Rio Branco, AC 19 de março de 2026 15:01
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Largada

Em vídeo veiculado nas redes sociais na última terça-feira, 17, o infectologista Thor Dantas, renomado médico do Acre, veio a público reafirmar sua candidatura ao governo do Acre em outubro próximo. “Eu decidi me envolver diretamente com a atividade político partidária […] E fiz porque eu vejo que a gente está numa grave crise técnica, ética e política. Vejo tanta gente desesperançosa, sem perspectiva, desistindo, indo embora, são tantos problemas ao nosso redor, que basta vontade e trabalho para resolver”, postou Dantas na peça.

Inconformismo

O médico vai disputar o governo pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), apoiado por um espectro de siglas consideradas de ideologia de centro/esquerda. Segundo Dantas, sua decisão foi precipitada pelo sentimento de mudanças e práticas no meio político acreano, sentimento que conduz àqueles que amam o Acre a sair em defesa dos valores republicanos, que rotula como escassos em nosso estado.

Interlocução

Thor aduz, ainda, que o anuncio decorre de vivenciamos um período de intensa movimentação e definição para alianças políticas. No meio disso, o infectologista afirma que tem conversado com muitas pessoas ligadas ao seu ideário político, incluindo o ex-senador e ex-governador do Acre e atual presidente da Apex Brasil, Jorge Viana (PT).

No páreo

A propósito de Viana, sua assessoria de imprensa lançou convite à imprensa para a data de hoje, 19, às 15h, em Rio Branco, no Hotel Nobile, ali na Av. Ceará, próximo ao antigo Cine João Paulo, quando deverá anunciar sua pretensão de disputar uma das vagas do senado em 2026, que terá dois postos em disputa.

Retaliação

Ainda sobre o pleito de outubro próximo, a ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, e seu filho, Carlos Fernando Hassem, foram exonerados pelo governador Gladson Camel (PP) em uma edição extra do Diário Oficial na noite de ontem, quarta-feira, 18.

Causa e efeito

As exonerações vêm como resposta do governo do estado ao anúncio de que Fernanda e seu irmão, o deputado estadual Tadeu Hassem, apoiar a candidatura do senador Alan Rick (Rep) em detrimento ao nome da vice-governadora Mailza Assis (PP), candidata oficial do Palácio Rio Branco. Fernanda, inclusive, é apontada como favorita para ser a vice na chapa encabeçada pelo senador do Republicanos.

Degola

A propósito da exclusão da ex-prefeita dos quadros administrativos da gestão estadual e de comportamentos idênticos ao da ex-prefeita da fronteira em apoiar a candidatura do senador Alan Rick, ainda ontem, quando questionado sobre a possibilidade de uma onda de exonerações nos próximos dias devido à saída de ex-aliados da base governista, Gladson foi categórico em afirmar que a prática será rotina

Critérios

“Sim, hoje, por exemplo, tivemos a exoneração da ex-prefeita Fernanda Hassem. Em nenhum momento houve pressão minha para que ela pedisse isso. Acolhi seu pedido e já encaminhei para a Casa Civil. Além disso, outros também terão que se atentar. O que não dá é passar três anos e pouco usufruindo das benfeitorias do governo e, quando chega a hora do ‘vamos ver’, fugir. Cada um deve seguir sua própria consciência, porque a minha consciência, por exemplo, é meu guia”, finalizou.

Temporal

O novo advogado de Daniel Vorcaro, José de Oliveira Lima (foto), procurou a Polícia Federal e o STF para sinalizar que seu cliente está disposto a negociar um acordo de delação premiada. A iniciativa ocorre após a formação de maioria na Segunda Turma do STF pela manutenção da prisão do banqueiro.

Abrindo o bico

Vorcaro indicou que pretende colaborar amplamente com as investigações, sem restrições quanto a possíveis implicados. O movimento busca abrir caminho para uma negociação formal com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Seletividade

Vorcaro, no entanto, indicou a interlocutores que não pretende envolver ministros do STF em um eventual acordo de delação premiada. A avaliação dele é de que qualquer menção a magistrados da Corte exigiria provas robustas de irregularidades, sob risco de rejeição do acordo pela PGR, pela PF ou pelo próprio Supremo.

Espichando

O ministro do STF André Mendonça (foto) determinou a prorrogação por 60 dias do inquérito que investiga o caso Banco Master. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, apresentado na véspera, que apontou a necessidade de novas diligências consideradas essenciais para o esclarecimento dos fatos sob apuração.

Contenção

Enquanto isso, PT e o Centrão trabalham em conjunto para barrar a prorrogação da CPI do INSS. Pelo lado petista, o objetivo é reduzir a exposição de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Já o Centrão quer estancar a CPI antes que ela avance sobre as ligações do Banco Master com as fraudes no INSS.

Nova casa

O senador Sergio Moro acertou sua filiação ao PL e deve disputar o governo do Paraná com apoio do partido e do senador Flávio Bolsonaro. A mudança de legenda viabiliza a candidatura, já que, no União Brasil, Moro enfrentava dificuldades para garantir espaço na eleição estadual, apesar de liderar as pesquisas no estado.

História

Para quem não lembra, Moro já foi aliado da família Bolsonaro, ocupando o cargo de Ministro da Justiça no governo do patriarca Jair Bolsonaro (2019/2022). Em abril de 2020, Moro deixou a pasta após uma queda de braço com o então presidente em torno do comando da Polícia Federal.

Idas e vindas

A época, justificando sua saída, Moro disse que o presidente demonstrou preocupação com inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e desejava ter contato direto com superintendentes da PF para monitorar investigações. Declarou posteriormente que saiu por se recusar a proteger a família do presidente de investigações, optando por preservar sua biografia e a autonomia das instituições.

Rescaldo

A guerra no Oriente Médio e seu impacto sobre os preços do petróleo no mercado global fizeram com que o Banco Central mantivesse a cautela e reduzisse a taxa de juros em apenas 0,25 ponto percentual.

Redução

O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juros de 15% para 14,75% ao ano. A decisão marca a primeira queda dos juros desde maio de 2024 e é a primeira flexibilização monetária sob o comando de Gabriel Galípolo. No comunicado, o Banco Central justificou o corte ao afirmar que o aumento no preço do petróleo pode ter impactos inflacionários no país. A votação foi unânime.

Perspectivas

Para o futuro, não há sinalizações claras. O Copom reafirmou que os próximos passos dependerão de novas informações para aumentar a clareza sobre a “profundidade e a extensão dos conflitos” globais e para garantir a convergência da inflação para a meta.

Lá e cá

Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve foi ainda mais conservador. O Banco Central americano manteve as taxas de juros inalteradas, na faixa de 3,5% a 3,75%, pela segunda reunião consecutiva. Ao contrário do que ocorreu no Brasil, a decisão por lá não foi unânime.

Visões

No colegiado do Fed, um dirigente votou a favor do corte de juros. Projeções atualizadas indicam divisão entre os membros: parte defende ao menos uma redução ainda neste ano, enquanto outro grupo vê manutenção das taxas ao longo de 2026. O quadro ocorre em meio à pressão inflacionária decorrente da guerra no Irã e a sinais de desaceleração do mercado de trabalho

Pano de fundo

A precaução dos bancos centrais brasileiros e americanos está ligada diretamente às incertezas em relação ao preço do petróleo, que nesta quarta-feira tensa fechou acima dos US$ 110. A alta se intensificou depois que Israel atingiu o campo de gás South Pars — o maior do mundo, compartilhado por Irã e Qatar — e o Irã respondeu com um ataque a um importante centro de combustíveis no território qatari, causando danos significativos. O aumento das tensões pressionou os preços do gás natural na Europa, que é altamente dependente de importações do Oriente Médio.

Recrudescimento

E a situação tende a piorar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir completamente South Pars caso o país continue com os ataques à infraestrutura de energia do Qatar.

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