TJ-AC mantém decisão de primeira instância, rejeita recurso de Macapá e abre caminho para novas eleições no Tricolor de Aço em até 120 dias
A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) decidiu, por unanimidade, rejeitar o recurso do presidente do Independência, José Eugênio Leão Braga, o Macapá, e manteve a anulação do processo eleitoral de 2025. Com isso, o dirigente está afastado do comando do clube, ao menos de forma imediata.
A decisão confirma o entendimento da primeira instância, que já havia considerado inválida a eleição que reconduziu Macapá ao cargo até 2027.
Entenda o caso
No pleito realizado em 2025, Macapá foi aclamado presidente em meio a um cenário conturbado. A única chapa de oposição acabou impugnada sob a alegação de descumprimento de critérios previstos no edital.
A condução do processo, no entanto, foi questionada judicialmente por integrantes da oposição. O advogado Atevaldo Santana, que liderava a chapa contrária ao atual dirigente ao lado de Silvano Santiago, denunciou irregularidades.
Segundo ele, houve inclusão de pessoas sem vínculo associativo no colégio eleitoral, além de impedimentos para o registro da chapa oposicionista, mesmo com decisão liminar favorável.
— Na última eleição, ele colocou gente para votar que sequer é sócio do Independência — afirmou Santana.

Próximos passos: possível intervenção
Com a publicação do acórdão, a tendência é de mudança imediata na administração do clube. De acordo com Atevaldo Santana, a oposição deve solicitar à Justiça a nomeação de um interventor.
A função desse interventor seria conduzir o processo de reorganização institucional e convocar novas eleições dentro de um prazo de até 120 dias.
— Esse interventor terá que organizar uma nova eleição, uma eleição limpa — destacou.
Cenário aberto no clube
Apesar da derrota judicial, Macapá ainda pode tentar reverter a decisão por meio de novos recursos. No entanto, segundo a oposição, ele já não possui respaldo para permanecer no cargo neste momento.
Figura histórica no Independência, Macapá assumiu a presidência pela primeira vez em 1983 e construiu longa trajetória à frente do clube. Agora, o Tricolor de Aço vive um momento de instabilidade política, com impacto direto na sua gestão e planejamento esportivo.
Análise: reflexos dentro e fora de campo
A crise institucional chega em um momento sensível e pode influenciar o ambiente esportivo do Independência. Mudanças administrativas, incertezas e possível intervenção tendem a afetar o dia a dia do clube, desde o futebol profissional até as categorias de base.
A definição de uma nova eleição, caso confirmada, será determinante para restabelecer a estabilidade e traçar os próximos passos do Tricolor acreano dentro das competições que disputa.


