Rio Branco, AC 8 de fevereiro de 2026 20:04
HOME / JAMAXI / New style

New style

O prefeito Tião Bocalom (PL) desde o início da campanha de reeleição, em 2024, não perde a oportunidade de ocupar espaços nas redes sociais. Mesmo após ser reaprovado nas urnas, Bocalom continuou com o mesmo pique na interação com o mundo on line. Qualquer agenda que conta com seu protagonismo é objeto de lauta exposição.

Hoje tem palhaçada?

Ontem, 21, o prefeito publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece participando de uma atração do Circo Mundo Mágico, instalado no Via Verde Shopping. A apresentação contou com a presença de alunos da rede municipal de ensino, que formavam a plateia do espetáculo.

Interação

Nas imagens divulgadas, um dos palhaços lança um aro à distância, que acaba atingindo o braço do prefeito, que estava em pé entre o público. Em seguida, Bocalom devolve o objeto ao artista, encaçapando a argola no braço erguido do palhaço, em uma cena descontraída que arrancou risos e aplausos da plateia.

Protagonismo

Ao final do vídeo, Bocalom fez legenda humorada pela participação no espetáculo circense: “Minha singela participação no espetáculo do @circomundomagico oficial”

Retrato

A primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de 2026 traz o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turnos testados. Divulgado nesta quarta-feira, o levantamento mostra que Lula venceria hoje o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) por 49% a 45% em simulações de segundo turno.

Dianteira

No primeiro turno, Lula aparece com desempenho confortável em todos os cenários. No mais amplo, que inclui Flávio e Tarcísio, o petista soma 48,4% das intenções de voto, contra 28% de Flávio e 11% de Tarcísio. Em um cenário sem Tarcísio, Lula chega a 48,8%, enquanto Flávio Bolsonaro sobe para 35%.

Zigue-zague

Candidato preferido do Centrão ao Planalto, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) intensificou as articulações com aliados e marketeiros, ao mesmo tempo em que dribla a pressão bolsonarista para mergulhar na candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele cancelou a visita que faria a Jair Bolsonaro na prisão, pedida pelo ex-presidente, alegando “outros compromissos”, num movimento visto por aliados dos dois como uma forma de fugir da cobrança de apoio a Flávio.

Guilhotina

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, braço digital do Banco Master, que já estava sob regime de administração temporária desde a intervenção em seu controlador. Segundo a autoridade monetária, a decisão foi tomada após o “comprometimento da situação econômico-financeira” da instituição e o não pagamento de dívidas com a Mastercard.

Ilícitos

Além disso, o Will aparece nas investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Master. A liquidação encerra as atividades do banco digital, voltado a clientes de baixa renda, e deve gerar um custo de R$ 5 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito.

Jogo jogado

A liquidação do Will Bank encerrou a tentativa de salvar o último elo do conglomerado do Master. Desde novembro, o BC já interveio diretamente em seis instituições ligadas ao grupo, em um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. Veja lista de liquidações relacionadas ao caso.

Malabarismo

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) discutem nos bastidores estratégias para blindar a corte das críticas à condução do caso Master pelo ministro Dias Toffoli. Uma das alternativas, vista como “saída honrosa” seria devolver todo o processo à primeira instância.

Idéia fixa

Toffoli, que trouxe a ação para o Supremo e a colocou em sigilo máximo, resiste a deixar a relatoria. Além de decisões polêmicas que o puseram em confronto com a PF e o BC, o ministro é alvo de críticas por conta das relações de seus parentes com o pastor empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master.

Relações perigosas

Para complicar ainda mais as relações espúrias de Toffoli com a tutela do processo, Cássia Pires Toffoli, cunhada do ministro, negou a jornalistas que seu marido, José Eugênio Dias Toffoli, tivesse sido um dos donos do resort Tayayá, vendido a um fundo ligado a Zettel por R$ 6,6 milhões. José Eugênio aparece como diretor-presidente da Maridt Participações, que teve um terço do resort e cuja sede funciona na casa dele, um imóvel de classe média em Marília (SP).

Tomando distância

O advogado de Daniel Vorcaro, Walfrido Warde, deixou a defesa do banqueiro, em meio a especulações sobre uma possível delação premiada. Warde seria contra a estratégia de colaboração com as autoridades e por isso teria decidido se afastar do caso.

Meia volta

O ditado é antigo, mas não costuma falhar: cachorro que muito ladra, raramente morde. Depois da gritaria dos últimos dias ameaçando a tudo e a todos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em Davos que desistiu de impor tarifas a países europeus e descartou o uso da força militar para obter o controle da Groenlândia.

Novo caminho

Segundo o presidente americano, a mudança de postura ocorreu após uma reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, na qual teria sido estabelecida a “estrutura de um acordo futuro” sobre o território. Trump reiterou a demanda pelo controle da Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca. Rutte confirmou o teor da declaração presidencial e disse que a mensagem divulgada por Trump em sua rede social foi “exatamente precisa”.

Retórica tosca

Em seu discurso em Davos, Trump adotou um tom ideológico e profundamente racista ao afirmar que os países ocidentais devem agir de forma conjunta para defender o que chamou de “civilização ocidental”. Em uma das passagens mais controversas, afirmou que o Ocidente precisa “salvar o homem branco”, expressão que gerou forte reação e desconforto entre líderes europeus e analistas. As declarações ampliaram as críticas à retórica do presidente e aprofundaram a preocupação de aliados com o rumo da política externa americana.

Alhos e bugalhos

Além das ameaças, das meias-voltas e dos discursos em tom racista, Trump também surpreendeu Davos por confundir a Groenlândia e a Islândia. Ao falar a líderes globais, Trump descreveu a Groenlândia como um “grande pedaço de gelo”, mas passou a se referir repetidamente à Islândia (Iceland, em inglês) ao comentar impactos econômicos e tensões diplomáticas.

Persistência

O presidente voltou a mencionar a Islândia diversas vezes ao longo do discurso, dizendo que aliados “o chamavam de ‘Daddy’” antes de ele levantar a questão territorial e acusando a Otan de não estar “lá por nós na Islândia”.