Rio Branco, AC 3 de agosto de 2026 12:06
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Recuperação

Ainda internado em um hospital de São Paulo, o juiz aposentado Edinaldo Muniz, de 54 anos, deu mais um avanço na recuperação das lesões sofridas durante o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, em junho. Edinaldo conseguiu ficar de pé e dar alguns passos com ajuda de um andador. O registro foi publicado nas redes sociais da família no último sábado, 01 de agosto. Edileuza Muniz, irmã de Edinaldo, disse que o juiz já iniciou a fisioterapia nas pernas e nos braços.

Sinistro

Para recobrar o acidente, a ponte desabou na noite de 5 de junho com quatro pessoas sobre a estrutura. O local estava interditado desde o dia anterior por apresentar risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da queda. “Ele está bem, graças a Deus. Está na fase das fisioterapias e cada dia se recuperando mais. É incrível a força de vontade dele de superar tudo isso. Meu irmão é um guerreiro, um milagre”, celebrou Edileuza.

Boletim

Edinaldo fazia uma transmissão ao vivo no local quando a estrutura desabou. Dos quatro feridos, apenas o juiz segue internado e foi o que ficou mais ferido. Weverton Murieta, de 34 anos, foi o primeiro dos sobreviventes a receber alta médica. No dia 9 de junho, foi a vez do advogado Edinei Muniz, de 51 anos, deixar o hospital.

Credenciamento

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) confirmou no último sábado, 01, a candidatura de Inácio Moreira ao Senado Federal nas eleições de 2026. A oficialização ocorreu durante convenção realizada no Parque das Acácias, em Rio Branco, em evento separado da convenção promovida pelos demais partidos da coligação Frente Ampla pelo Acre.

Paralelo

Embora o PSOL faça parte da coligação Frente Ampla pelo Acre, ao lado de PSB, PT, PCdoB, PV, Rede e Podemos, a candidatura de Inácio Moreira ao Senado não foi homologada na convenção conjunta realizada na quinta-feira, 30.

Opção alternativa

A Frente Ampla definiu o médico Thor Dantas (PSB) como candidato ao Governo do Estado e o ex-governador Jorge Viana (PT) como um dos nomes para o Senado. A manutenção da candidatura de Inácio, mesmo diante da preferência da coligação por Viana, provocou um racha interno e levou à realização de convenções distintas.

Dançando no ritmo

As possibilidades jurídicas para o ex-governador Gladson Cameli registrar sua candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026 são altamente restritas e dependem de liminares em tribunais superiores, uma vez que ele se encontra inelegível.

Óbices

A situação legal e as alternativas para a manutenção de sua candidatura envolvem a reversão da condenação imposta pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que condenou Gladson Cameli a 25 anos e 9 meses de reclusão. Por se tratar de uma condenação por órgão colegiado envolvendo crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, ele foi enquadrado diretamente na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/1990), tornando-se legalmente inelegível.

Passos

De forma provisória, o partido de Cameli (Progressistas) possui o direito legal de homologar seu nome em convenção partidária (marcada para a data de amanhã, 04 de agosto), e protocolar o pedido de registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC). Ao analisar a documentação obrigatória, o TRE-AC deve identificar a condenação e impugnar o registro.

Condicionantes

Após a impugnação do TRE a defesa poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto os recursos não forem julgados em definitivo, ele poderá realizar atos de campanha e ter seu nome inserido na urna eletrônica na condição de candidato sub judice. No entanto, os votos só serão validados se ele reverter a inelegibilidade antes ou depois do pleito.3. Obtenção de Efeito Suspensivo (Única via de validação)

Fóruns

Para conseguir registrar a candidatura de forma plena e garantir a validade de seus votos, a defesa de Gladson Cameli precisa, obrigatoriamente, obter um efeito suspensivo contra a condenação do STJ. Isso pode ocorrer por meio de Recursos no próprio STJ ou Embargos de declaração que apontem omissões ou contradições no acórdão, com pedido de efeito suspensivo, obtido junto às instâncias superiores.

Resumo

Se nenhuma liminar for concedida pelas instâncias superiores (TSE ou STF) até o fechamento e julgamento dos registros, o ex-governador corre o risco real de ter os votos anulados pela Justiça Eleitoral, mesmo liderando e obtendo a maior votação na disputa das duas vagas disponíveis ao Senado federal.

Lançamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se lançou oficialmente como candidato à reeleição neste domingo, em São Paulo, e deu recados políticos sobre seu programa de governo e a relação com o Congresso Nacional.

Memória

O petista disse que não quer ser lembrado apenas pelo Bolsa Família e prometeu, em um possível novo mandato, disputar com o Legislativo o dinheiro das emendas parlamentares. Ao afirmar que não seria o “Lulinha paz e amor” se ganhar, mas o “Lulinha porreta”, o presidente disse que “vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que tem o Poder Legislativo”.

Pautas

No discurso, também falou sobre soberania nacional, direitos das mulheres, investimento em defesa e outros temas que devem aparecer em sua campanha. “Eu não quero ser apenas o presidente do Bolsa Família”, disse. A fala expõe uma cobrança que Lula tem feito a seus aliados mais próximos: quer propostas mais ousadas para apresentar na atual campanha, sem foco total nas políticas sociais que marcam sua trajetória.

Forma

Em um discurso de 62 minutos, Lula disse estar “inteiraço” e indicou, no improviso, que Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, pode ser seu sucessor. O presidente questionou qual país ele vai entregar a Haddad depois de ele “governar São Paulo por 8 anos”.

Cedro

Em seguida, emendou: “Ou você, Rafael [Fonteles]? Quem sabe sai do Piauí o próximo? Ou quem sabe do Ceará. Ou quem sabe de Pernambuco. De algum lugar vai sair. E da Bahia? Essa eleição de agora é para definir que país a gente vai deixar do ponto de vista das coisas que ainda não fizemos”. Lula também evitou mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro, referindo-se a ele como “traste” e “coisa”.

Protagonismo

Sem nenhuma mulher na programação, embora o voto feminino estivesse entre as pautas mais importantes do evento, o presidente abriu a fala com uma autocrítica: “Não é possível que a gente tenha esquecido do principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar”, afirmou. O presidente convocou então a primeira-dama Janja da Silva pra fazer um discurso antes dele.

Poder

Antes da abertura oficial do evento, Marina Silva, Simone Tebet e Benedita da Silva participaram de entrevistas transmitidas ao vivo. Nos discursos oficias, contudo, não havia mulheres escaladas. Antes de Lula discursaram, além de Haddad, o presidente do PT, Edinho Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Termômetro

Pesquisa BTG/Nexus divulgada hoje mostra que Flávio Bolsonaro (PL) cresceu nas intenções de voto no 1º turno e está empatado tecnicamente com Lula no 2º. A sondagem foi feita entre os dias 31 de julho e 2 de agosto de 2026 e a margem de erro é de dois pontos. Na pergunta estimulada de 1º turno, Lula aparece com 41% e Flávio, com 37%. Já no 2º turno, o presidente tem 46%, contra 45% de Flávio.

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