicada no mês passado: o Brasil deixa de ter a marcação que indicava autorização para exportar ao mercado europeu.

Resumo

Na prática, se o país não voltar a ter essa marcação até lá, exportações brasileiras de algumas categorias poderão ser barradas no mercado europeu. O regulamento cita a retirada da autorização para: bovinos; equinos; aves; aquicultura; mel; tripas.

Motivação

A exigência europeia está ligada ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. As regras do bloco proíbem, para produtos exportados à União Europeia, o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento ou para aumento de rendimento, além de medicamentos reservados ao tratamento de infecções em humanos.

Argumentos

A decisão não significa, pelo texto europeu, que tenha sido identificada irregularidade em uma carga específica de carne brasileira. O ponto central é documental e sanitário: a Comissão Europeia diz não ter recebido garantias de que o Brasil implementou as medidas necessárias para atender às novas exigências.

Fotografia

A Quaest entrou em campo ontem, sexta-feira, 05, para medir as intenções de voto à Presidência da República. Até segunda-feira, 08, 2.004 brasileiros serão entrevistados presencialmente e o resultado será divulgado na quarta-feira, dia 10.

Fatores

Encomendada pelo banco Genial, a um custo de R$ 433,2 mil, é a sexta pesquisa do ano para as eleições de outubro — e a primeira após quatro fatos relevantes no cenário político: as revelações sobre a relação de irmão entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, a aprovação o fim da escala 6×1 na Câmara, a visita de Flávio a Donald Trump e o novo tarifaço do do governo dos EUA

Avaliação

A pouco menos de quatro meses da eleição, a pesquisa vai servir para medir o quanto Flávio Bolsonaro foi atingido pelo Caso Dark Horse (uma das perguntas é: “Você acredita que Flávio Bolsonaro não sabia que Vorcaro estava envolvido com corrupção?”) e pelas novas sobretaxas de Trump (“Você acredita que as novas tarifas vão prejudicar você e sua família?”, “Qual a sua opinião sobre Trump?). Vai servir também para mensurar se Lula foi beneficiado por essas duas bombas. Medirá ainda se a entrada em cena de Joaquim Barbosa, pela primeira vez na lista de candidatos, mexe em algum dos consolidados ponteiros da polarização à brasileira.

Indagações

O questionário começa querendo saber se o entrevistado já escolheu algum candidato. Se a resposta for sim, será perguntado “quem?”. Nesta parte, não será mostrada qualquer lista de candidatos. Em seguida, a partir de uma lista de 13 nomes em ordem alfabética dada pelo pesquisador, o entrevistador pergunta em qual desses candidatos o entrevistado votaria. Eis a relação: Aécio Neves, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Edmilson Costa, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Heró Bezerra, Joaquim Narbosa, Lula, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Samara Martins.

Convicção

Em seguida, uma pergunta sobre se essa decisão é definitiva. E se o entrevistado escolheria outro candidato na hipótese de o seu preferido desistir. Logo depois, serão apresentados quatro cenários para um segundo turno com cenários em que Lula disputa com Flávio, Renan, Caiado e Zema.

Oportunidade

A pesquisa também vai medir se Lula “merece continuar como presidente por mais quatro anos e a aprovação do seu governo. E também o que dá “mais medo” no eleitor: uma vitória de Lula ou de Flávio em outubro. Assim como, as expectativas em relação à economia e o grau de endividamento do brasileiro; assim como se a população conhece e aprova o programa Desenrola 2 e o que achou do encontro Flávio-Trump. A Genial/Quaest de maio mostrou Lula liderando com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro com 33%; Caiado e Zema têm 4% cada.

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