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Ação social

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM) lançará nas próximas semanas o Programa Auxílio do Bem, que beneficiará mais de 18 mil famílias no Acre.

Público

O benefício será concedido às família por meio da entrega de um cartão do programa, que poderá ser utilizado no comércio local, em estabelecimentos credenciados para aquisição de itens de primeira necessidade. O investimento de R$ 9,5 milhões é oriundo do Banco mundial. Poderá receber o benefício quem não tem vínculo empregatício e atender outros critérios Foto: 

Divulgação

O cartão é um auxílio para as famílias mais vulneráveis decorrente da pandemia ocasionada pela Covid-19. O benefício será concedido mensalmente, no valor de R$ 150, pelo período de até três meses, com a concessão de um benefício por família. Serão beneficiadas também dez Organizações da Sociedade Civil, que atuam no acolhimento de crianças, jovens, adultos e idosos.

Critérios

As famílias devem se enquadrar nos seguintes critérios: Não estar inserida no CadÚnico e/ou cadastrados após a data de 21 de março de 2020; todos os membros do grupo familiar devem estar sem vínculo de emprego formal ativo; as famílias devem ter renda per capita de até R$ 178; não estar recebendo assistências sociais ou previdenciárias, como programas de renda ou seguro desemprego, Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada; não ter recebido Auxílio Emergencial financeiro do Governo Federal; ser maior de 18 anos, salvo no caso de mães adolescentes a partir dos 16 anos.

Aliado incômodo 

A jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, revela na manhã de hoje, 29, que os procuradores da Operação Lava Jato discutiram, em março de 2019, uma forma de se desvincular de Jair Bolsonaro para que os jornalistas voltassem a dar credibilidade à operação.

As conversas foram entregues hoje pela manhã ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela defesa de Lula. Os advogados foram autorizados pela Corte a ter acesso ao material da Operação Spoofing, que investiga o hackeamento dos diálogos.

Leitura 

“Delta, sobre a reaproximação com os jornalistas, minha opinião é de que precisamos nos desvincular do Bozo [Jair Bolsonaro], só assim os jornalistas vão novamente ver a credibilidade e apoiar a LJ [Lava Jato] “, diz a procuradora Jerusa Viecili a Deltan Dallagnol no dia 28 de março de 2019. A grafia foi mantida na forma original das mensagens.

A opinião pública 

Jerusa segue: “Temos que entender que a FT [força-tarefa] ajudou a eleger Bozo, e que, se ele atropelar a democracia, a LJ [Lava Jato] será lembrada como apoiadora. eu, pessoalmente, me preocupo muito com isso (vc sabe)”. A procuradora diz ainda que os integrantes da Lava Jato já haviam tido a oportunidade de desvincular a imagem deles da do presidente, mas que elas foram perdidas.

Pesos e medidas 

Afirma que eles teriam feito cobranças mais “fortes” no “caso Fávio” se “fosse qualquer outro político”, numa referência a denúncias que envolvem o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República. “Veja que, no passado, em pelo menos duas oportunidades poderíamos ter nos desvinculado um pouco do Bozo nas redes sociais”, escreve Jerusa ao colega.

Silêncio constrangedor 

Jerusa diz ainda na mensagem que sequer quando há elogios à ditadura por parte do governo Bolsonaro os procuradores da Lava Jato se manifestaram. “Agora, com a ‘comemoração da ditadura’ (embora não tenha vinculação direta com o combate à corrupção), estamos em silêncio nas redes sociais. Não prezamos a democracia? concordamos, como os defensores de bozo, que ditadura foram os 13 anos de governo PT? a LJ teria se desenvolvido numa ditadura?”, escreve ela, cobrando um posicionamento de Deltan Dallagnol.

Cordão 

A procuradora fala ainda da preocupação dos colegas com o apoio dos bolsonaristas, o que estaria impedindo um posicionamento mais firme deles em favor da democracia. Ela se refere aos seguidores do presidente como “bolsominions”.

Aproximação 

“Sei que há uma preocupação com a perda de apoio dos bolsominions, mas eles diminuem a cada dia. o governo perde força, pelos atropelos, recuos e trapalhadas, a cada dia. converse com as pessoas: poucos ainda admitem que votaram no bozo (nao sei como Amoedo nao foi eleito no 1º turno pq ultimamente, so me falam que votaram nele). enfim, acho que defender a democracia, nesse momento, seria um bom início de reaproximação com a grande imprensa. 

Prática 

Com relação a defender a Democracia, tambem seria importante um discurso de defesa das instituições. Atacamos muito o STF e seus ministros, mas sabemos que a democracia so existe com respeito às instituições. e o STF precisa ser preservado, como órgão máximo do Poder Judiciário brasileiro. pense com carinho “. Deltan Dallagnol então responde: “Concordo Je. Acho nota esquisita. E se fizermos artigos de opinião? Acho que não da pra bater, mas da pra firmar posição numa abordagem mais ampla”. Ela finaliza: “Isso. defender, sem atacar”.


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Queda livre 

O Índice Nacional de Confiança (INC), régua que mede a confiança e a segurança do brasileiro em relação à sua situação financeira ao longo do tempo e indica a percepção do estado da economia para a população, em março, através de pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), registrou o pior resultado sobre a percepção futura do brasileiro conquanto ao cenário econômico do pais, desde o início da pandemia. 

Escalas 

Duas regiões brasileiras chamam a atenção pelo pessimismo, numa escala onde 100 expressa otimismo pleno: Nordeste, com 69 pontos; e o Sul, com queda de 8 pontos, chegando aos 70 pontos. A pesquisa ainda revela que no Centro-oeste a queda na confiança foi ainda mais brusca, de 13 pontos, saindo do campo otimista – acima de 100 – para o pessimista – abaixo de 100. A variação do indicador é de 0 e 200 pontos. Os pesquisadores ouviram neste mês 1.500 pessoas de todas as regiões do país.

Indutores 

O agravamento das crises econômica e sanitária provocadas pela propagação das novas variantes do novo coronavírus somadas ao fim do auxílio emergencial e às implementações das medidas restritivas para o comércio, bares, restaurantes e de mobilidade urbana são os fatores que influenciaram nesta queda de confiança. 

Índices 

Em janeiro do ano passado, quando não se tinha ainda a notícia de que havia grande número de contágios provocado pelo novo coronavírus no Brasil, a confiança estava em 100 pontos. Logo em seguida, este índice mais otimista foi caindo até maio e junho de 2020, meses que já registravam 77 pontos. Depois, começou a subir um pouco mais até outubro, época em que chegou a 87 pontos, até começar a cair lentamente. 

Regiões do país

O Nordeste agrega os consumidores mais pessimistas do Brasil. Em março, o INC registou 69 pontos naquela região. No Sul houve queda de fevereiro para março (8 pontos), chegando a 70 pontos. A diminuição mais brusca, no entanto, foi no Centro-Oeste, com 13 pontos. Esta região, inclusive, saiu do campo otimista de fevereiro (110 pontos) para o pessimista (97). O Sudeste caiu de 80 para 75 enquanto que o Norte foi a única localidade que a confiança subiu um ponto de um mês para outro (foi de 91 para 92 pontos). 

Situação financeira 

De acordo com a pesquisa, 54% dos consumidores entrevistados enxergam que sua situação financeira está ruim ou péssima, 6% a mais que em fevereiro. Do número total, apenas 25% dos brasileiros se veem bem financeiramente, 4% a menos que no mês passado. Do total, 61% acham que o Brasil está caminhando para a direção errada. 

Emprego

Do universo de entrevistados, 65% perdeu o emprego ou conhece alguém que ficou desempregado nos últimos seis meses e 49% acha que tem grandes chances de isso acontecer daqui para frente, por causa da economia. Opiniões mais globais feitas em cima deste assunto são ainda mais alarmantes. É que 72% acreditam que o desemprego vai aumentar no Brasil a partir de agora. Este número subiu 11% em relação a fevereiro. 

Consumo

Os brasileiros também estão menos dispostos a gastar neste momento. De acordo com o economista Marcel Solimeo, a falta de dinheiro ocasionada pela inexistência do auxílio emergencial e o fechamento dos postos de trabalho por conta da crise econômica influenciaram diretamente na confiança do consumidor brasileiro. 

Retrato 

Hoje, apenas 22% dos entrevistados se sentem mais confiantes em investir parte de suas economias em bens de grande valor como carro ou casa. No mês passado, 27% diziam estar com esta confiança. Os números são, praticamente, os mesmos quando as pessoas são perguntadas em relação a bens de valor médio necessários para as casas como geladeira ou fogão. Em março, só 21% mostram confiantes em fazer este tipo de compra, 6% a menos do que em fevereiro. “Acabou a reserva”, diz Solimeo. “Quem comprou, comprou”, finalizou.

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