Rio Branco, AC 5 de junho de 2026 14:07
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Maquinário

A Bancada Federal do Acre, sob a coordenação do senador alan Rck (UB) e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) realizam, nesta sexta-feira, 5, às 10h, na Superintendência do MAPA/AC, em Rio Branco, o lançamento do Programa Inova no Acre, com a maior entrega de máquinas, veículos e equipamentos da história do estado.

Ação conjunta

A iniciativa foi viabilizada por mais de R$ 223 milhões em recursos destinados pelos parlamentares da bancada acreana e contempla a aquisição de 2.051 itens para fortalecer a produção rural, a infraestrutura municipal e os serviços públicos nos 22 municípios acreanos.

Equipamentos

Nesta primeira etapa, serão entregues 324 máquinas e equipamentos. Entre os itens já disponíveis estão motoniveladoras, retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, tratores de esteira, carretas basculantes e microtratores.

Complemento

Nas próximas etapas também serão entregues ônibus, picapes, caminhões, quadriciclos, motocicletas, grades agrícolas e outros equipamentos destinados a prefeituras, associações e cooperativas.

Prestígio

A solenidade contará com a presença do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; do secretário nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial, Edgar Batista de Azevedo Caetano; de parlamentares da Bancada Federal, prefeitos e gestores públicos estaduais.

Derrocada

Menos de um mês após ser condenado a 25 anos e 9 meses de prisão na Operação Ptolomeu, o ex-governador Gladson Cameli sofreu nova derrota no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Corte Especial rejeitou por unanimidade, nesta quarta-feira (3), os embargos de declaração da defesa na Ação Penal 1232/DF, que apura supostas fraudes em contrato de R$ 46 milhões para a duplicação da AC-405, em Cruzeiro do Sul.

Legitimação

A decisão mantém o recebimento da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal – MPF, acolhida pela Corte na mesma sessão em que Cameli foi condenado no caso Ptolomeu. Com a rejeição dos recursos, permanece válida a decisão que transformou o então Inquérito 1674/DF na atual ação penal.

Imputação

Segundo denúncia da subprocuradora-geral da República Luiza Frischeisen, a licitação teria sido direcionada para beneficiar a Construtora Colorado, formalmente registrada em nome de Linker Barroso Cameli, primo do ex-governador, mas supostamente controlada por Eládio Messias Cameli, pai de Gladson.

Ilícitos

A ação apura supostos crimes de fraude à licitação, direcionamento contratual, peculato-desvio e irregularidades na execução da obra. O MPF também atribui ao então governador influência sobre decisões estratégicas do Deracre. Além de Cameli, respondem ao processo Petrônio Aparecido Chaves Antunes e Jander Huber Ferreira Nobre Júnior.

Adjunto

Com apoio da Controladoria-Geral da União – CGU, as investigações apontam sobrepreço de cerca de R$ 3,6 milhões e prejuízo estimado em ao menos R$ 1,5 milhão aos cofres públicos. O MPF sustenta ainda que parte dos recursos desviados teria sido utilizada para custear despesas relacionadas a um apartamento de luxo em São Paulo e reformas em imóvel de Cameli em Rio Branco.

Contraponto

A defesa, representada pelo advogado Pedro Ivo Rodrigues Velloso Cordeiro, sustenta que a investigação foi contaminada pela produção de relatórios do Coaf sem autorização judicial válida contra autoridade com foro especial. Também afirma que a denúncia não individualiza condutas e não apresenta elementos que demonstrem interferência direta de Cameli na licitação ou na execução da obra.

Adendo

Ao votar pelo recebimento da denúncia, a relatora Nancy Andrighi afirmou que as teses sobre os relatórios financeiros já haviam sido rejeitadas pelo STF e pelo próprio STJ, destacando buscas e apreensões, laudos periciais e relatórios técnicos produzidos durante a investigação.

Elucidação

Os embargos buscavam esclarecimentos sobre pontos do acórdão que recebeu a denúncia. O MPF pediu sua rejeição integral, entendimento acolhido pela Corte Especial. Com a decisão, o processo segue para a fase de instrução, com produção de provas, depoimentos, interrogatórios e perícias.

Largada

O recebimento da denúncia não representa condenação, mas apenas o reconhecimento da existência de elementos mínimos para a abertura da ação penal. Embora parte das investigações da Operação Ptolomeu tenha sido anulada pelo STF em 2025 por questões de competência, as ações penais já instauradas foram preservadas, mantendo a Ação Penal 1232/DF em tramitação no STJ.

Estultice

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), sugeriu que o Brasil negocie com os Estados Unidos uma alternativa ao Pix, sistema público, gratuito e amplamente utilizado pelos brasileiros, em favor de um modelo inspirado no Zelle, mecanismo privado de pagamentos usado no mercado estadunidense. A declaração foi feita em vídeo nas redes sociais.

Contexto

A fala de Eduardo Bolsonaro ocorreu após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugerir uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros. O órgão americano alega que o Brasil adota “práticas desleais”, argumentando que o Pix desfavorece empresas de pagamento eletrônico dos EUA.

Argumentação

Como justificativa para o diálogo com Washington, o ex-deputado afirmou: “Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos […]. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”.

Escancarando

Eduardo também citou que o Brasil poderia negociar outros recursos estratégicos de interesse americano, como terras raras e manganês.

Leitura

A propósito de negociações envolvendo a pressão dos Estados Unidos em relação ao Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, é apontado como responsável por ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos em 8 de cada 10 mensagens opinativas sobre o tema que circularam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram.

Desgaste

O dado indica forte desgaste do parlamentar em um debate que envolve o sistema de pagamentos mais usado pelos brasileiros e a política comercial do governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos.

Responsabilização

Segundo levantamento da empresa de análise de dados Palver, divulgado pela Folha de S.Paulo, a responsabilização direta ou indireta de Flávio Bolsonaro corresponde a 81% das publicações opinativas analisadas em mais de 100 mil grupos públicos monitorados. A empresa excluiu da análise mensagens consideradas neutras, como links compartilhados sem comentários e disparos automáticos de clipping que apenas replicam notícias sobre o assunto.

Percepção

O monitoramento abrangeu o período de 27 de maio a 2 de junho e está relacionado à viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, onde o senador se reuniu com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio. Desde então, aliados do presidente Lula (PT) passaram a sustentar em redes sociais e aplicativos de mensagens que a aproximação do parlamentar com o governo norte-americano representaria uma ameaça ao Pix.

Causa e efeito

A pressão sobre Flávio se intensificou na segunda-feira (1º), quando surgiu uma nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros. A decisão final sobre a eventual imposição das taxas depende do aval de Trump. Nas redes, apoiadores de Lula passaram a tentar emplacar o termo “Tariflávio” para associar o senador à crise comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Associação

De acordo com o levantamento da Palver, as mensagens predominantes acusam Flávio Bolsonaro e a família Bolsonaro de “traição à pátria” e de alinhamento a interesses estrangeiros. Parte das publicações descreve a ofensiva norte-americana como um ataque a uma conquista da população brasileira, em referência ao Pix, sistema amplamente utilizado por trabalhadores, consumidores, pequenos empreendedores e empresas.

Moldura

Uma das mensagens identificadas no levantamento afirma: “Bolsonarismo se consolida como principal movimento de traição à pátria da história”. O tom das publicações críticas se aproxima do discurso adotado por Lula em manifestações públicas recentes, nas quais o presidente tem defendido o Pix e criticado pressões externas contra instrumentos de soberania econômica do Brasil.

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