Rio Branco, AC 17 de fevereiro de 2026 17:40
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Jogadores do Vasco-AC são investigados por estupro de 2 mulheres em alojamento; eles negam

Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior são investigados pelo estupro de duas mulheres dentro do alojamento do time na madrugada da última sexta-feira (13) em Rio Branco

Os jogadores da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC) Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior são investigados pelo estupro de duas mulheres dentro do alojamento do time na madrugada da última sexta-feira (13) em Rio Branco.

O atacante Erick Serpa foi preso em flagrante no sábado (14) e teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia no domingo (15). Em nota, o Vasco-AC afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e adotará as medidas cabíveis, no âmbito interno, conforme o andamento das investigações. (Confira mais abaixo)

Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça e devem se apresentar na delegacia com a defesa. Ao g1, o advogado Atevaldo Santana disse que os jogadores negam as acusações e afirmam que fizeram sexo consensual com as denunciantes.

“São réus primários, nunca responderam a nenhum processo criminal, são todos maiores de idade e não tem nada. Foi decretado a prisão temporária deles e vão se apresentar espontaneamente em sede policial. Vou escolher o dia ainda que vou apresentar eles”, argumentou.

O caso foi denunciado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no sábado. O delegado Alcino Souza estava no plantão e encontrou as vítimas na Maternidade Bárbara Heliodora. Segundo ele, as vítimas tinha ido à Deam pela manhã, mas não conseguiram registram a ocorrência e foram para a maternidade.

“Tomei conhecido do fato por volta das 17h quando fui ver outra situação. As vítimas conversaram com a policial pela manhã e revelaram dúvida se registravam ou não a ocorrência. Foram na maternidade, mas não voltaram para registraram a ocorrência. Encontramos elas na maternidade e orientei que a comunicação do crime fosse feita ali mesmo. Mas, estavam resistentes”, confirmou.

Ainda segundo o delegado, as mulheres estavam com medo de retaliação e foram orientadas pela assistente social a registrar ocorrência. “Indicaram os nomes, o local que poderiam estar, que é o alojamento, eu reuni uma equipe e fomos até o local. É uma casa bem grande, onde ficam vários jogadores, e lá conduzi o Erick Serpa para a delegacia. Os outros não estavam lá”, destacou.

Relação consensual

Ainda conforme a polícia, as mulheres foram para o alojamento para se relacionar com os jogadores de forma consensual. Porém, teriam sido submetidas aos abusos.

“Depois de estarem lá, o que aconteceu não foi da maneira que elas queriam. É aquilo, você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação”, resumiu o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, apenas Erick Serpa estava no alojamento no momento que a polícia chegou. Ele foi levado para a Deam e ouvido por Alcino. Ao final do plantão, o caso foi transferido para a delegada Michelle Boscaro, que decretou a prisão do jogador.

“Passei a situação toda para a delegada Michelle, que assumiu o plantão da noite, e optou por fazer o flagrante do Erick e pediu a prisão dos demais envolvios. O juiz plantonista decretou a prisão temporária deles”, ressaltou.

Alcino explicou também que as vítimas não foram ouvidas logo de início porque estavam recebendo atendimento médico. “Esses crimes são de ação penal pública incondicionada, não preciso de representação para agir”, finalizou.

Apuração interna

O g1 também entrou em contato com o treinador do Vasco Acre, Eric Rodrigues, que explicou que os jogadores são proibidos de levar mulheres para o alojamento e que, no momento do ocorrido além dos jogadores e das duas vítimas, uma terceria mulher também estava na casa.

“Eles são constantemente proibidos de levar mulheres e serão punidos duplamente pelo clube por essa ilegalidade e pelo suposto crime cometido contra as mulheres. Independente deles terem cometido o crime ou não, ocorreu uma transgressão do que o Vasco determina”, afirmou.

A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para que a mulher peça ajuda:

(68) 99609-3901

68) 99611-3224

(68) 99610-4372

(68) 99614-2935

Veja outras formas de denunciar:

  • Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
  • Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer a notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
  • Ministério Público;
  • Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras)

Nota do Clube

A Associação Desportiva Vasco da Gama (AC) tomou conhecimento de informações divulgadas publicamente indicando o envolvimento de atletas vinculados ao clube em ocorrência sob apuração pelas autoridades competentes.

Diante da seriedade do assunto, a instituição informa que adotou medidas administrativas internas para apuração dos fatos e permanece à disposição para colaborar integralmente com as autoridades.

O clube reafirma seu compromisso com a integridade, o respeito e a observância das normas, ressaltando que qualquer conclusão sobre responsabilidade depende da apuração oficial, com garantia do devido processo legal.

Ao mesmo tempo, a Associação esclarece que não compactua com qualquer forma de violência e adotará as medidas cabíveis, no âmbito interno, conforme o andamento das investigações.

Por respeito às pessoas envolvidas e ao curso das apurações, a Associação não fará comentários adicionais neste momento.

Atualizações serão divulgadas exclusivamente por canais oficiais.