Proposta previa pausa imediata nos ataques, mas foi descartada por Teerã e não validada por Trump, segundo agências de notícias
A tentativa de interromper a guerra no Oriente Médio não saiu do papel. O plano de cessar-fogo apresentado pelo Paquistão foi rejeitado por Irã e Estados Unidos, segundo agências internacionais.
A proposta previa uma pausa imediata nos ataques. Depois disso, começariam conversas para tentar encerrar o conflito de vez.
Teerã não comprou a ideia. Segundo a agência estatal Irna, o governo entende que parar agora não resolveria nada, e ainda poderia favorecer os adversários.
A avaliação por lá é simples: uma trégua, neste momento, daria tempo para uma nova ofensiva.
“Estamos pedindo o fim da guerra”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei.
Washington evita compromisso
Nos Estados Unidos, a reação foi mais cautelosa. A Casa Branca afirmou que o presidente Donald Trump não validou o plano. Segundo o governo, a proposta é apenas uma das alternativas em discussão.
Ou seja, não foi descartada oficialmente, mas também não recebeu sinal verde.
A avaliação em Washington é de que ainda não há condições claras para uma pausa nos combates.
Proposta não saiu do papel
O plano foi elaborado pelo Paquistão e repassado aos dois países no início da semana.
A ideia era tentar conter a escalada com um cessar-fogo imediato e, a partir daí, abrir caminho para negociações mais amplas.
Nos últimos dias, havia expectativa de algum avanço diplomático, principalmente após contatos entre autoridades dos dois lados. Mas, na prática, nada mudou no terreno.
Conflito segue sem trégua
A guerra começou no fim de fevereiro e já passa de um mês. Desde então, os ataques se espalharam pela região. O Irã respondeu às ofensivas com mísseis e drones, enquanto Estados Unidos e Israel mantêm bombardeios.
O Estreito de Ormuz virou um dos principais pontos de pressão. A rota, por onde passa boa parte do petróleo mundial, segue sob controle iraniano, com restrições à navegação.
Nos últimos dias, até houve liberação parcial para navios com carga essencial, mas sem mudança significativa no cenário.


