O deputado estadual Emerson Jarude (Novo) está com a curiosidade aguçada para saber do governador Gladson Camelí (PP) e do secretário de Estado de Obras, Ítalo Lopes, informações acerca do contrato firmado com a empresa Maximus, responsável pela construção da Orla do Bairro 15, em Rio Branco. A obra está orçada em R$ R$ 21.666.897,89. O requerimento de informações foi lido durante os expedientes da sessão da Aleac ontem, última quarta-feira, 04
Passos de tartaruga
A Orla do Bairro Quinze, no Segundo Distrito de Rio Branco, teve suas obras estruturantes e de contenção iniciadas de forma efetiva no segundo semestre de 2023 e até a presente data não foi finalizada. Pelo cronograma mais recente apresentado pelo governo do estado a previsão de conclusão está marcada para o final de 2026. Ocorre que as edificações estão paralisadas, chamando a atenção de quem transita pelo local um imenso tapume que corta a orla de ponta a ponta.
Rescisão
No final do ano passado a empresa responsável pela execução da obra de contenção e urbanização da Orla do Quinze, teve o contrato rescindido pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) após atrasos no cronograma de execução. José Amaro Vieira Filho, proprietário da Construtora Maximus, contratada para iniciar os trabalhos da obra, argumenta que o descredenciamento de sua empresa foi intempestivo, vez que os atrasos na execução decorrem da falta de pagamentos.

Milícia
Crimes financeiros, corrupção de agentes públicos, obstrução de Justiça, violência contra adversários, ex-funcionários e até jornalistas. A extensão das atividades criminosas do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, reveladas pela Polícia Federal provocaram uma onda de choque nesta quarta-feira.
Tranca
Vorcaro foi preso novamente ontem, 04, pela manhã em São Paulo por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, com base em mensagens extraídas do celular do banqueiro. Segundo a investigação, Vorcaro teria comandado uma estrutura paralela conhecida como “A Turma”, descrita pelos investigadores como uma milícia privada usada para proteger interesses do banco e pressionar adversários.
Cúmplices
Além de Vorcaro, foram presos o empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado e braço-direito do banqueiro; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, descrito como líder operacional de uma estrutura clandestina; e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado suspeito de atuar em ações de vigilância e intimidação.
Pano de fundo
De acordo com a PF, o grupo realizava monitoramento de jornalistas, autoridades, concorrentes e ex-funcionários, além de obstruir investigações. Mensagens apreendidas pela polícia indicam ordens de intimidação e planos de agressão contra o jornalista do Globo, Lauro Jardim. Vorcaro sugeriu forjar um assalto contra Jardim para “quebrar seus dentes” e amedrontá-lo.
Autoextermínio
Horas depois de ser preso, Sicário tentou suicídio em uma cela na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte. Ele passou por procedimento de reanimação e foi levado para um hospital da cidade com vida. No final da noite desta quarta, Luiz Phillipi Mourão teve a morte cerebral confirmada.

Insurgência
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) divulgaram nota repudiando o suposto plano para intimidar e agredir o jornalista Lauro Jardim (foto), colunista de O Globo e da rádio CBN. Na nota, a Fenaj e o sindicato classificam as acusações como um ataque direto à liberdade de imprensa e ao direito à informação.
Ligações perigosas
Outras mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que Vorcaro afirmou ter se encontrado com o ministro do STF Alexandre Moraes em abril de 2025. Em uma das mensagens a sua esposa, Martha Graeff, ele escreveu: “Tô indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa”.
Rastilho
A esposa do ministro Alexandre Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, manteve um contrato de cerca de R$ 129 milhões com o Banco Master. Moraes, até o momento, não se manifestou sobre a menção de seu nome. (Metrópoles)
Suspeição
A PF investiga possíveis pagamentos feitos por Vorcaro para o site Diário do Centro do Mundo (DCM), com o objetivo de evitar notícias negativas e fazer publicações positivas ao Master. Em outra mensagem, porém, o banqueiro mostra irritação com reportagens publicadas pelo site.
Fatos e versões
Restou comprovado, também, que Vorcaro tratou diretamente com o jornalista Diego Escosteguy, dono do site O Bastidor, sobre o pagamento de quantias que, de acordo com a PF, serviam para a publicação de informações “de interesse do banqueiro”. O DCM nega ter recebido dinheiro de Vorcaro, e Escosteguy alega que a verba se referia a ações de publicidade, “prática regular no mercado de comunicação”.

Apêndices
Os tentáculos da máfia de Vorcaro se estendiam ao Banco Central. Segundo a PF, o banqueiro mantinha contato constante o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio de Souza e o ex-chefe de departamento da área de supervisão bancária Bellini Santana e recebia deles orientações estratégicas sobre a atuação do BC em casos sobre o banco. Os dois receberiam “uma mesada” pelos serviços. (CNN Brasil)
Proximidade
E o mundo da política, claro, não ficou de fora. Em uma mensagem à noiva, Vorcaro comentava a proximidade com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, a quem chamou de “um dos meus grandes amigos de vida”. Segundo uma mensagem obtida pela PF, Nogueira e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, usaram helicópteros de Vorcaro para irem a um evento esportivo em São Paulo.
Avanço
A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno o texto-base de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reformula a política de segurança pública e o combate ao crime organizado no país.
Curso
A proposta ainda precisa passar por votação em segundo turno antes de seguir para análise do Senado Federal. Durante a tramitação, foi retirado do texto um dispositivo que previa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes cometidos com violência ou grave ameaça.
Carona
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao Supremo Tribunal Federal que a decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu a quebra de sigilo da lobista Roberta Luchsinger seja estendida a ele. O pedido foi apresentado após Dino barrar a abertura dos sigilos bancário e fiscal de Luchsinger, determinada pela CPMI do INSS. A comissão também aprovou a quebra dos sigilos de Lulinha.