Rio Branco, AC 24 de fevereiro de 2026 17:48
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O pomo da discórdia

O Secretário de Estado de Obras Públicas, Ítalo Lopes, e o Secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, lançaram nota pública fazendo referência a manifestação pública realizada em Feijó, que resultou no último final de semana na interdição da BR 364, sentido Rio Branco, alicerçadas em reivindicações conquanto aos serviços prestados pela unidade de saúde do município.

Cronograma

Nos termos dos secretários, “o governo do Estado do Acre reafirma o seu compromisso com a conclusão da obra do Hospital e informa que o primeiro bloco da nova unidade será entregue até o mês de abril, o que ampliará significativamente a capacidade de atendimento à população local e regional”.

Custeio

Dizem, ainda, “que a obra representa um investimento superior a R$ 5 milhões. Tais recursos são provenientes do Estado e de repasses federais, por meio do Ministério da Saúde, destinados ao Estado em 2013 e, em decorrência de entraves burocráticos e desafios com empresas e contratos, hoje devidamente solucionados, somente foram liberados nos três últimos anos. É fundamental esclarecer que estes recursos não são oriundos de emendas federais”.

Contaminação

Por fim, lastimam que “o processo eleitoral de 2026 contamine a execução de uma obra vital que beneficiará mais de 30 mil habitantes, fortalecendo a infraestrutura hospitalar da região”. E cravam: “A prioridade do governo do Acre é consolidar uma Saúde pública estruturada, moderna e funcional em todos os municípios. Nosso compromisso é garantir ambientes adequados para os profissionais de saúde e assegurar um atendimento digno e humanizado à população”.

Contradita

Na contramão das afirmações tornadas públicas pelos secretários, a assessoria do Senador Alan Rick (Rep) afirma que o mandato alocou verba para custeio da Unidade Hospitalar de Feijó, no valor de R$ 2 milhões, visando, justamente, ao aprimoramento de serviços de saúde de média e alta complexidade ambulatorial do hospital do município. Aduz que, se até a presente data as melhorias não foram implantadas, foge ao controle do mandato.

Resumo

Finalizando, a assessoria do senador esclarece que os recursos aportaram nas contas da saúde estadual pela rubrica de Financiamento de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar (MAC), informação que foi oficiada à Sessacre na época do repasse. Reforça, mais uma vez, que se houve descaminho na aplicação dos recursos, o mandato não tem como interceder.

Alto lá!

Com a imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) tisnada pelo caso do Banco Master, o decano da Corte, Gilmar Mendes, aderiu à campanha do colega Flávio Dino em um tema de apelo popular: o combate aos supersalários.

Desossando o grilo

Em decisão publicada nesta segunda-feira, 23, Gilmar mandou suspender em até 60 dias o pagamento no Judiciário e no Ministério Público de verbas indenizatórias, os chamados “penduricalhos”, que não estejam previstas em lei aprovada pelo Congresso.

Barreira

Na prática, isso barra gratificações criadas pelas Assembleias Legislativas ou por regulamentações do CNJ e do CNMP. Amanhã o STF começa a discutir a liminar de Flávio Dino que suspendeu os penduricalhos nos Três Poderes e proibiu a criação de benefícios por novas leis.

Antes tarde…

Começa hoje no STF o julgamento dos supostos mandantes do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. Os réus são Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e seu irmão, o ex-deputado Chiquinho Brazão.

Rol

Além deles também serão julgados o delegado da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves e o ex-assessor do Tribunal de Contas, Robson Calixto. O relator do processo é o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Clamor

Apesar de todos os esforços do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para evitar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, há uma pressão crescente entre diferentes parlamentares para que o caso siga pautando o Congresso.

Pressão

Os senadores decidiram que as investigações sobre o Master continuarão em ao menos três frentes: a CPMI do INSS, a Comissão de Assuntos Econômicos e a CPI do Crime Organizado. Ainda assim, parlamentares seguem pressionando o presidente do Senado e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que uma comissão parlamentar de inquérito exclusiva para o Master seja criada.

Fincando pé

Alcolumbre, por sua vez, já afirmou que não pretende dar seguimento à proposta. Dois requerimentos para a criação de CPIs para investigar o Master já contam com assinaturas necessárias para sua instalação. (Folha)

Esticando a corda

O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), renovou as pressões sobre Alcolumbre e prometeu ir ao STF se o presidente do Senado não prorrogar o prazo de conclusão da Comissão. O pedido de extensão dos trabalhos por 60 dias já foi feito à presidência do Senado, mas ainda não obteve resposta.

Oitiva

Viana também recusou a possibilidade de Daniel Vorcaro depor em São Paulo por meio de videoconferência. Vorcaro deveria ter sido ouvido nesta segunda-feira pela CPMI, mas o banqueiro ganhou permissão do STF para comparecer à sessão apenas se ele quisesse.

Teatro

Vorcaro também tem depoimento marcado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para esta terça-feira, 24, mas, embasado pela decisão do STF, está desobrigado a comparecer. O banqueiro sugeriu três alternativas para ser ouvido pelos senadores: depor em São Paulo, falar por videoconferência ou remarcar a sessão.

Álibi

De acordo com Daniel Vorcaro, a logística para viajar a Brasília se tornou muito complexa devido ao fato de ele estar usando tornozeleira eletrônica e precisar de autorização da Justiça para deixar a capital paulista.

Jogando contra

Assim como as associações empresariais, partidos de direita se mobilizam para evitar o fim da escala 6×1. Durante evento em São Paulo na noite desta segunda-feira, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, chamou a proposta de “uma bomba para o país”, mas admitiu que será difícil um candidato votar contra. Na mesma linha, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, defendeu “empurrar com a barriga” a proposta para depois das eleições.

Combustão

O racha familiar provocado pela decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em indicar seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, para ser o candidato à Presidência nas eleições de outubro segue fazendo barulho na direita.

Dissimulação

Após a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) não mostrarem, digamos, entusiasmo pela campanha de Flávio, o ex-deputado auto exilado Eduardo Bolsonaro partiu para o ataque. Segundo Eduardo, Michelle e Nikolas “jogam o mesmo jogo”, insinuando que os dois queriam, na verdade, que o escolhido para ser candidato à Presidência fosse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e não seu irmão mais velho.

Diagnóstico

Nas redes, a mulher de Eduardo, Heloísa Bolsonaro, afirmou que o marido não está bem, reforçando as críticas de Nikolas Ferreira, que afirmou que o ex-deputado está com a saúde mental abalada.

Emocional

Em post no Instagram, Heloísa afirmou que o marido passa por um momento difícil e reconheceu que Eduardo está com o emocional abalado pela prisão do pai e pelo afastamento da família. Eduardo Bolsonaro está nos EUA desde fevereiro de 2025. (Metrópoles)

Maioridade

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), reconheceu que o governo não tem votos para barrar a proposta que pretende reduzir a maioridade penal no país de 18 anos para 16 anos, incluída na PEC da Segurança Pública. Ele pediu a Hugo Motta que adie a votação do tema para o ano que vem ou ao menos para após as eleições de outubro. O relator da PEC, o deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), defende que a mudança na maioridade penal seja votada junto com os demais itens da Proposta de Emenda à Constituição.