Rio Branco, AC 10 de fevereiro de 2026 20:56
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Ministro da Justiça anuncia ofensiva contra o crime organizado

Sob nova direção a apenas 18 dias, Wellington César traz balanço da segurança pública de 2025 e apresenta novos planos e projetos pro segmento

Um balanço de ações coordenadas que marcam o endurecimento no combate ao crime organizado no País foi apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública ( MJSP), nesta terça (10). O foco central, segundo o ministro Wellington César, é o esforço integrado entre a Polícia Federal ( PF), Polícia Rodoviária Federal ( PRF) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), um movimento que o titular da pasta classifica como “esforços prévios” na direção da PEC da Segurança Pública (18/2025), que tramita na Câmara dos Deputados.

A movimentação do MJSP em suas novas diretrizes, nos 18 dias sob novo comando, se direciona à PEC e mostra que o sistema já funciona e que agora precisa de segurança jurídica constitucional.

“Estamos institucionalizando o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na prática, criando um fluxo de inteligência que será a regra após a aprovação da PEC”, afirmou o ministro durante a coletiva. “Frutos já podem ser apresentados imediatamente e nós queremos viabilizar um núcleo essencial sobre a qual aja convergência da maioria do parlamento”, complementou.

O tom da coletiva de hoje foi menos “policialesco” e mais “institucional” e focado em divulgação pontual de dados da PF e PRF e projetos a serem implementados no âmbito da segurança pública nacional, incluindo ações pontuais e de inteligência voltadas para o sistema prisional nacional. De acordo com André Garcia, Secretário Nacional de Políticas Penais, há esforços e projetos direcionados para a modernização do sistema penitenciário que “impactam diretamente da segurança do cidadão brasileiro”. Em linhas gerais a proposta e elevar o padrão de segurança e controle efetivo.

Ostensiva ao crime

Dentre as ilicitudes destacadas na coletiva, dados da PRF apontam um aumento na apreensão de droga (cocaína) em 2025, com relação o ano anterior (2024), mais de 44 toneladas foram apreendidas nas rodovias brasileiras. O diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, afirmou que houve uma mudança na estratégia pelo crime no transporte dessa droga, indicando que as rodovias não são mais ponto principal de escoamento e distribuição.

Apontado como dado importante pelo diretor da PRF, a apreensão de cigarros ilegais bateu a marca de 48,3 milhões de maços e os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais lideram o ranking. Segundo o Antônio, a operação causou “um prejuízo de aproximadamente de R$ 241 milhões ao crime organizado”.

A PRF e a PF apreenderam somente em 2025, 3.605 unidades de armas de fogo e mais de 255 mil unidades de munições. Segundo dados da PF, as operações de enfrentamento do crime organizado descapitalizou R$ 169 milhões ilícitos, “desmantelando” e pelo “andar de cima” as redes criminosas no País.

Integração policial

A PF retirou R$ 9,5 bilhões do crime no ano passado, levando em consideração não apenas dinheiro em conta, como também bens móveis e imóveis apreendidos em operações deflagradas em 2025. A cerca de duas semanas as duas frentes policiais federais assinaram um protocolo que tem como objetivo unir as forças e integrá-las no combate ao crime e não mais atuam de forma isolada, dada a capilaridade e dimensão da atuação das redes criminosas.