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Brasil/Mundo

Turistas lotam mercados no litoral de SP: “Essa gente vem fazer arruaça”

Moradores se incomodam com lotação nas cidades durante período de pausa sanitária na capital paulista

Apesar das barreiras sanitárias impostas no litoral paulista, muitos turistas da capital têm conseguido acessar as cidades praianas . Com isso, filas enormes se formaram em supermercados , o que deixou muitos moradores incomodados. As informações são do Uol. 

Vários feriados da cidade de São Paulo foram antecipados  para criar uma pausa sanitária na cidade entre os dias 26 de março e 4 de abril, a fim de conter a disseminação do novo coronavírus (Sars-Cov-2). O período, porém, tem sido considerado como um feriado prolongado por muita gente, que aproveitou para descer para a praia.

No litoral, as medidas de restrição coordenada pelas cidades da Baixada Santista permite que hipermercados, supermercados, mercados, mercearias, açougues, peixarias e quitandas funcionem de segunda à sexta-feira, das 6 às 20 horas; aos finais de semana, apenas por delivery.

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Fila em supermercado Atacadão, na Praia Grande

Nas redes sociais, moradores compartilham imagens de supermercados lotados. A comerciante Maria do Rosário Peres, de 56 anos, esteve em uma dessas filas na sexta-feira (26), na cidade de Praia Grande. Ela conta ao Uol que um grupo de jovens turistas não usava máscaras , além de gritar e gesticular muito. 

“Essa gente vem para a nossa cidade fazer arruaça? Eu perdi a paciência com eles, pedi para que colocassem a máscara, mas começaram a me xingar. Eu já estava havia uns 40 minutos na fila quando eles chegaram. Um deles avançou pra cima de mim. E ninguém que estava na fila ajudou. Acabei indo embora sem comprar nada”, afirmou.

Já na cidade de São Vicente, a fila em um dos supermercados dava a volta completa ao redor do quarteirão, com espera de duas horas. “Foi uma loucura”, contou a dona-de-casa Isabel Soares, de 68 anos, ao Uol. “Tinha muita gente de fora da cidade fazendo compras. Teve umas pessoas na fila que até reclamaram, lembrando que a gente está em lockdown aqui. Quando chegou a minha vez de entrar, não consegui comprar nem as batatas e nem a mistura que eu precisava para fazer a janta. Já tinham levado tudo. Carne, linguiça, até salsicha”.

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