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Saúde

Sanitarista diz que não existe possibilidade de Carnaval de rua em 2022

Fundador da Anvisa, Vecina Neto diz que festa nas ruas poderia desencadear uma “4ª onda violentíssima de covid-19”

O sanitarista Gonzalo Vecina Neto, um dos fundadores da Anvisa, não acredita que seja possível realizar o Carnaval de rua em 2022. Para o médico, o país ainda não está preparado para uma aglomeração desse porte, ainda mais sob a sombra da variante delta, mesmo após as declarações otimistas do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sobre a organização do evento.

“Eu acho que existe a possibilidade de ter carnaval, mas carnaval de rua, não. Não vejo carnaval em salão, mesmo com as pessoas vacinadas, por causa da aglomeração. Eventualmente, na passarela, com gente vacinada lá embaixo e lá em cima, há a possibilidade. Mas carnaval de rua, gente solta com vemos, aquele mar de gente correndo, acho que seria a explosão de uma 4ª onda violentíssima”, opinou, em entrevista ao UOL News.

“Não pode. Não tem cabimento. Não dá para fazer isso. Em fevereiro não estaremos com a quantidade de pessoas vacinadas que permitiria uma decisão dessas”, completou.

Ontem (3), em uma agenda no Méier, Paes confirmou o carnaval sem distanciamento social, e disse que a reabertura da cidade está sendo possível graças a queda nos índices, e que não há necessidade de a população “ser viúva da pandemia”.

Para o Dr. Vecina, no entanto, ainda é cedo para assumir esse posicionamento. “Eu não recomendo. Veja, o que estava caindo, parou de cair. Estamos com uma situação de casos e mortes estabilizada, e ainda há a perspectiva da variante delta voltar a preocupar”, alertou.

“Pessoalmente acho que deveríamos tomar um pouco de cuidado neste momento e esperar que a variante delta não se impusesse na população. Vamos caminhar até o final do ano com, no máximo, manifestações “fora” ou “fica Bolsonaro”. Fora isso, teríamos que tomar cuidado para que a variante delta tivesse um tipo de alimentação especial, e fazer um esforço de vacinação principalmente envolvendo crianças, que precisam ser vacinadas”, finalizou.

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