Rio Branco, AC 7 de junho de 2026 16:58
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Mais do mesmo

O desabamento da ponte sobre o Rio Iaco, em Sena Madureira, ocorrido na última sexta-feira (5), trouxe à tona uma coincidência que agora chama a atenção da população e dos órgãos de controle. Apenas três dias antes do acidente, a Construtora Cidade havia iniciado oficialmente os trabalhos para a construção da 6ª ponte de Rio Branco, obra avaliada em R$ 73,7 milhões e considerada uma das principais intervenções de mobilidade urbana em andamento no Acre.

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De acordo com informações divulgadas pelo governo do Estado, os serviços começaram no dia 2 de junho com a abertura e limpeza dos acessos, implantação do canteiro de obras e preparação da área onde será construída a nova travessia sobre o Rio Acre. A estrutura integrará o projeto do Arco Viário e ligará a região do Quixadá ao bairro Belo Jardim, na capital.

Conexão

A empresa responsável pela nova ponte é a mesma que executou a obra da ponte de Sena Madureira, que desabou na tarde de sexta-feira, deixando feridos, interrompendo o tráfego e provocando uma força-tarefa envolvendo equipes de resgate, órgãos de fiscalização e autoridades estaduais. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas e, até o momento, não há conclusão oficial sobre os fatores que levaram ao colapso da estrutura.

Lupa

Na divulgação do início da obra em Rio Branco, o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) destacou que manteria acompanhamento técnico permanente durante toda a execução dos serviços. Segundo o órgão, equipes de engenharia e fiscalização atuarão em todas as etapas da construção para garantir qualidade, segurança e cumprimento das especificações previstas em contrato.

Características

Com investimento superior a R$ 73 milhões, a 6ª ponte terá 326 metros de extensão, duas pistas de rolamento para veículos leves e pesados e passarelas para pedestres. Após o desabamento em Sena Madureira, a nova obra passa a ser observada com ainda mais atenção pela sociedade, que aguarda respostas sobre as causas da queda da ponte sobre o Rio Iaco e os mecanismos de fiscalização adotados em grandes obras de infraestrutura executadas no estado.

Pedras no caminho

A prisão domiciliar e as restrições de contato impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro têm provocado mudanças na dinâmica interna do PL e ampliado o protagonismo de seus interlocutores mais próximos. Embora continue influenciando decisões estratégicas da direita para as eleições, a dificuldade de acesso ao ex-presidente tem gerado desconforto entre aliados e criado obstáculos nas articulações políticas em diferentes estados.

Palavra final

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, edição de hoje, 07.06.2026, temas centrais da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como um dos possíveis nomes do grupo para a disputa presidencial, continuam passando pela avaliação do ex-presidente. Entre eles estão a formação de palanques estaduais, alianças regionais e definições envolvendo candidaturas ao Senado.

Interlocução

Com o contato presencial limitado a familiares, advogados e profissionais autorizados pela Justiça, a comunicação entre Bolsonaro e o restante do grupo político passou a ocorrer principalmente por intermédio dos filhos e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Nos bastidores, aliados relatam que essa nova configuração vem alterando o equilíbrio de forças dentro do partido.

Ruídos

Embora dirigentes e parlamentares evitem reconhecer publicamente qualquer problema na interlocução com Bolsonaro, integrantes da pré-campanha admitem reservadamente que a situação trouxe dificuldades práticas para parte do grupo político.

Entrave e protagonismo

Segundo relatos feitos à reportagem do jornal carioca, tornou-se mais difícil confirmar avaliações e posicionamentos atribuídos ao ex-presidente que circulam entre aliados. Em muitos casos, decisões e orientações chegam ao restante da equipe acompanhadas da justificativa de que representam a vontade de Bolsonaro. O cenário, afirmam interlocutores, ampliou o peso político daqueles que mantêm acesso direto ao ex-presidente. Como consequência, cresceu a dependência das informações transmitidas por esse núcleo mais próximo.

Cara de paisagem

As críticas, porém, não encontram consenso dentro do PL. Integrantes ligados diretamente a Flávio Bolsonaro rejeitam a existência de qualquer problema e afirmam confiar integralmente na interlocução realizada pelo senador com o pai. Procurado pelo O Globo, Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre o tema.

Leitura

Entre os que minimizam os questionamentos está o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ). Para ele, a influência política de Bolsonaro continua evidente e qualquer orientação relevante do ex-presidente rapidamente se torna conhecida entre aliados, na imprensa ou nas movimentações da própria pré-campanha.

Isolamento

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o fim de março, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que ele permanecesse em casa por 90 dias após uma internação relacionada a complicações de saúde.

Regramento

Antes disso, quando esteve custodiado na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e posteriormente na unidade conhecida como Papudinha, o ex-presidente podia receber visitas de políticos e aliados. Atualmente, os contatos presenciais estão restritos a Michelle Bolsonaro, aos filhos, advogados, médicos, fisioterapeutas e funcionários responsáveis pelos cuidados da residência, o que reduziu significativamente a interação direta com lideranças partidárias.

Protagonismo

Nesse contexto, Flávio Bolsonaro passou a ocupar posição central na comunicação entre o ex-presidente e o grupo político. Segundo aliados, é por meio dele que chegam a Bolsonaro informações sobre negociações eleitorais e retornam orientações relacionadas à estratégia da pré-campanha. O senador Izalci Lucas (PL-DF), pré-candidato ao governo do Distrito Federal, afirmou que o filho do ex-presidente mantém consultas frequentes durante as visitas realizadas ao pai.

Relevância

“É evidente que ele (Flávio) consulta o pai nas visitas semanais que faz, porque é um absurdo o que acontece hoje com Bolsonaro, que tem acompanhamento policial dentro de casa”, declarou Izalci, deixando suas impressões sobre as restrições de contato. A fala reforça a percepção de que, mesmo submetido às restrições impostas pela prisão domiciliar, Bolsonaro continua participando das principais decisões políticas do grupo.

Ascendência

A influência de Bolsonaro é especialmente percebida nas negociações para a formação dos palanques estaduais. O ex-presidente acompanha de perto as discussões envolvendo candidaturas majoritárias e as chapas para o Senado. Nos últimos meses, o próprio Flávio Bolsonaro tem afirmado publicamente que parte dos impasses enfrentados pela pré-campanha depende de uma manifestação do pai para ser resolvida.

Simbologia

Entre os estados onde as definições aguardam uma posição do ex-presidente está o Rio de Janeiro. O cenário político fluminense precisou ser revisto após o ex-governador Cláudio Castro (PL), pressionado por investigações da Polícia Federal, desistir de disputar uma vaga ao Senado.

Impasse

Outro foco das articulações é Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, onde também existem negociações em andamento envolvendo candidaturas e alianças. Para auxiliar nas decisões, a equipe coordenada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) prepara um diagnóstico detalhado dos palanques estaduais. O levantamento deverá ser apresentado a Bolsonaro ainda neste mês.

Expectativa

A expectativa dos aliados é que a avaliação final do ex-presidente ajude a destravar acordos regionais, reduzir disputas internas e orientar a estratégia eleitoral do PL para os próximos pleitos. Mesmo isolado em prisão domiciliar, Bolsonaro segue sendo o principal fiador político das decisões do grupo e mantém influência decisiva sobre os rumos da legenda.

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