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Política

Michele Mello critica governo falta de ação em relação às demandas das polícias Civil e Penal

Michele Mello critica governo falta de ação em relação às demandas das polícias Civil e Penal

Durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta quarta-feira (29), a deputada Michele Mello (PDT) expressou seu descontentamento com a falta de ação do governo estadual em relação às demandas da Polícia Civil e dos policiais penais.

A parlamentar iniciou seu discurso agradecendo a presença dos policiais na galeria da Aleac, mas destacou o sentimento ambíguo ao vê-los novamente sem respostas concretas às suas reivindicações. “Fico, de certa forma, com sabor muito agridoce em vê-los aqui de novo. Fizemos uma audiência pública que bravamente foi conduzida por aqueles que estão conduzindo a Operação Padrão. Diga-se de passagem, meu gabinete já solicitou a moção de aplausos à Operação Padrão,” declarou Michele Mello, ressaltando a importância da fiscalização e do trabalho técnico realizado pelos policiais.

No entanto, a deputada criticou o governo por não atender às necessidades da categoria, mesmo após a audiência pública onde as dificuldades foram amplamente discutidas. “Após tantas horas de fala, de exposição técnica, ficou pactuado que vocês seriam ouvidos pelo executivo e que este, de fato, faria encaminhamento para melhorar a situação. O que nós vemos aqui, o que nós recebemos é que vocês foram ouvidos, mas o governo faz ouvidos de mercador,” afirmou a deputada, sublinhando a frustração com a inação governamental.

Michele Mello também abordou a denúncia de assédio moral por parte de policiais penais contra o presidente do Instituto Penitenciário do Acre (Iapen), Alexandre Nascimento. “Nós recebemos policiais penais com a denúncia de assédio moral, elas vieram aqui, assim como vocês, se reuniram no âmbito da Comissão de Segurança Pública e expuseram o que tiveram com o presidente do Instituto Penitenciário,” explicou a deputada. Segundo ela, a reunião foi marcada por um tom ameaçador e de coação, levando muitas policiais a deixarem o encontro devido ao estresse emocional.

A deputada lamentou a ausência do presidente do Iapen, que foi convidado a esclarecer as denúncias na Aleac, mas não compareceu. “Infelizmente, o presidente foi convidado e ele desapareceu. Nós imaginávamos que isso ia acontecer. Geralmente, os que são muito valentões dentro de uma sala com mulheres não têm valentia suficiente para comparecer perante as autoridades,” criticou Michele Mello. Em resposta, ela anunciou que a Comissão dos Direitos Humanos, da qual é presidente, reintroduzirá o requerimento de convocação para que o presidente seja obrigado a comparecer e prestar esclarecimentos.

A parlamentar também criticou o governo por apoiar publicamente o presidente denunciado enquanto ignora as necessidades dos trabalhadores. “Nós não deixaremos passar o tamanho de desrespeito de um gestor público para com essas policiais penais que até hoje se sentem indignadas e humilhadas,” afirmou. Ela ainda destacou o padrão recorrente do governo de priorizar amigos e cargos comissionados em detrimento dos servidores públicos. “Os amigos sempre são beneficiados, mas o trabalhador é sempre deixado de lado.”

Michele Mello finalizou seu discurso reforçando seu compromisso em lutar pelos direitos dos trabalhadores e garantir que suas reivindicações sejam atendidas. “Quero deixar minha solidariedade a vocês e dizer que nós seguiremos na luta para que vocês sejam ouvidos e para que o pedido de vocês seja respeitado, porque ele é justo e ele é honrado,” concluiu a deputada.

Grande expediente:

Durante o tempo destinado ao Grande Expediente, Michelle Melo frisou a importância de transparência e solicitou que Alexandre compareça ao plenário para explicar os acontecimentos da reunião denunciada, onde policiais penais se sentiram ameaçadas e coagidas. Ela também pediu que o presidente do Sindicato dos Policiais penais seja ouvido para fornecer respostas após a audiência pública anterior.

A deputada criticou o governo por não valorizar os servidores públicos e por beneficiar apenas seus amigos, enquanto ignora as reivindicações dos trabalhadores. Ela reafirmou seu compromisso em lutar pelos direitos dos servidores e garantir que suas demandas sejam atendidas.

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