Talento indiscutível, protagonismo por duas décadas, dribles, títulos e gols em fartura são trunfos do maior jogador argentino de todos os tempos
Fisicamente, Messi não está à frente da própria era, quanto Pelé. Não tem a mesma obstinação de Cristiano Ronaldo. Ou o carisma de Maradona. Nem a fantasia de Ronaldinho Gaúcho. Há certamente outros cabeceadores mais competentes.
E daí? Com todas as suas virtudes, Messi é, para diversos torcedores espalhados pelo mundo, o maior da história, mesmo tendo o curioso apelido de ‘La Pulga’.
Aliás, como pode tanto talento caber em um franzino corpo de 1,70 m de altura e cerca de 67 kg? O futebol é mesmo um esporte democrático.
Ninguém tem mais títulos do que ele (48 troféus). Messi é o maior vencedor do prêmio Bola de Ouro da FIFA (8 vezes). E em 2026, tornou-se artilheiro isolado das Copas do Mundo, com 18 gols, podendo inclusive se dar ao luxo de ter passado em branco na edição de 2010, quando justamente Maradona era o técnico.
Maior ídolo da história do Barcelona, Messi é protagonista do esporte há 22 anos. Para se ter uma ideia, Pelé ganhou três Copas entre 1958 e 70, um período de 12 anos. Ou seja, a longevidade é um dos diferenciais para quem lista argumentos de que o dez argentino é definitvamente o novo rei.
Copa 2026
Ninguém imaginaria que na sexta Copa do Mundo da carreira, Lionel Messi teria um início tão fulminante, com cinco gols em dois jogos. Afinal, o camisa 10 vai completar 39 anos na próxima quarta-feira, a despedida do futebol, em tese, parece próxima. O normal seria não ter mais tanta fome assim, né?
Mas, extraterrestre é uma das palavras usadas para descrevê-lo. Outras são: intuitivo, criativo, ágil, inteligente, habilidoso, preciso… Gênio.
Também gosto de pensar que é ótimo ter um ídolo discreto e silencioso. Um ótimo exemplo para os mais jovens que crescem em uma sociedade em que todos têm voz, com as redes sociais.
E quem grita mais alto, é espalhafatoso e glamuroso, arrebata mais seguidores; passa a ser cultuado, valorizado.
Mas Lionel Andrés Messi Cuccittini é vanguardista até nisto. O talento absurdo, dentro dos gramados, é quem fala por ele.


