Rio Branco, AC 30 de maio de 2026 12:26
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Na disputa

O Podemos, seccional Acre, agora sobre a presidência do ex-deputado federal Fernando Melo, que é candidato à retornar para a Câmara Federal, terá candidato a uma das duas vagas em disputa ao senado federal. O nome que representará o partido na coligação que terá o socialista Thor Dantas como candidato ao governo e também o ex-senador Jorge Viana (PT) ao senado, será o empresário Roberto da Princesinha que decidiu entrar no tabuleiro político acreano e já anunciou sua pré-candidatura.

Trajetória

Conhecido no estado por comandar um dos restaurantes mais tradicionais de Rio Branco, Roberto agora pretende transformar a popularidade construída no setor empresarial em capital político. Além da atuação no ramo gastronômico, Roberto também possui forte ligação com a pecuária e afirma que quer construir sua pré-campanha ouvindo produtores rurais, trabalhadores do campo e moradores do interior do Acre.

“know-how”

Roberto afirma que a experiência adquirida ao longo dos anos no comércio e na produção rural o aproximou das dificuldades enfrentadas por quem gera emprego e movimenta a economia acreana. “Quero conversar com quem produz, com quem acorda cedo para trabalhar e sustentar suas famílias. O Acre precisa de alguém que conheça de perto a realidade do empreendedor e do homem do campo”, declarou.

Enquadramento

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que classificará o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, numa decisão que entra em vigor no dia 5 de junho.

Enunciado

Em comunicado, o governo americano afirmou que PCC e CV estão entre os grupos criminosos “mais violentos do Brasil” e atribuiu às facções ataques contra policiais, autoridades públicas e civis. Os Estados Unidos também sustentam que as organizações atuam além das fronteiras brasileiras, com presença em outros países da região e conexões em território americano. Leia aqui a íntegra do comunicado.

Desdobramento

A designação acontece poucos dias após a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca, onde ele se encontrou tanto com o presidente americano, Donald Trump, quanto com o secretário de Estado, Marco Rubio. Flávio afirmou ter pedido pessoalmente a Trump e Rubio que o PCC e o CV fossem classificados como organizações terroristas.

Frustação

A decisão ocorre três semanas após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter tentado, segundo interlocutores do governo, evitar que os Estados Unidos adotassem esse tipo de medida em relação às facções brasileiras. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para comemorar a classificação. De acordo com o pré-candidato do PL à Presidência da República este foi um “Grande Dia”.

Reação

A reação do Planalto veio por meio de Celso Amorim. O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais afirmou que o combate ao crime organizado é necessário, mas ressaltou que segurança pública é um tema de soberania nacional e que qualquer possibilidade de intervenção externa é “inaceitável”.

Limites

Segundo Amorim, a cooperação internacional é bem-vinda em áreas como combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, mas não pode servir de justificativa para interferência externa.

Empecilhos

Além de reacender o debate sobre soberania nacional, a decisão dos EUA pode prejudicar o combate ao narcotráfico. O cientista político Maurício Santoro avaliou que a classificação do PCC e do CV como terroristas pode ampliar os instrumentos legais para participação das Forças Armadas americanas em ações de combate ao crime organizado na região.

Burocracia

Já o promotor de Justiça Lincoln Gakiya afirma que a mudança de classificação transfere a autoridade da agência antidrogas (DEA) do FBI para a CIA, dificultando ações conjuntas. “Eu, por exemplo, troco informações toda semana com a DEA e com o FBI. Com a transferência para a CIA, isso não vai ocorrer”, afirmou Gakiya, considerado a maior autoridade do país no combate ao PCC.

Ação conjunta

A União e o governo do Distrito Federal fecharam um acordo que permitirá ao DF buscar empréstimos de até R$ 6,5 bilhões para socorrer o Banco de Brasília, afetado por perdas relacionadas a operações com o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.

Chancela

Como o Tesouro Nacional não dará aval federal ao empréstimo de R$ 5 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito, o governo distrital terá de oferecer garantias próprias ao sistema financeiro privado. O plano prevê que bancos privados atuem como fiadores do BRB na operação com o FGC. Os recursos seriam usados para recompor o capital da instituição e evitar sua liquidação.

Ônus

Por conta disso, o governo do DF vai congelar reajustes salariais, suspender concursos, limitar contratações e barrar novas despesas obrigatórias como contrapartida ao acordo. Sem garantia da União, o governo distrital ofereceu como contrapartida um pacote de ajuste fiscal que inclui ainda restrições à criação de cargos, benefícios tributários e vantagens salariais.

Viabilidade

Ainda sobre o rombo patrocinado pelo Banco Master junto a instituições públicas, Daniel Vorcaro, por sua vez, segue tentando fechar uma delação premiada. Uma semana após rejeitar a proposta inicial do banqueiro, a Polícia Federal retomou as negociações com a equipe de defesa de Vorcaro.

Óleo de peroba

Segundo relatos de pessoas que acompanham a investigação, o banqueiro teria feito alguns pedidos que deixaram os investigadores perplexos. Ele propôs reassumir o controle do Banco Master, conduzir a venda de ativos da instituição e administrar o pagamento das dívidas remanescentes.

Fino trato

A degustação de uísque promovida por Vorcaro em Nova York para o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), reuniu também lideranças influentes do Centrão. O encontro ocorrido em maio de 2024 no Carnegie Club, tradicional clube de charutos e uísques próximo ao Central Park, contou com a presença dos deputados Hugo Motta (Republicanos-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (Progressistas-RJ), além do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI). Após as novas revelações, Cláudio Castro desistiu de se candidatar ao Senado.

Alternativa

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça a PEC da oposição que cria um regime flexível de contratação baseado em horas trabalhadas.

Equilibrismo

A proposta foi apresentada como contraponto à PEC aprovada pela Câmara dos Deputados que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas e prevê o fim da escala 6×1. Articulado por parlamentares do Partido Liberal e apoiado por 36 senadores, o texto foi protocolado na madrugada desta quinta-feira e recebeu despacho de Alcolumbre no mesmo dia. A PEC defendida pela oposição prevê um modelo de remuneração por hora trabalhada.

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