Rio Branco, AC 20 de março de 2026 15:10
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Irã não pode mais produzir mísseis e urânio, diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelense declarou que vai continuar “a esmagar essas capacidades [iranianas]. Vamos reduzi-las a pó, a cinzas”

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o Irã não pode mais enriquecer urânio nem fabricar mísseis. A declaração foi durante a primeira coletiva de imprensa desde o início do conflito no Oriente Médio. “Continuaremos a esmagar essas capacidades. Vamos reduzi-las a pó, a cinzas”, declarou Netanyahu.

Além disso, o primeiro-ministro de Israel afirmou a jornalistas que grande parte da estrutura nuclear do Irã foi destruída durante a Operação Rising Lion, em junho de 2025.

“Destruímos mísseis e grande parte da infraestrutura nuclear. Mas o que estamos destruindo agora são as fábricas que produzem os componentes para fabricar esses mísseis e as armas nucleares que eles estão tentando produzir”.

Irã responde

Após a declaração de Benjamin Netanyahu, o Irã retoma os ataques contra Israel e afirma que ainda é capaz de produzir mísseis. De acordo com a mídia israelense, o ataque com mísseis iranianos não causou impactos diretos ou registro de vítimas.

A nova ofensiva foi detectada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) e teria como alvo o sul do país. O míssil acionou sirenes em Dimona e em outras cidades do deserto do Negev.

Conflito no Oriente Médio

Sem perspectiva de um cessar-fogo, o conflito no Oriente Médio entra na terceira semana. As tensões se iniciaram no final de fevereiro quando os Estados Unidos atacaram a região, em uma ação coordenada com Israel.

O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá. A ação militar matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Com a escalada das tensões, o Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países.

De acordo com estimativas divulgadas por algumas fontes internacionais, mais de 1.200 pessoas teriam morrido desde o início das operações militares, incluindo ao menos 200 crianças e figuras importantes do governo iraniano.