Ontem, terça-feira, 06, após uma reunião de alinhamento dos partidos coligados que dão sustentação à candidatura do senador Alan Rick (Rep) ao Palácio Rio Branco, restou definido que a senadora eleita Mara Rocha (Republicanos) assumirá a coordenação da campanha do candidato para o segundo turno. Em entrevista, Mara afirmou que a campanha vai reforçar a apresentação das propostas para melhorar a saúde, a educação e a infraestrutura do estado.
Percepção
Mara destacou o desejo de mudança manifestado nas urnas e defendeu o projeto de Alan para o Acre. “A gente sabe que mais de 51% da população quer renovação, quer mudança, e nós temos o melhor candidato”, afirmou. Segundo a senadora eleita, o objetivo é mostrar à população as propostas e os resultados que o candidato pretende alcançar à frente do governo. “A ideia é fazer com que a população veja realmente que nós temos, sim, um projeto para desenvolver o nosso Acre, um projeto para mudar a vida da nossa população”, declarou.
Colegiado
Dentre as lideranças, participaram da reunião o ex-prefeito de Sena Madureira, Jairo Cassiano (Republicanos), que coordenou a campanha no primeiro turno, o candidato a vice-governador Rico Leite (Republicanos), o senador Sérgio Petecão (PSD), o deputado estadual Luiz Gonzaga (MDB), os deputados estaduais reeleitos Tadeu Hassem e Eduardo Ribeiro, ambos do Republicanos e o deputado eleito Antônio Pedro (PSD). Também estiveram presentes os vereadores Zé Lopes (Republicanos), Neném Almeida (MDB) e Eber Machado (Republicanos),
Representatividade
O encontro contou ainda com a vice-prefeita do Bujari, Aparecida Rocha, o vice-prefeito Ney Miltão (Republicanos) e Eduardo Gomes (Republicanos), que disputou uma vaga de deputado estadual e representou a prefeita de Senador Guiomard, Rosana Gomes (Republicanos). Pelo Novo, participaram Coronel Agleison e Paulo Henrique, que também concorreram à Assembleia Legislativa. Outros candidatos não eleitos e lideranças da capital e do interior estiveram na reunião. Alan Rick não participou da reunião porque foi cumprir agendas em Brasília.

Deliberação
Ainda sobre movimentação política mirando a disputa em segundo turno no próximo dia 25, a governadora Mailza Assis (PP), contendora de Alan Rick, participa na data de ontem, 06, de um encontro em Brasília que definiu, por unanimidade, apoio de PP e União Brasil ao candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro.
Posicionamento
A decisão reuniu as executivas do Progressistas e do União Brasil e contou com a participação dos presidentes nacionais das duas siglas, Ciro Nogueira e Antonio Rueda. Segundo Mailza, o apoio a Flávio foi aprovado de forma unânime pela federação e pelas direções partidárias. Mailza esteve no encontro representando também a posição que já vinha defendendo no Acre. Ainda durante o primeiro turno, a governadora declarou publicamente voto em Flávio Bolsonaro e afirmou que não escondia sua escolha para a Presidência da República.
Caravana
Diante da decisão da Federação União Progressista, Mailza passa a integrar oficialmente a mobilização de PP e União Brasil em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial. A aproximação política já estava estabelecida desde o início da eleição, vez que o PL integrou a coligação Avança Acre, formada em torno da candidatura de Mailza ao Governo do Estado.

Mexida
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou que pretende usar o avanço da direita no Congresso para “mudar a Constituição” e “redemocratizar o país”. “Já temos maioria no Senado e na Câmara, para a gente mudar a Constituição para redemocratizar o país”, declarou Flávio durante evento em Goiânia que oficializou o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) à sua candidatura no segundo turno.
Quórum
“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara”, afirmou. Na Câmara, o partido passou de 98 deputados eleitos em 2022 para 121 neste ano. No Senado, a bancada aumentou de 15 para 28 integrantes. Apesar do avanço, o PL sozinho não dispõe dos votos necessários para alterar a Constituição. A aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) exige o apoio de três quintos dos parlamentares em cada Casa: pelo menos 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores.
Deliberações
Como o PP e União Brasil decidiram apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, além do endosso de Republicanos e Podemos, que deverá ser anunciado na data de hoje, 07, a coalizão que apoia Flávio Bolsonaro terá força para possibilita mudar a Constituição.
Escala 6 X 1
Flávio Bolsonaro também classificou como “oportunista” a proposta de acabar com a escala 6×1 defendida pelo governo Lula e afirmou que seu projeto para flexibilizar a jornada de trabalho é “infinitamente melhor”. A declaração foi feita enquanto o Senado começa a discutir a PEC. Pelo projeto apoiado por Flávio, a remuneração seria proporcional ao número de horas trabalhadas.
Solução final
O candidato do PL ainda usou o dia para defender a redução da maioridade penal para 16 anos e instituir a castração química de pedófilos e estupradores caso seja eleito presidente. “Vamos arregaçar com vagabundo”, afirmou Flávio durante evento em Goiânia. O candidato disse que o resultado das eleições para a Câmara e o Senado dará condições para avançar com propostas de endurecimento da legislação penal.
Visitação
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor de que Jair Bolsonaro volte a receber visitas do filho Flávio antes do fim da restrição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Boa vizinhança
Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que não haverá “espírito de vingança” contra o Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima composição do Senado, mas disse que a Casa não será omissa diante de eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros da Corte.
Convivência
“Deixamos claro que, na hora que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do STF, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, afirmou Marinho após se reunir com o presidente do Supremo, Edson Fachin, em Brasília.
Gatilho
Marinho ainda voltou a defender uma mudança no regimento do Senado para permitir a abertura automática de processos de impeachment quando o pedido tiver o apoio de pelo menos 49 senadores. Pela proposta, o presidente da Casa perderia a prerrogativa de impedir o andamento de um pedido que alcançasse esse número de assinaturas.
Flexibilização
Há cerca de um mês o ministro Gilmar Mendes se reuniu com Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho e ouviu que dificilmente Alexandre de Moraes evitará uma investigação sobre sua conduta. Ainda ontem, o ministro Gilmar determinou o arquivamento da investigação por estupro contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.
Humores
Já o ministro Alexandre de Moraes autorizou a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para o regime semiaberto. Ela foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Fato é que em 48h, Gilmar e Moraes deram quatro sinalizações favoráveis ao bolsonarismo. Além dessas decisões, Moraes ainda determinou à PGR que se manifeste sobre um pedido de visita de Flávio a Jair Bolsonaro e arquivou uma investigação contra o senador Marcos do Val e os blogueiros bolsonaristas Oswaldo Eustáquio e Allan dos Santos.


