Rio Branco, AC 23 de abril de 2026 12:42
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Questionamento

A recente viagem da governadora Maiza Assis (PP) à capital do Amazonas, Manaus, realizada no último final de semana, onde foi ter com o ex-governador Gladson Cameli (PP) e familiares, conforme amplamente divulgado a mancheia pelo próprio Cameli nas redes sociais e rotulada como de cunho particular, tanto pela governadora como pelo ex-governador, este último registrando que o tema debatido girava em torno do futuro político de ambos, está gerando questionamentos ao Palácio Rio Branco.

Mensagem

“Minha amiga e governadora @mailza.acre esteve aqui na minha residência em Manaus. Tivemos uma longa conversa sobre o nosso futuro político. Enfatizo que o Acre está em boas mãos e continuaremos trabalhando com compromisso, parceria e responsabilidade ao lado de quem acredita no nosso estado”, anotou Cameli em sua conta no facebook, em 19 de abril, às 13:31 min.

Nó górdio

A interpelação dos oposicionistas reside no fato do translado de Mailza ter sido feito a bordo de uma aeronave fretada pelo estado para prestar assistência à agenda administrativa do governo do estado, sem que, no entanto, a viagem tenha sido registrada nos anais administrativos como ‘missão oficial’.

Imbróglio

A situação ganhou ainda mais repercussão após a constatação de que o rastreamento da aeronave, identificada como PS-OTZ e operada pela Ortiz Táxi Aéreo, aparece como bloqueado em plataformas públicas de monitoramento de voos. A mensagem exibida nos sistemas indica restrição “a pedido”, sem esclarecer se a solicitação partiu da empresa ou do próprio governo estadual.

Princípio

O bloqueio do rastreio acendeu aos oposicionistas um alerta sobre a transparência na utilização de recursos públicos, especialmente diante do alto custo do contrato de aluguel da aeronave, fretamento que envolve altas cifras. Especifica a lei que, em situações envolvendo bens custeados pelo erário, a publicidade das operações é um princípio sine qua non (essencial ou obrigatória) da administração pública, daí os questionamentos.

Bloco

Anuncia o jornalista Luiz Carlos Moreira Jorge, do Blog do Crica, que o PL e o MDB têm reunião marcada para o próximo fim de semana para deliberar sobre uma ação política conjunta na campanha que se aproxima em outubro próximo. Diz o escriba que o senador Márcio Bittar (PL) e os cabeças brancas do MDB estão coesos e montarão parceria para ação futura.

Remember

Os cabeças-brancas emedebistas precisam ter em mente que já foram vítimas de Bittar em momentos decisivos da cruzada do partido. Em 1998, por exemplo, o então prefeito de Rio Branco, Mauri Sérgio (MDB), jogou toda a estrutura do paço rio-branquense na campanha de Bittar à Câmara Federal, investimento que logrou resultado positivo com a eleição do ungido. Três ou quatro meses após a posse, Bittar virou as costas para o MDB e deixou o partido chupando dedos, sem a única representação que tinha a época na esfera federal.

Definição

Agora, em data mais recente, em 2018, elegeu-se senador pelo MDB e dias após, farejando o poder central irradiado pelo clã Bolsonaro, mandou os emedebistas às favas e mudou-se de mala e cuia para o PL (Partido Liberal), sigla que agasalhou o ex-presidente Jair Bolsonaro e asseclas. Por conta dessa falta de fidelidade partidária, toda vez que o ex-deputado Flaviano Melo, tido e havido como a essência dos valores emedebistas, era instado a defir politicamente Bittar, não titubeava: ‘traidor’.

Ensinamento

Cabe, portanto, aos vetustos senhores de cabeça branca do MDB absolver os ensinamentos da história, mormente a sabedoria popular quando ensina que “quem faz um conto, faz um cento”. Fica o aviso!

Tranca

Com dois votos, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, decretada pelo relator André Mendonça. Ao reafirmar sua decisão, Mendonça argumentou que a medida é necessária para “resguardar a ordem econômica, a instrução criminal e a aplicação da lei penal”, sendo acompanhado por Luiz Fux.

Jogo jogado

O julgamento ocorre em plenário virtual até sexta-feira, 24, com votos pendentes de Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes. Dias Toffoli se declarou suspeito e não participa da decisão. Costa é suspeito de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com ocultação de imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões. A turma também tem maioria para manter a prisão do advogado Daniel Monteiro, apontado como arquiteto jurídico do esquema.

Abrindo o bico

A propósito do Banco Master, o ex-presidente do BRB já se articula para fechar um acordo de delação premiada, afastando de sua defesa o advogado Cléber Lopes. A mudança ocorre por possível conflito de interesse, já que Lopes defende o ex-governador do DF Ibaneis Rocha (MDB), apontado como provável alvo da delação.

Pegadas

O movimento segue o roteiro de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que também reformulou seu time jurídico para negociar um acordo com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Reforço

Enquanto isso… A assembleia de acionistas do BRB aprovou um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões até o dia 29 de maio. A aposta da instituição é conseguir o dinheiro por meio de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a um consórcio de bancos.

Fatura

Ainda sobre o caso Master, o jornalista Pedro Doria, do Portal Meio, faz resgate pertinente: “Daniel Vorcaro comprou o banco durante o governo Temer, o BC não deu licença, veio o governo Bolsonaro, o BC deu licença. Ele cresceu o banco mais de 2.000%. Puro castelo de cartas. Ele pôde fazer isso porque contou com ajuda de gente dentro do BC, do Congresso Nacional e do Judiciário. Mas o castelo desmoronou. Quem paga a conta? Todos os brasileiros vão pagar”.

Avanço

A PEC que acaba com a escala 6×1 avançou no Congresso após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovar, de forma simbólica, sua admissibilidade. O parecer do relator Paulo Azi (União) não entra no mérito da proposta e conclui apenas que o texto cumpre os requisitos constitucionais para seguir em análise.

Similaridade

A PEC vai agora para uma comissão especial, onde será debatido seu conteúdo. Tramitam em conjunto dois textos: um da deputada Erika Hilton (PSOL), que propõe jornada de quatro dias por semana, e outro do deputado Reginaldo Lopes (PT), que reduz a carga para 36 horas semanais — ambos sem corte de salário.

Autoria governamental

Em paralelo, o governo Lula enviou um projeto de lei que fixa jornada de 40 horas semanais e escala 5×2. O tema tem apoio entre parlamentares, mas enfrenta resistência de empresários, que apontam risco de aumento de custos. (g1)

Responsabilidade

O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) escolheu Roberto Brant para coordenar a elaboração de seu plano de governo. Ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso na Previdência e Assistência Social e deputado por duas décadas, Brant é crítico da expansão de gastos do governo Lula (PT) e da polarização política.

Aproximação

Hoje articulista no jornal Estado de Minas, Brant se soma à estratégia de pré-campanha de Caiado, que intensificou articulações, se aproximou de lideranças evangélicas e defendeu o presidente do partido, Gilberto Kassab, como vice em sua chapa.

Defesa prévia

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do pré-candidato do Novo, Romeu Zema (MG), apontado como possível vice em sua chapa. Segundo senador fluminense, Zema é “mais uma vítima da militância do Judiciário” ao ser alvo de notícia-crime por parte do ministro do STF Gilmar Mendes.

Objeto

A denúncia pede a inclusão do ex-governador mineiro no inquérito das fake news por conta de um vídeo no qual marionetes representando Gilmar e o também ministro Dias Toffoli negociam proteção no caso Master.

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