Rio Branco, AC 28 de abril de 2026 11:30
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Onda de lesões pode transformar Haaland em astro da Copa do Mundo

Goleador norueguês disputará o seu primeiro Mundial mirando um recorde histórico, estabelecido pelo francês Just Fontaine há 68 anos

Menos de dois meses antes de seu início, a Copa do Mundo de 2026 sofre com uma enxurrada de lesões. Diversos nomes já foram confirmados como ausências, como Rodrygo e Serge Gnabry, e outros correm contra o tempo para se recuperarem antes do começo da competição, como Lamine Yamal, Kylian Mbappé e Estêvão.

Com várias das estrelas fora ou comprometidas por questões físicas, um astro europeu surge como um potencial nome para o torneio: Erling Haaland, centroavante do Manchester City.

Natural de Leeds, na Inglaterra, Haaland levou a Noruega à sua primeira Copa do Mundo em 28 anos com uma campanha excepcional nas Eliminatórias, liderando um grupo com a poderosa Itália.

Contra a tetracampeã mundial, inclusive, o país nórdico passeou, com um sonoro 3 a 0 como mandante, e uma goleada por 4 a 1 em Milão, como visitante.

Além do atacante, a Noruega possui outros nomes de peso em seu elenco, como o ponta Oscar Bobb, companheiro de Manchester City, o meia Martin Odegaard, do Arsenal, e o lateral Julian Ryerson, do Borussia Dortmund.

Just Fontaine detém o recorde de gols em uma única edição de Copa do Mundo, com 13 – Foto: Divulgação FFF

De olho em Fontaine

Em sua curta carreira profissional, Haaland já se colocou como um dos grandes goleadores da história do futebol. Aos 25 anos de idade, o matador acumula 349 gols em 409 partidas.

Os impressionantes números, somados por Borussia Dortmund, Manchester City e RB Salzburg, fazem com que o centroavante mire, logo em sua primeira Copa do Mundo, um recorde ‘inquebrável’.

Há 68 anos, no Mundial de 1958, o francês Just Fontaine estabeleceu uma marca inacreditável na Suécia: 13 gols marcados em apenas seis jogos, o maior número já feito em uma única edição do torneio.

A missão é, sem sombra de dúvidas, quase impossível, mas, se existe um jogador no planeta que pode ameaçá-la, é Erling Haaland, ainda mais considerando a ampliação do mata-mata.

O Grupo I, da Noruega, não é dos mais fáceis, com a França, atual vice-campeã do mundo e dona de uma invejável lista de craques, e Senegal, potência africana buscando repetir o sucesso de 2002, quando foi semifinalista.

Apesar disso, o primeiro adversário norueguês na competição pode dizer muito sobre as ambições de Haaland e sua seleção na Copa do Mundo: o Iraque.

Tradicional no território asiático (campeão continental em 2007), a seleção iraquiana disputou apenas um Mundial em sua história, em 1986, quando perdeu seus três jogos no México e voltou para casa.

Para se classificar, o país árabe venceu uma repescagem asiática, com um heroico gol aos 62 minutos do segundo tempo da partida de volta contra Emirados Árabes Unidos, e superou mais uma etapa, desta vez, intercontinental, batendo a Bolívia por 2 a 1.

A jornada de superação colocou Iraque de volta à Copa, mas a nação deve ter dificuldades na fase de grupos. Um bom início diante do rival mais frágil da chave pode colocar Haaland em boa posição para sonhar com a marca de Fontaine.

A Copa do Mundo de 2026, 23ª edição do torneio e primeira com a participação de Erling Haaland, será recheada de novidades e mudanças importantes, que impactam a estrutura da competição.

Entre as principais alterações estão o aumento de 50% no número de participantes e um formato inédito, que inclui uma nova partida no mata-mata.