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Jamaxi

Palpos de aranha

O site Ac24horas (https://ac24horas.com) faz publicar nesta segunda feira, 27, que dados do inquérito que foi instaurado a partir da autorização da ministra Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para apurar irregularidades no governo do Acre, envolvendo o autoridades do Estado e assessores, foram “vazados” em grupos de WhatsApp e trazem informações comprometedoras envolvendo o governador Gladson Cameli (PP).

Apuração 

Segundo o site, “a investigação da Policia Federal identificou um grupo criminoso, controlado por empresários e agentes políticos ligados ao Poder Executivo estadual acreano, que atuavam no desvio de recursos públicos, bem como na realização de atos de ocultação da origem e destino dos valores subtraídos”.

Alvos 

Ainda no relato do noticioso, fica registrado que “entre os empresários alvos da investigação estão Acrinaldo Ferreira Pontes, dono da Adim Construtora, e Rudilei Souza, suplente de deputado federal mais conhecido como Rudilei Estrela, apontado como principal alvo da operação. Estrela foi preso por nove dias e foi solto no último final de semana após cumprimento de prisão temporária”.

Ação judicial 

O STJ determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 7 milhões nas contas dos investigados, além do sequestro de veículos de luxo adquiridos com o proveito dos supostos crimes. O grupo teria movimentado mais de R$ 800 milhões, segundo denúncias.

Abastecimento 

De acordo com trechos que teriam sido extraídos do inquérito e vazados nos grupos de WhatsApp, entre agosto de 2018, no auge da campanha eleitoral, até novembro de 2021, o governador Gladson Cameli recebeu R$ 956 mil em depósitos em espécie em contas bancárias de sua titularidade. 

Em cash 

Em uma análise restrita ao ano de 2021, em um curto período de 8 meses, o chefe do Palácio Rio Branco recebeu R$353 mil em depósitos em espécie em suas contas bancárias. Esses dados, segundo constam, seria de um relatório do Coaf – Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

Frota 

De acordo com as investigações da polícia federal, o governador foi beneficiário de diversos financiamentos de veículos de luxo no ano de 2019, quando já exercia o mandato político, com diferença substancial de valor em relação ao praticado no mercado, além de que, desde sua posse no cargo público, adquiriu em seu próprio nome oito veículos, cujos valores somados alcançam R$ 1,8 milhão, e um veículo BMW X4, no valor de R$ 537.067,00, em nome de sua esposa.

Manifestação 

Instado a comentar as revelações, o governador Gladson Cameli pontuou que “toda a sua movimentação financeira tem origem garantida. Ele afirmou que não teve acesso ao inquérito, e que soube de algumas informações porque também leu pelas redes sociais. “Não tive acesso a isso – inquérito – ainda. Só sei o que está rolando nas redes. Não sei se é verídico de fato”, disse ao confirmar que mensalmente gasta, em médica, R$ 45 mil em despesas com cartões de créditos.

Valores 

Ainda segundo o site, “mesmo insistindo que desconhece o teor do inquérito o governador falou sobre um suposto enriquecimento ilícito, já que seu patrimônio quase dobrou nos últimos três anos. “É claro que meu patrimônio aumento e vai saltar mais, porque qualquer bem, qualquer coisa, um carro que comprei por R$ 80 mil tá valendo R$ 180 mil. O avião que era R$ 1,5 milhão, tá valendo R$ 3 milhões”. 


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Entrelinhas 

O ex-militante do PCdoB, ex-deputado estadual e ex-deputado federal e também ex-presidente do Depasa, ungido a todos esses cargos sob os auspícios da sigla comunista, foi ao facebook  no final de semana e revelou os motivos que o fidelizaram ao governo Gladson Cameli (PP): gratidão. Moises revela que no alvorecer de 2019, quando largou a direção do Depasa,  cargo que ocupava no governo Tião Viana (PT), passava por sérias dificuldades financeiras e pouso na estrutura administrativa do estado resolveu o problema. Daí, passou a devotar apoio irrestrito ao novo governo capitaneado pelo cruzeirense. 

Reconhecimento 

No texto, intitulado “gratidão só pratica quem tem coração”, o atual secretário adjunto de Educação defende o governador Gladson Cameli (PP) e relata, ao se referir ao abono da Educação e aos pagamentos dos servidores públicos do Estado, que no fim do ano de 2018 passou por um “forte sufoco financeiro “, vitimado pela ausência de 50% do 13º salário e sem verbas rescisórias, recursos não pagos no final do governo Tião Viana. 

Sufoco

O ex-comunista conta que passou “a depender de agiotas” e acrescenta: “No final do mês, eu pagava apenas os juros. Mas, estava ficando insustentável. Tive que refinanciar minha casa, para pagar dívidas e a faculdade da minha filha. Somado aos 4 empréstimos que fiz, após a eleição perdida de 2014, meu salário líquido ainda é insuficiente para os gastos familiares. Em janeiro agora, quito 2 empréstimos. O sol está nascendo, devagar e sempre”, relata.

Sentimento 

No mesmo texto ele completa: “Quando disse que, mesmo se Gladson me demitisse, eu faria campanha pra ele em 2022, alguns ‘heróis’ fizeram piada comigo. É que eles não têm ideia do que seja gratidão e confundem convicção e ideologia com um amontoado de letras desbotadas e unilaterais”. 


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Mundo da lua

Recursos que deveriam ter sido gastos em prevenção contra a covid-19 foram usados para a compra de filé mignon e picanha. É o que revela a jornalista Constança Rezende, em reportagem publicada nesta segunda-feira pela Folha de S. Paulo. 

Desvio de finalidade

“O Ministério da Defesa gastou recursos destinados ao enfrentamento da Covid-19 para a compra de filé mignon e picanha. A constatação é de uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo informações do levantamento sigiloso feito pela Selog (Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas) obtido pela Folha, foram usados R$ 535 mil em itens considerados de luxo”, escreve a jornalista.

Auditagem

“A auditoria foi aberta para investigar supostas irregularidades na aquisição de gêneros alimentícios desde 2017. Chamaram a atenção dos técnicos os gastos das Forças Armadas durante a pandemia em 2020. A análise foi autorizada pelo ministro Walton Alencar Rodrigues, relator do caso na corte. Os auditores esperavam que, como consequência do regime telepresencial de trabalho, houvesse redução de gastos com alimentação. Não foi o que ocorreu com o Ministério da Defesa, que, ao contrário dos Ministérios da Educação e da Saúde, aumentou essas despesas”, prossegue.

Causa e efeito

Enquanto isso, a fome bate recordes no Brasil e o consumo de carne per capita pelos brasileiros é o menor em décadas, o que explica a impopularidade de Jair Bolsonaro e seu governo.

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