Rio Branco, AC 13 de março de 2026 22:41
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Navio de guerra e 2,5 mil fuzileiros dos EUA vão ao Oriente Médio

Embarcação se assemelha a um porta-aviões, mas é menor e opera mais próximo à costa; ela estava no Japão e vai apoiar a operação contra o Irã

A sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, está enviando um navio de assalto com pelo menos 2,5 mil fuzileiros navais para o Irã. As informações foram publicadas pelo jornal americano New York Post na tarde desta sexta-feira (13).

De acordo com o portal, o navio, USS Trípoli, se assemelha a um porta-aviões, mas é menor e opera mais próximo à costa. A embarcação estava no Japão e agora irá para o Oriente Médio. A expectativa é de que o navio chegue em duas semanas.

“Por questões de segurança operacional, não discutimos movimentações futuras ou hipotéticas”, afirmou um funcionário do Pentágono ao NY Post.

Outro jornal americano, o The Wall Street Journal, afirmou que os fuzileiros navais já estão no Oriente Médio apoiando a operação contra o Irã.

O apoio do navio se dá à medida que o Irã intensifica seus ataques no Estreito de Ormuz. Ainda de acordo com o portal, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, aprovou um pedido do Comando Central dos EUA, responsável pelas forças americanas no Oriente Médio, para um elemento de um grupo anfíbio de prontidão e uma unidade expedicionária de fuzileiros navais.

Ataques

Quatro militares dos Estados Unidos morreram em uma queda de aeronave militar de reabastecimento no oeste do Iraque na quinta-feira (12), embora tenha sido confirmado somente nesta sexta (13).

O Comando Central dos EUA informou que havia ainda duas outras pessoas no veículo de modelo KC-135, e diz que as ações de resgate continuam.

O órgão militar informou que a queda não foi ocasionada por “fogo inimigo ou fogo amigo”.

Porém, a Resistência Islâmica no Iraque, apoiada e financiada pelo Irã, reivindica a ação. Em comunicado, o grupo afirmou que abateu a aeronave KC-135 “em defesa da soberania e do espaço aéreo do nosso país”.

De acordo com a agência estatal iraniana Fars, a queda teria ocorrido por conta de um ataque de mísseis iranianos lançado por grupos de resistência presentes no Iraque.

A guerra

Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o regime do Aiatolá.

O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocaram reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.

O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.