Rio Branco, AC 27 de julho de 2026 12:49
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MP denuncia 13 investigados por integrar facção criminosa com atuação no Acre

Grupo investigado na Operação Alvorada é acusado de integrar a estrutura do Comando Vermelho em Rio Branco e Sena Madureira; denúncia será analisada pela Justiça

O Ministério Público do Acre (MP-AC) denunciou à Justiça 13 pessoas por suposto envolvimento com organização criminosa. Os investigados foram alvos da Operação Alvorada, deflagrada em junho deste ano, que resultou na prisão de sete suspeitos e teve como foco o combate à atuação da facção Comando Vermelho no estado.

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que aponta que os acusados exerciam diferentes funções na estrutura da organização criminosa em Rio Branco e Sena Madureira.

Segundo o MP, o grupo atuava em atividades ligadas ao tráfico de drogas, arrecadação de recursos financeiros para a facção, controle territorial e coordenação de integrantes, especialmente no município de Sena Madureira.

Agora, caberá ao Poder Judiciário decidir se recebe a denúncia e transforma os investigados em réus, dando início à ação penal, ou se rejeita a acusação.

Celulares reforçaram investigação

De acordo com o Ministério Público, as provas reunidas incluem informações extraídas dos aparelhos celulares apreendidos durante as investigações.

As análises apontam que parte dos denunciados ocupava posições estratégicas dentro da facção, incluindo suspeitos identificados como responsáveis pela coordenação de bairros e integrantes do chamado “conselho rotativo”, núcleo responsável por decisões da organização criminosa.

O MP também solicitou o reconhecimento de causas de aumento de pena previstas na legislação para o crime de organização criminosa, alegando que a investigação identificou o uso de armas de fogo, o envolvimento de adolescentes nas atividades ilícitas e a existência de vínculos com outras organizações criminosas.

Além disso, o órgão requereu que bens dos investigados sejam destinados ao Estado, caso haja condenação, e defendeu a manutenção das prisões preventivas dos sete suspeitos presos durante a operação.

Segundo o Ministério Público, os investigados apresentam elevada periculosidade e a liberdade deles poderia comprometer a instrução criminal, além de representar risco à integridade de testemunhas e vítimas.

Operação também apreendeu drogas, dinheiro e celulares — Foto: Arquivo/MP-AC

Operação Alvorada cumpriu 12 mandados de prisão

Durante a Operação Alvorada, realizada em junho, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva, incluindo cinco contra investigados que já estavam recolhidos no Presídio Evaristo de Moraes, em Sena Madureira.

Na ocasião, equipes do Gaeco e da Polícia Militar apreenderam drogas, dinheiro em espécie e aparelhos celulares.

Conforme as investigações, os alvos eram responsáveis por repasses financeiros da facção, distribuição de entorpecentes e funções de liderança dentro da organização criminosa.

À época da operação, o coordenador-adjunto do Gaeco, promotor Júlio Cesar Medeiros, destacou que a ação representou um importante avanço no enfrentamento ao crime organizado no Acre.

Segundo ele, a retirada de integrantes apontados como líderes da facção contribui para o combate a crimes como tráfico de drogas, roubos e homicídios, fortalecendo as ações de segurança pública no estado.