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Saúde

Acre contabiliza 396 casos notificados de infecções sexualmente transmissíveis no 1° semestre deste ano

Maioria do casos é de sífilis. Também há registro de HIV e hepatites A, B, C , D e E.

O estado acreano contabilizou, no primeiro semestre deste ano, 396 casos notificados de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A maioria dos casos registrados são de sífilis, mas também há notificações de HIV e de hepatites A, B,C,D e E.

Os dados são do Núcleo das Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), que apontam, neste ano, o registro de 61 casos de hepatites, 53 de HIV e outros 282 de sífilis.

Em comparação aos anos anteriores, apesar de os dados serem apenas dos primeiros seis meses, o estado vem apresentando queda, se comparado desde o ano de 2019, quando os dados gerais registraram mais de 1,9 mil casos das três infecções, caindo para 1,1 mil em 2020.

Apesar dessa redução, a técnica do Núcleo das Infecções Sexualmente Transmissíveis, Anub Martins, diz que não há o que comemorar porque essa queda pode estar associada a não realização de testes que pode ter deixado muitos casos subnotificados, devido à pandemia de Covid-19.

“Na verdade, temos que ficar com a lanterna acesa porque tivemos a pandemia em 2020 e muitas ações ficaram paradas, inclusive, a testagem porque a testagem é oferecida na atenção básica e nas campanhas de prevenção, tudo parou porque teve que ocorrer o isolamento social. Então, acredito que os números reduziram devido a isso”, pontuou.

Além disso, ela observa que nem todos estes pacientes fazem o tratamento. Principalmente aqueles diagnósticos de hepatite que tem os sintomas manifestados de forma mais tardia, de até 10 anos depois. Tem uma margem de pelo menos 50% dos casos notificados que não fazem o tratamento.

Anub pontua que uma das medidas a ser adotadas é fazer a busca ativa deles para que possam fazer o tratamento.

“O paciente é orientado a dar segmento para iniciar o tratamento, mas, como a maioria deles não tem sintoma porque as hepatites são crônicas e só manifestam os sintomas tardiamente, então, muitos por não estarem sentindo nada, não tratam”, explica.

Julho amarelo

Durante o mês de julho, é realizada a campanha de conscientização sobre hepatites virais no estado. O “Julho Amarelo”, como ficou conhecida a ação, faz parte das ações do dia mundial de combate à doença, celebrado no dia 28. Anub diz que apesar das limitações ainda devido a pandemia, algumas ações ocorrem no estado.

Entre elas está a capacitação de profissionais dos municípios e realização de campanhas publicitárias para conscientizar e orientar a população.

“A gente levantou campanhas publicitárias, com outdoors, banners e distribuímos para os municípios que também estão com ações pontuais. E nós, como estado, além das capacitações que estamos levando para os municípios, também ofertamos a melhoria do fluxo de diagnóstico com o teste rápido e estamos capacitando nos municípios”, conta.

Além disso, a técnica informou que nos dias 27 e 28 vão ocorrer eventos virtuais com uma plataforma que vai ser inaugurada dia 27, e o assunto a ser tratado vai ser sobre hepatite.

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