Rio Branco, AC 16 de março de 2026 15:11
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Retoques

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, esteve na manhã de ontem, domingo, 15, acompanhando os últimos detalhes para a conclusão da obra do elevado Mamedio Bittar, com inauguração confirmada para a próxima sexta-feira,20.

Entourage

Acompanhado de secretários, engenheiros, arquitetos e técnicos da empresa responsável pela obra e da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra), o prefeito conferiu cada detalhe e opinou sobre alguns ajustes nos acabamentos. A obra, que liga as avenidas Ceará, Dias Martins e Isaura Parente, entrou em sua fase final de acabamento e urbanização. De acordo com o Prefeito Tião Bocalom, o elevado Mamedio Bittar será mais um cartão postal para a capital acreana.

Acabamento

Além de todo projeto arquitetônico, o elevado Mamedio Bittar contará com um moderno projeto paisagístico com arbustos floríferos e ornamentais e espelhos d’água. Paralelo à conclusão dos últimos detalhes de acabamento, no entorno da obra a Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb) estará realizando o recapeamento e recuperação das vias no entorno do elevado, como explicou o engenheiro Abdel Derze, Diretor-presidente da autarquia.

Temperatura

O avanço das investigações sobre o escândalo do Banco Master elevou a temperatura entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) e passou a preocupar o governo Lula pelo potencial desgaste eleitoral que o caso pode gerar.

Caldo

Some-se a tudo isso a tensão entre integrantes do Supremo e a cúpula do Congresso com o governo federal. Nos bastidores, políticos e magistrados dizem enxergar aval do Planalto na condução da Polícia Federal (PF) nas investigações. Além disso, avaliam que o entorno do presidente Lula fez coro às críticas a Dias Toffoli, expondo o ministro e a Corte como um todo.

Leitura

De outra banda, congressistas acusam o Planalto de influenciar a atuação da PF para prejudicar adversários políticos de Lula. Na sexta-feira, a segunda turma do STF formou maioria para manter a prisão de Daniel Vorcaro. Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator André Mendonça, e o decano Gilmar Mendes tem até a próxima sexta para votar. Dias Toffoli se declarou impedido.

Patrono

Uma troca na defesa de Vorcaro pode contribuir para a elevação dos ânimos. O advogado Pierpaolo Bottini, que é contra acordos de delação, deixou o caso. O dono do Banco Master passará a ser defendido por José Luis Oliveira Lima, que entende a delação premiada como um meio de defesa. A mudança veio logo após se formar maioria para manter a prisão do banqueiro.

Enigma

Conta a jornalista Eliane Cantanhêde, na edição de hoje do jornal O Estado de São Paulo que “A delação de Vorcaro é esperada com pânico pelos múltiplos suspeitos e com ansiedade por investigadores e pela sociedade brasileira, já desconfiada de que um só cidadão, com um sócio embrenhado no mundo político, um cunhado pastor e um criminoso contratado, não seria capaz de corromper tantos, ao mesmo tempo. Afinal, Vorcaro é o dono do Master e o cérebro de tudo isso, ou é apenas parte pública e visível de uma engrenagem muito maior?”, indaga a jornalista.

Enfermaria

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma pequena melhora na função renal, segundo boletim médico divulgado ontem, 15, pelo hospital DF Star. O comunicado informa, porém, que foi preciso aumentar a dose de antibióticos devido a uma “nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue”.

Convalescença

Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital em Brasília em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. No sábado, os médicos alertaram para risco de morte após pneumonia mais grave que o ex-presidente já teve.

Impasses

A internação do ex-presidente não interrompe a campanha de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à presidência nem as divergências internas. A ala bolsonarista radical rejeita a indicação de um ministro da Economia ligado ao mercado, como o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Eles acreditam que o primeiro escalão de um eventual governo do Zero Um deva ser alinhado ideologicamente ao bolsonarismo, com quadros técnicos ocupando cargos subalternos.

Pauta

Flávio Bolsonaro foi um dos principais assuntos da festa de 80 do ex-deputado petista José Dirceu neste domingo. Entre um parabéns e outro, o aniversariante fez um discurso afirmando que a eventual eleição do senador representaria a “aliança com Trump, com a guerra e com a submissão do Brasil”.

Simpatia

A maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala 6×1, atualmente em debate no Congresso Nacional, segundo pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana. Para 71% dos brasileiros, o número máximo de dias de trabalho semanais no Brasil deveria ser reduzido, enquanto outros 27% acreditam que não deveria e apenas 3% não opinaram. O apoio à redução da jornada de trabalho cresceu em comparação a dezembro de 2024, quando 64% disseram ser favoráveis ao fim da escala com seis dias de trabalho na semana, enquanto 33% disseram ser contra. (Folha)

Encruzilhada

A Otan vai enfrentar um “futuro muito ruim” caso seus membros europeus não ajudem a romper o bloqueio feito pelo Irã ao Estreito de Ormuz. A ameaça partiu do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que enfrenta as consequências de uma guerra iniciada por ele mesmo há duas semanas ao lado de Israel contra o regime dos aiatolás.

Reação

Diante da ação do governo americano e d israelense, além de atacar alvos em toda a região, o Irã bloqueou o estreito de 50km, por onde passa boa parte da produção mundial de petróleo, e chegou a bombardear navios. Inicialmente Trump prometeu que embarcações de guerra americanas escoltariam os petroleiros no trajeto, mas isso ainda não aconteceu.

Retaliação

Agora, o presidente americano quer que os países europeus e a China, tradicional aliada do Irã, patrulhem a região para evitar novos ataques, ameaçando adiar ou mesmo cancelar a visita que Trump deveria fazer a Beijing este mês. Mesmo países com alinhamento mais estreito com os EUA, como Japão e Coreia do Sul, precisam de aprovação de seus Parlamentos para enviar navios, e estes levariam até quatro semanas para chegar ao Golfo.

Consequências

O impacto de bloqueio em Ormuz e a indefinição sobre o conflito fizeram o barril do petróleo Brent chegar a US$ 105 na abertura dos negócios desta segunda-feira, projetando efeitos negativos sobre a economia mundial. A tensão, claro, não se limita aos mercados. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos disseram ter abatido drones iranianos, mas um deles atingiu um depósito de combustíveis perto do aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, provocando a interrupção nos voos. (AP)

Escolhas

Fato é que a duração da guerra obriga Trump a fazer uma escolha difícil: permanecer na batalha para alcançar os objetivos ambiciosos que estabeleceu ou tentar se desvencilhar de um conflito crescente e cada vez mais intenso, que está gerando consequências militares, diplomáticas e econômicas devastadoras. New York Times)

Atabalhoado

Uma declaração de forte cunho autoritário do presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos, Brendan Carr, provocou críticas até mesmo entre republicanos. Carr afirmou que pode cassar as concessões de redes de TV que vincularem o que chamou de “notícias falsas” sobre o conflito com o Irã. O senador republicano Ron Johnson, do Wisconsin, reagiu, criticando o controle governamental sobre a iniciativa privada e a tentativas de interferir na liberdade de expressão protegida pela Constituição.

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