Rio Branco, AC 9 de setembro de 2026 17:17
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No Acre, biomédica alerta para cuidados no uso da tirzepatida

Baixa ingestão pode afetar nutrientes

A redução acentuada do apetite durante o uso da tirzepatida exige atenção à alimentação, à hidratação e à preservação da massa muscular. O alerta é da biomédica esteta e bióloga Sylvania Silva Vilela, que atua na área de emagrecimento e suplementação.

Com o aumento da procura pelo medicamento também no Acre, a profissional destaca que o acompanhamento não deve ficar restrito à perda de peso mostrada pela balança. A avaliação precisa considerar a quantidade e a qualidade dos alimentos consumidos, possíveis efeitos gastrointestinais e as necessidades individuais de cada paciente.

A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro e age nos receptores dos hormônios GIP e GLP-1. Entre seus efeitos estão o aumento da saciedade, o auxílio no controle da glicose e o retardamento do esvaziamento do estômago.

Segundo Sylvania, a diminuição do apetite pode fazer algumas pessoas reduzirem a alimentação pela metade ou até mais.

“A quantidade de comida ingerida pode cair pela metade ou até mais. Com isso, também diminui o aporte diário de nutrientes”, explica.

Perda de peso pode atingir os músculos

A biomédica chama atenção principalmente para a ingestão insuficiente de proteínas. Durante o tratamento, alguns pacientes relatam dificuldade para consumir carnes, ovos e outros alimentos proteicos devido à saciedade prolongada ou aos desconfortos gastrointestinais.

Quando a alimentação não atende às necessidades do organismo, o emagrecimento pode envolver não apenas a redução de gordura, mas também a perda de massa magra.

“O emagrecimento rápido pode ser um emagrecimento adoecido, porque envolve tanto a perda de gordura quanto a perda de massa muscular”, afirma.

A perda acentuada de músculos pode comprometer a força, a disposição e o metabolismo. Entre os sinais que merecem atenção, Sylvania cita fadiga, indisposição, unhas quebradiças, queda de cabelo e redução das medidas dos braços e das pernas.

Esses sintomas, no entanto, não confirmam sozinhos uma deficiência nutricional. A identificação deve ser feita por meio de avaliação clínica e, quando indicado, exames laboratoriais.

Suplementação não é obrigatória para todos

Apesar do alerta, a suplementação não deve ser adotada automaticamente por todas as pessoas que utilizam tirzepatida. A necessidade e as doses dependem da alimentação, das condições de saúde, dos sintomas e dos resultados dos exames de cada paciente.

Sylvania explica que, quando a pessoa não consegue atingir a quantidade adequada de proteína por meio da alimentação, um profissional habilitado pode avaliar a necessidade de complementação.

“A suplementação precisa ser acompanhada por um profissional que entenda de fisiologia, dosagem e manejo nutricional”, orienta.

Vitaminas e minerais também não devem ser consumidos por conta própria. Mesmo produtos vendidos sem receita podem causar excesso de nutrientes, interações com medicamentos ou outros problemas quando usados de maneira inadequada.

Prisão de ventre exige atenção à água

Outro ponto abordado pela profissional é a constipação. Como a tirzepatida retarda o esvaziamento gástrico, algumas pessoas podem apresentar prisão de ventre, principalmente aquelas que já tinham o trânsito intestinal mais lento antes de iniciar o tratamento.

As fibras podem contribuir para o funcionamento intestinal, mas precisam estar acompanhadas da ingestão adequada de líquidos.

“O uso de fibras é uma faca de dois gumes: precisa ser acompanhado de hidratação. Se a pessoa consumir psyllium e não beber água suficiente, pode aumentar ainda mais a constipação”, ressalta.

Durante episódios de diarreia ou vômitos, também existe risco de desidratação e perda de eletrólitos. Fraqueza intensa, tontura, dificuldade para ingerir líquidos, redução da urina ou sintomas persistentes exigem avaliação médica.

Uso precisa de prescrição e acompanhamento

A tirzepatida é um medicamento sujeito à prescrição. O tratamento deve ser indicado e acompanhado por um biomédico esteta, associado a uma estratégia alimentar individualizada e à prática de atividade física conforme as condições do paciente.

Sylvania possui registro profissional CRBM 11148 e apresenta-se como especialista em emagrecimento e suplementação injetável.