Defesa de Juscelino Romeu de Almeida entrou um pedido de redução de pena, contudo, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre negou o pedido. Rayres Silva Ferreira, de 23 anos, desapareceu após um encontro em agosto de 2023, em Brasiléia, com o acusado
A Justiça do Acre negou recurso e manteve a condenação de Juscelino Romeu de Almeida, de 45 anos, pela morte e ocultação de cadáver da ex-namorada, Rayres Silva Ferreira, de 23 anos.
A jovem desapareceu após um encontro em 21 de agosto de 2023, em Brasiléia, no interior do Acre. O g1 não conseguiu contato com a defesa.
Juscelino Almeida foi condenado a 32 anos e seis meses por homicídio qualificado por meio cruel, motivo torpe e feminicídio em outubro de 2024.
Na época, ele também foi condenado a indenizar a família de Rayres em R$ 30 mil, contudo, após a nova sentença, o juiz considerou desnecessária a indicação de um valor específico por se tratar de feminicídio, ficando a cargo do entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A defesa dele entrou com recurso ao tribunal com pedido de redução da pena, contudo, o relator não aceitou o pedido e manteve a condenação em regime fechado.
Conforme apurado pelo g1, após a defesa pedir a redução da pena, os demais desembargadores acompanharam o entendimento do relator, o que resultou na manutenção integral da sentença que entendeu que a vítima era jovem e ainda deixou filhos órfãos.
Conforme a decisão, a pena foi definida devido as circunstâncias do crime marcado por mistério e extrema violência. “O delito foi concretizado com o esquartejamento da vítima, o que extrapola o conteúdo mínimo do tipo penal”, diz parte da decisão.
À época, ao ser preso, o homem confessou à polícia ter esquartejado e jogado os restos mortais de Rayres no Rio Acre, em Brasiléia. Contudo, nenhum vestígio do cadáver foi encontrado e os bombeiros encerraram as buscas pelo corpo da jovem após três dias de procura na região.

Relembre o caso
Rayres desapareceu em 21 de agosto de 2023, à época, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros de Brasiléia, fizeram buscas pela jovem, após familiares comunicarem a ausência dela que havia sumido após sair para se encontrar com homem no município.
Dois meses depois de denúncia, em outubro daquele ano, Juscelino Romeu de Almeida foi preso em um bar localizado no município de Lábrea, no interior do estado vizinho, e trazido ao estado acreano, onde foi ouvido.
O acusado confessou o crime, e disse que levou a vítima para residência do seu genitor e, enquanto dormia, matou e ocultou o cadáver, em seguida, fugiu para Bolívia.
Uma ossada humana chegou a ser encontrada dentro de uma mala em 22 de outubro de 2024, em Brasiléia. Questionado sobre a possibilidade do corpo ser de Rayres, o delegado Erick Maciel disse que o corpo seria investigado.
A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher:
- (68) 99609-3901
- (68) 99611-3224
- (68) 99610-4372
- (68) 99614-2935
Veja outras formas de denunciar:
- Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
- Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
- Qualquer delegacia de polícia;
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
- Ministério Público;
- Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).