A família de Nilo Celino dos Santos Valente, nascido em 15/01/1958 em Cruzeiro do Sul Acre, filho de Joaquim Valente de Paula e Deolinda dos Santos Valente, vem comunicar sua passagem ocorrida na data de hoje, 02.11.2026, ocorrida em Brasília-DF. Em alusão à passagem do insigne membro do exército brasileiro, a corporação do 7o. BEC fez publicar mensagem sobre o falecimento de seu ilustre membro que serviu por anos em Cruzeiro do Sul, nos termos a seguir: “Homenagem Póstuma ao Capitão QAO Nilo Celino dos Santos Valente
É com profundo respeito e perante o pavilhão nacional que cultuamos a memória do Capitão do Exército Brasileiro Nilo Celino dos Santos Valente, um militar cuja trajetória confunde-se com a própria história da Engenharia de Construção e do desenvolvimento das fronteiras de nossa nação.
Nascido para servir, o Capitão Nilo Celino edificou uma carreira exemplar pautada na lealdade, na retidão e no amor à Pátria. Sua jornada militar foi marcada por capítulos de extrema dedicação:
- O Desbravador da Amazônia: Incorporado às fileiras do Exército em 15 de janeiro de 1977, em Cruzeiro do Sul/AC, dedicou mais de 36 anos de excelentes serviços à Força. Viveu a maior parte de sua caminhada no glorioso 7º Batalhão de Engenharia de Construção (7º BEC), onde desbravou as fronteiras entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco. Demonstrou seu valor logo cedo ao conquistar o 1º lugar no Curso de Formação de Cabo e o bicampeonato da Competição de Combatente de Selva, destacando-se anos mais tarde como um jovem comandante de destacamento na desafiadora construção da ponte sobre o Igarapé Serraria, no Estirão do Equador.
- O Oficial Exemplar: Seus evidentes méritos técnicos e operacionais impulsionaram uma trajetória ascendente de promoções: de Cabo a 3º Sargento Temporário e, após a aprovação no concurso para o CFS na Escola de Instrução Especializada (EsIE), a 3º Sargento Topógrafo. Sua reconhecida competência e participação decisiva nas operações do Batalhão o guiaram com distinção ao oficialato do Quadro de Oficiais Auxiliares (QAO), progredindo sucessivamente aos postos de Segundo-Tenente (2008), Primeiro-Tenente (2011) e Capitão, sempre liderando com justiça e retidão.
- O Legado de Reconhecimento: A Força Terrestre soube condecorar seu valor e sua dedicação incontestável. Teve o peito adornado com a Ordem do Mérito Militar no Grau de Cavaleiro, a Medalha do Pacificador, a Medalha Militar com Passador de Bronze, a Medalha de Serviço Amazônico com Passador de Bronze e a Medalha de Praça mais Distinta, símbolos eternos de que sua missão foi cumprida com louvor.
- A Dedicação Ininterrupta: Mesmo após ingressar na reserva remunerada, seu espírito de servir permaneceu inabalável. Como Prestador de Tarefa por Tempo Certo (PTTC), colocou sua vasta experiência técnica à disposição da Diretoria de Obras de Cooperação (DOC), da Diretoria de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente (DPIMA) e do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), atuando com vibração e compromisso na fiscalização de importantes obras e termos de execução em prol do Brasil até os seus últimos dias.
O Capitão Nilo Celino parte deixando o mais nobre dos legados: o exemplo do dever cumprido, a retidão do verdadeiro líder e a saudade no coração de seus irmãos de farda e de sua digníssima família, que com ele compartilhou com orgulho as provações e aflições dessa grande saga.
Aos heróis da Engenharia, que dedicam a vida a unir o Brasil, o solo que eles marcharam e ajudaram a construir guardará para sempre os seus nomes.
Ao Capitão Nilo Celino dos Santos Valente, a nossa eterna continência e o agradecimento da Arma de Engenharia. Descanse em paz. Selva!”


