Rio Branco, AC 18 de outubro de 2026 21:20
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Notícia nacional

A disputa pelo governo do Acre ganhou espaço na mídia nacional. Um vídeo da Rede Record, que foi ao ar na data de ontem, sábado, 17, no Jornal da Record, que aborda a investigação sobre o diploma de formação acadêmica da governadora do Acre, Mailza Assis (PP), está sendo distribuído nas redes sociais por apoiadores da candidatura do senador Alan Rick (Rep).

Conteúdo

A reportagem detalha a apuração do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC) a respeito de possíveis irregularidades em um certificado de licenciatura em Pedagogia apresentado pela candidata à reeleição no ato do registro de sua candidatura junto à Corte eleitoral do Acre.

A denúncia

A matéria detalha a investigação e analisa se o documento emitido pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanas, localizado em Goiás, é autêntico. O material jornalístico aponta que o curso era exclusivamente presencial e ficava a cerca de 3 mil quilômetros do Acre, época em que a governante residia no estado. Além disso, há divergências nas datas, com o diploma indicando colação de grau em 2020 e o histórico apontando a conclusão anos depois.

Defesa

A matéria também traz a versão da governadora para os fatos divulgados. Ouvida sobre a acusação, a equipe de Mailza Assis sustenta que o certificado é totalmente legítimo, alegando que a própria instituição confirmou sua autenticidade e que o registro de sua candidatura já foi deferido de forma definitiva pela Justiça Eleitoral, fato que atesta a legalidade do diploma.

Contra-ataque

Contrapondo-se ao material disponibilizado por apoiadores de Alan, a propaganda eleitoral de Mailza Assis faz divulgar um vídeo onde narra que o senador Alan Rick (Rep) firmou acordo de ‘Não Persecução Penal (ANPP)’ com o Ministério Público Eleitoral (MPE) para encerrar, sem julgamento, o processo criminal que apurava aplicação indevida de recursos do Fundo Eleitoral nas Eleições 2018. O acordo foi celebrado originalmente em outubro de 2025, mas os detalhes vieram a público em reportagens da imprensa nacional e local no final de setembro de 2026.

Contexto

O processo faz parte do caso conhecido como o “Laranjal do DEM” no Acre. De acordo com as investigações da Polícia Federal e do MPE, uma candidata a deputada estadual em 2018 teria recebido mais de R$ 240 mil do Fundo Eleitoral para viabilizar uma candidatura fictícia (para cumprir a cota feminina de gênero). No entanto, ela obteve apenas seis votos, e o relatório final apontou que a maior parte dessa verba foi secretamente redirecionada para pagar despesas e fornecedores da campanha de Alan Rick à época.

Rebate

Em nota oficial divulgada à imprensa, a defesa de Alan Rick enfatizou os seguintes pontos:

a) A adesão ao acordo foi uma decisão puramente estratégica de “prudência e gestão de risco processual”. b) O ANPP não configura uma condenação criminal e não representa um “pronunciamento judicial de culpa” e c) O instrumento assegura que o parlamentar não se torne reincidente e mantenha a sua condição jurídica de réu primário. Os advogados acrescentaram que mantêm a convicção de que ele não praticou atos criminosos.

Retrato

A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 51% dos votos válidos, contra 49% do adversário. A diferença de dois pontos percentuais configura um empate técnico, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos.

Pesquisa

Os números são da pesquisa Vox Brasil divulgada neste domingo,18, conforme informações publicadas pelo Poder360. O levantamento ouviu 2.100 eleitores em todo o país entre os dias 15 e 17 de outubro e apresenta nível de confiança de 95%.

Percepção

Além de medir a intenção de voto, a Vox Brasil perguntou aos entrevistados qual candidato consideram mais provável vencedor da eleição presidencial de 25 de outubro. Nesse indicador, Lula aparece com 46,9%, enquanto 41,6% dos eleitores acreditam que Flávio Bolsonaro vencerá a disputa. A diferença é de 5,3 pontos percentuais a favor do atual presidente.

Negativa

Outro dado do levantamento mostra que os dois candidatos enfrentam o mesmo índice de rejeição. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro registram 45,3% de entrevistados que afirmam não votar neles de jeito nenhum.

Pareamento

O empate nesse indicador revela que ambos chegam à última semana da campanha com níveis elevados de resistência entre os eleitores. A pesquisa, no entanto, não detalha no material divulgado como essa rejeição se distribui entre os diferentes segmentos do eleitorado.

Dados técnicos

O levantamento da Vox Brasil foi realizado entre 15 e 17 de outubro, com entrevistas em todo o território nacional. A margem de erro informada é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

Embate final

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04332/2026. Segundo os dados divulgados, o estudo custou R$ 50 mil e foi financiado com recursos próprios. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o próximo domingo, 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.

Adiantado

Fiel ao ensinamento que prega a sabedoria popular segundo a qual quem larga na frente bebe água limpa, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), já trabalha para ser reeleito para a presidência da Casa em 2027, seja em um governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Pressa

As declarações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que o partido não apoiará sua reeleição e lançará Rogério Marinho (PL-RN) como candidato fez Alcolumbre intensificar sua campanha. O Partido Liberal elegeu 19 novos senadores nas Eleições de 2026 e terá uma bancada de 29 cadeiras no Senado Federal em 2026.

Avant premier

Na última semana, o presidente do Senado fez movimentos em favor de pautas do interesse do governo Lula, com destaque para a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1. A disputa pública com Rogério Marinho teve início na quinta-feira (15) no plenário do Senado quando os dois bateram boca após Alcolumbre retirar a PEC da Segurança da pauta de análise dos senadores.

Cunha

A principal estratégia de Alcolumbre é rachar os votos no próprio PL. Apesar de contar com uma bancada de quase 30 parlamentares, alguns desses senadores fazem parte do grupo político de Alcolumbre, como o senador Eduardo Gomes (PL-TO), vice-presidente do Senado.

Estratégia

Segundo aliados, o primeiro movimento de Alcolumbre deve envolver justamente Eduardo Gomes. Ele deve ser escolhido como relator do Orçamento de 2027, que ainda não começou a ser discutido pelo Congresso Nacional. A relatoria do Orçamento do ano que vem ficaria com um senador do MDB por um acordo político já definido, mas a escolha de Gomes é uma sinalização aos senadores do PL.

Memória

Alcolumbre tem dito a interlocutores que o PL tem toda a legitimidade para lançar Marinho ou qualquer outro quadro como candidato, mas lembra que o partido sofreu uma derrota na eleição passada, quando enfrentou o grupo do atual presidente do Senado na eleição da Mesa Diretora.

Projeção

Aliados de Alcolumbre calculam que ele tem ao menos os mesmos 49 votos que Pacheco teve em 2023. Outros interlocutores fazem uma projeção mais apertada, com 44 votos. Além disso, diante do crescimento do PL, lideranças de outros partidos tem articulado uma união das outras siglas em torno do nome de Alcolumbre.

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