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Jamaxi

Contaminação

A Superintendência Regional da Polícia Federal no Acre deflagrou, nesta quinta-feira (25), a ‘‘Operação CONTÁGIO’’, que investiga irregularidades em licitações ocorridas no primeiro semestre do ano de 2020, no município de Plácido de Castro/AC. As investigações se deram de forma conjunta com o Tribunal de Contas da União/AC.

Bom dia!

A investigação alcançou o vereador rio-branquense Fábio Araújo (PDT), recém empossado no parlamento da capital. Cedo da manhã uma viatura estacionou à porta da residência do edil, na rua Pio XII, no conjunto Mascarenhas de Morais, conforme atesta a foto que ilustra essas notas. 

Objeto 

A operação investiga irregularidades em licitações ocorridas no primeiro semestre do ano de 2020, no município de Plácido de Castro. Um dos contratos investigados possuía um valor de R$ 512.402,00 (quinhentos e doze mil quatrocentos e dois reais) e visava a compra de equipamentos de proteção individual (EPI’s) para profissionais da saúde, que atuavam no combate à pandemia causada pelo COVID-19.

Brecha 

Segundo apurado até o momento, o grupo criminoso se valeu da flexibilização das regras de contratações criadas pela Lei n. 13.979/2020, para efetuar a assinatura do contrato em questão. 

Laranjal 

A maioria das empresas consideradas como fornecedoras possuía vários indícios de serem empresas fictícias, comumente conhecidas como “empresas de fachada”, não possuindo, sequer, sede administrativa e funcionários.

Organização 

A investigação identificou que o grupo criminoso atuou com a participação dos sócios das empresas e de funcionários públicos, inclusive um ex-Secretário Municipal que deveria ser o responsável por prezar pela lisura do procedimento de contratação. Além disso, é também alvo da operação, um vereador em exercício pelo município de Rio Branco. 

Incongruência 

Chamou a atenção dos investigadores, o fato de que uma das proprietárias das empresas investigadas recebeu Auxílio Emergencial, no valor de R$ 600,00 (seiscentos reais), em data próxima a que apresentava proposta orçamentária de mais de meio milhão de reais.

Link 

O nome da operação, “CONTÁGIO”, faz referência ao fato de que o objeto de contrato investigado, é justamente a compra de materiais EPI’s, que visam evitar que profissionais de saúde sejam contagiados pelo vírus do COVID-19.

Posição 

Sobre a Operação, a assessoria do vereador Fábio Araújo fez divulgar que ele não está em Rio Branco, mas para ele a investigação segue um procedimento padrão. Diz, ainda, que Fábio Araújo realiza um trabalho técnico com licitações antes mesmo de ser vereador e está à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários. 


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Homem ao mar

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foi abandonado pela articulação política do Palácio do Planalto, segundo aliados do chanceler ouvidos pelo jornal O Estado de São Paulo. 

Maldade 

Na visão desses interlocutores, o chefe da diplomacia bolsonarista acabou exposto de propósito pela base governista ontem, quarta-feira, dia 24, ao dar explicações sobre atrasos na obtenção de vacinas contra a covid-19 no Congresso Nacional. Parlamentares de diversos partidos fizeram duras críticas e pressionaram o ministro a renunciar ao cargo, sem que quase nenhum deputado ou senador governista tenha assumido sua defesa.

Os entendedores entendem

O abandono foi interpretado como um sinal da perda de apoio político do chanceler dentro do governo Jair Bolsonaro. Ernesto já tinha contra si setores do empresariado, principalmente no agronegócio, políticos do Centrão e da oposição, militares e diplomatas de carreira. A carta de empresários e economistas, divulgada no fim de semana, também cobrava uma política externa “desidratada de ideologia ou alinhamentos automáticos”. O documento surpreendeu o governo e impulsionou a ofensiva do Congresso.

Malévolo 

O entorno de Ernesto atribuiu ao ministro da Secretaria de Governo, o general Luiz Eduardo Ramos, a falta de uma tropa de choque bolsonarista empenhada em defender o ministro, sobretudo, no Senado. No xadrez interno do Planalto, Ramos é desafeto do grupo que apoia o chanceler, que o vê como adepto do movimento pró demissão. Para eles, Ramos não mobilizou os parlamentares.

Pelourinho 

No dia em que o País ultrapassou 300 mil mortos, o ministro passou 5 horas e 15 minutos exposto a dissabores, provocações, cobranças e bate-bocas no Senado e outras 3 horas e 40 minutos na Câmara. Estava acompanhado apenas do assessor internacional da Presidência, Filipe Martins, e do secretário de Comunicação e Cultura do Itamaraty, embaixador Paulino Franco de Carvalho Neto.

Banho Maria 

O fogo amigo no Planalto é antigo, mas o ministro costuma desconversar quando indagado sobre quem o quer fora do Itamaraty. Desde o início do governo, militares tentaram diversas vezes tutelar sua atuação - e chegaram a assumir mais protagonismo na diplomacia. 

Núcleo 

Integrantes do núcleo conservador do governo, a chamada “ala ideológica” apoiada por militantes bolsonaristas, veem o chanceler como um ícone. A demissão teria um alto custo ao presidente junto a esses apoiadores, muitos dos quais são fiéis seguidores do escritor Olavo de Carvalho, o guru da direita brasileira de quem o ministro é admirador.

Moeda de troca 

Eles dizem que Ramos deseja entregar o cargo de chanceler a um senador, fortalecendo a base do governo num momento de fragilidade, em que o Centrão ameaça abertamente aplicar “remédios políticos amargos e fatais”. Dirigentes do bloco, porém, têm mostrado desinteresse pela chancelaria.

Remédio 

No Itamaraty, onde Ernesto trava uma batalha interna com o corpo diplomático, há defensores de que o cargo de ministro seja ocupado por um político. Daí terem circulado, nos últimos meses, nomes como os dos ex-presidentes Michel Temer e Fernando Collor de Mello, ambos afeitos à política externa.

Rojões 

Bolsonaristas comemoraram o voto vencido de Kassio Nunes Marques desfavorável a Lula. Quem conhece os bastidores do Supremo, no entanto, acha que Flávio Bolsonaro não tem motivos para engrossar o coro de elogios ao indicado por seu pai na Corte. 

Falsa alegria 

Gilmar Mendes, que teria ficado extremamente decepcionado com o novato, é hoje um dos mais influentes no STF, inclusive no caso das rachadinhas. Interlocutor de Ricardo Lewandowski diz que o voto de Nunes Marques contra a suspeição foi um “chute no peito” dele e de Gilmar.

Juntos

A presidente da CCJ da Câmara, Bia Kicis (PSL-DF), disse que o voto de Nunes Marques foi “técnico e bem embasado”. Sobre o resultado favorável a Lula: “É revoltante. Mais um dia triste para o combate à corrupção no Brasil”.

Fica… 

Segundo apurou a Coluna, foram grande a pressão e a influência do Planalto em cima de Marques. Bolsonaro mudou seu entendimento sobre enfrentar Lula numa eleição?

…a dica 

Uma frase de Nunes Marques chamou a atenção de outros magistrados: ao responder a Gilmar, ele disse que os seus novos colegas ainda terão mais 26 anos para conhecê-lo.

Estratégia… 

O voto de Nunes Marques acabou ressaltando a importância da “campanha” de redes de advogados para, de alguma forma, “blindar” Cármen Lúcia dos bolsonaristas e demais lavajatistas.

…de sucesso

Como aventado pela imprensa, desde a virada do ano já se comentava nos bastidores que a ministra poderia mudar de lado.

Olha… 

Sobre o voto de Cármen Lúcia, que declarou Moro suspeito, mas foi contra o pagamento dos custos a Lula, um interlocutor fez um paralelo com uma fala de Renan Calheiros (MDB-AL) à época do impeachment de Dilma.

…só 

“Além da queda, o coice, eu não concordo”, disse o então presidente do Senado, contrário à cassação dos direitos políticos da ex-presidente petista.

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