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Novo bloco

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Com indicava a obviedade, ontem, sexta-feira, 09, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, anunciou que irá se filiar nos próximos dias ao PL. A decisão é justificada após o PP decidir, via executiva municipal, que levaria o nome do secretário de governo Alysson Bestene como seu candidato à prefeitura de Rio Branco, em outubro próximo. Presente o fato consumado, Bocalom teria que migrar para uma outra sigla, vez que permanecendo no PP teria obstaculizada sua candidatura à reeleição. Escolheu o PL, do ex-presidente Bolsonaro.

Estatura

Bocolom diz que a decisão de ir ao PL tem a articulação do senador Marcio Bittar (UB), cujo irmão de criação, Edson Siqueira, vem a ser o presidente regional da sigla no Acre. “Nossa ida para o PL já está acertada com o senador Marcio. Nós devemos ter uma reunião em Brasília por esses dias. O nosso presidente Bolsonaro estará aqui, não só para me receber, mas para filiar alguns outros prefeitos e outras lideranças do estado inteiro. O PL será o maior partido do Acre”, sentencia Bocalom.

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Enredo

Na tarde de quinta-feira, 8, na sede do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), ocorreu um encontro do pré-candidato à prefeitura, Marcus Alexandre, com a juventude da sigla e partidos aliados, mirando a mobilização da juventude dos partidos aliados para a realização da pré-campanha de Alexandre.

Modinha

Lideranças do MDB, PT, PCdoB, PV e PSOL marcaram presenças. O encontro ocorreu na chamada tenda azul, erigida na sede do MDB. Na oportunidade, Marcus Alexandre foi recepcionado com a apresentação do jingle e clipe de pré-campanha – denominado “Bora Rio Branco” que, segundo a equipe, faz referência a um convite para que a população possa fazer uma adesão na caminhada rumo ao retorno de Marcus à prefeitura da capital. “Rio Branco não esquece e pede pra ele voltar”, diz trecho do jingle.

Realizações

Durante o ato, o pré-candidato citou as ações voltadas a juventude na sua gestão de 2013 a 2018 – como criação da Secretaria Adjunta de Juventude em 2013; passagem de 1 real para mais de 70 mil estudantes, implementada através de Lei Municipal em 2013; Programa Juventude e a Cidade, que promoveu mais de 60 mil atendimentos a jovens nos bairros com ações de inclusão social e econômica, qualificação profissional; Implantação do Centro de Artes e Esportes Unificados – CEUs e demais ações mencionadas.

Composição

O pré-candidato contou, ainda, que não definiu que será o candidato que comporá sua chapa como vice e que no momento tem como objetivo fortalecer a chapa de pré-candidatos a vereadores. “A discussão do vice vai ficar para o final do processo, nós não vamos antecipar a discussão de vice e hoje nosso trabalho é focar nas pré-candidaturas de vereador e vereadora e o vice só no final do processo”, explicou.

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Agenda

A agenda política nacional da semana pré-carnavalesca girou em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os assuntos tratados na reunião ministerial do dia 5 de julho de 2022 estão entre as principais provas da Operação Tempus Veritatis, que investiga a tentativa de golpe de Estado conduzida pelo ex-presidente , generais e aliados.

Dia D

Naquele dia, Bolsonaro falou abertamente a seus ministros sobre suas intenções: descredibilizar as urnas eleitorais e atuar de forma incisiva antes das eleições. “A gente tem que ser mais contundente”, esbravejou. As discussões antecipavam ações que viriam a ser tomadas durante o processo pelo presidente da República, pela Polícia Federal e pelo Ministério da Defesa. E muito daquilo se concretizou.

Cronologia

O primeiro ponto tratado na reunião foi a realização de encontro com os embaixadores em tentativa de descredibilizar as urnas. “Vou fazer uma reunião quinta-feira com embaixadores e semana que vem com mais. Vou convidar autoridades do judiciário para outra reunião para mostrar o que está acontecendo. [...] A guerra de papel e caneta, a gente não vai ganhar essa guerra. A gente tem que ser mais contundente, como eu vou começar a ser com os embaixadores” (Jair Bolsonaro)

O que foi feito?

A reunião com embaixadores ocorreu pouco menos de um mês depois, no dia 18 de julho, no Palácio do Planalto. No encontro, Bolsonaro atacou o processo eleitoral brasileiro, reproduzindo, sem provas, suspeitas já desmentidas sobre as urnas eletrônicas, e criticou os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. A reunião originou um processo no TSE que findou, em junho passado, na inelegibilidade de Bolsonaro, por oito anos, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Ação

Num segundo ponto, Bolsonaro diz que é preciso atuar antes das eleições. “Nós sabemos que se a gente reagir depois das eleições, vai ter um caos no Brasil, vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira o Brasil. [...] Não podemos, pessoal, deixar chegar as eleições e acontecer o que está pintado, está pintado. [...] A guerra de papel e caneta, a gente não vai ganhar essa guerra. A gente tem que ser mais contundente”. Resultou daí que uma série de ações foram tomadas por Bolsonaro e aliados para tentar descredibilizar as urnas e promover um golpe de Estado, segundo investigação da Polícia Federal. Além de disseminar informações falsas sobre o processo eleitoral, o grupo elaborou minutas de decretos golpistas e incitou militares a aderirem ao golpe.

Fake News

Um terceiro movimento foi questionar o processo eleitoral: “Nós montamos um grupo na Polícia Federal com uma equipe completa, com delegados, peritos e agentes, para acompanhar, realmente, o passo a passo das eleições, para fazer os questionamentos necessários que têm de ser feito, e não só as observações. A gente vai atuar de forma incisiva”, disse Anderson Torres, então ministro da Justiça e Segurança Pública.

Maquinações

Fato é que a Polícia Federal foi usada pelo então ministro da Justiça, Anderson Torres, para tentar descredibilizar as urnas eletrônicas. Em ofício enviado pouco dias antes da reunião, Torres afirmou ao presidente do TSE, Edson Fachin, que a PF participaria de todo o processo de fiscalização e que isso era importante para “resguardar o Estado democrático de Direito”. O ministro da Justiça avisou ainda sobre a possibilidade de desenvolvimento de programas próprios de verificação.

Mobilização

Uma quarta decisão fruto da reunião foi a necessidade do Ministério da Defesa entrar em ‘linha de contato com o inimigo’ na Comissão Eleitoral; “Senhores, a Comissão [Eleitoral] é para inglês ver. Nunca essa Comissão sentou na mesa e discutiu uma proposta. [...] O que eu sinto nesse momento é apenas na linha de contato com o inimigo. Na guerra, a gente tem linha de contato, linha de partida. Eu vou romper aqui e iniciar minha operação. E eu vejo as Forças Armadas e o Ministério da Defesa nessa linha de contato. Nós temos que intensificar e ajudar nesse sentido para que a gente não fique sozinhos no processo” (Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, então ministro da Defesa)

Bisbilhotagem

Feita a deliberação, o Ministério da Defesa participou tempestivamente da Comissão de Transparência das Eleições (CTE) do TSE. Foi realizada uma série de questionamentos à Justiça Eleitoral que acabaram sendo usadas por bolsonaristas no processo de descredibilizar as urnas eletrônicas. Ao final, a Defesa não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência. No entanto, os militares relataram não terem tido condições de verificar o funcionamento dos códigos que fazem a urna funcionar. Em setembro do ano passado, o TSE excluiu as Forças Armadas da lista das entidades que fiscalizam as eleições.

Arapongagem

Na dita reunião, o então chefe do GSI, general Augusto Heleno, informou que iria usar o aparelho estatal na estratégia da campanha de Bolsonaro. “Eu já conversei ontem com o Vitor, novo diretor da Abin, nós vamos montar um esquema para acompanhar o que os dois lados estão fazendo. O problema todo disso é se vazar, a gente se conhece nesse meio. Se houver acusação de infiltração em qualquer dos lados” .

Em checagem

Ainda não se sabe se a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi usada, de fato, para monitorar o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como indica a fala de Heleno. No entanto, uma outra operação da Polícia Federal deflagrada no fim de janeiro investiga o uso de sistemas da Abin para fazer espionagem ilegal contra adversários políticos de Bolsonaro.

Ventríloquos

Por fim, Bolsonaro exige que aliados repliquem seus discursos. “Daqui pra frente, quero que todo ministro fale o que eu vou falar aqui e vou mostrar. Se o ministro não quiser falar, ele vai ter que falar pra mim por que que ele não quer falar”. A partir daí, o que foi feito: A Polícia Federal aponta, no âmbito da Operação Tempus Veritatis, a existência de um núcleo de desinformação e ataques ao sistema eleitoral. Entre os integrantes estavam o então ajudante de Ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, e o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Essa frente era responsável pela produção, divulgação e amplificação de notícias falsas sobre a lisura das eleições com o objetivo de tentar legitimar uma intervenção das Forças Armadas.