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Comunidades isoladas

Comunidades isoladas

Durante participação nas ações do programa Prevbarco - unidades flutuantes da Previdência Social que levam serviços previdenciários para comunidades ribeirinhas – ocorrido nesta segunda-feira (17), o Senador Sérgio Petecão (PSD), acompanhado do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, além de secretários municipais e vereadores, destacou sua atuação para estender o atendimento previdenciário às comunidades isoladas do Acre.

Cobrança

Desde o ano passado, Petecão tem cobrado do governo federal a ampliação desse serviço e já conseguiu trazer a liderança do INSS ao estado para acompanhar de perto o funcionamento do Prevbarco. O programa leva atendimento previdenciário a ribeirinhos, indígenas e quilombolas, garantindo acesso a aposentadorias, pensões, salário-maternidade, perícias médicas e avaliações sociais sem que os moradores precisem sair de suas regiões.

Itinerário

A iniciativa já chegou a Sena Madureira, onde ficará até 21 de fevereiro. Em seguida, atenderá aos municípios Manoel Urbano (24/02 a 07/03) e Tarauacá (17 a 28/02). “Essa luta é antiga. Não podemos permitir que acreanos fiquem sem atendimento previdenciário por conta das distâncias ou dificuldades de acesso. O Prevbarco é um avanço importante do governo do governo federal e um passo real para a inclusão social”.

Engajamento

Petecão ressaltou, ainda, que “Esse é um tipo de ação prática com que eu me envolvo e em que acredito. Irei continuar batalhando para levar esse serviço a cada acreano que precisa”, cravou o senador.

Inclusão

Além das cidades já atendidas, Petecão trabalha para que municípios ainda mais isolados, como Marechal Thaumaturgo, Porto Acre, Jordão e Santa Rosa do Purus, também sejam contemplados pelo programa. Acrescentou que a ampliação do Prevbarco tem um papel fundamental na inclusão social, levando dignidade a milhares de pessoas que vivem em áreas remotas.

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Ânimo

A queda na popularidade do presidente Lula, confirmada em novas pesquisas Datafolha e Ipec, trouxe um cenário adverso para o Palácio do Planalto e aumentou o entusiasmo da oposição. Jair Bolsonaro e seus aliados intensificaram a convocação para um ato em 16 de março que deve ter como mote “Fora Lula 2026, anistia já”.

Oportunismo

Os aliados bolsonaristas mais próximos descartam pedir impeachment do presidente e apostam em manter Lula no cargo com a expectativa de que ele definhe politicamente e chegue fraco à eleição do ano que vem.

Diversionismo

O raciocínio é que um eventual impeachment, ainda que hoje seja algo improvável, poderia dar chances ao atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), de reorganizar a base aliada com apoio do centrão. A estratégia de Bolsonaro se choca com a defesa explícita do afastamento de Lula feita por deputados da direita como Nikolas Ferreira (PL-MG).

Palanque

O ex-presidente quer concentrar a mensagem das manifestações, que ocorrerão em várias cidades, na defesa da anistia para os presos do 8 de Janeiro. Bolsonaro tende a esnobar o ato da avenida Paulista e deve comparecer a outro na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, organizado pelo pastor Silas Malafaia.

Termômetro

Após o Datafolha mostrar que 24% dos eleitores brasileiros aprovam o governo do presidente Lula e que 41% o reprovam – queda de 11 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior e índice mais baixo desde o início do primeiro mandato de Lula, em 2003 –, pesquisa Ipec divulgada neste sábado mostrou que 62% dos entrevistados avaliam que Lula não deve se candidatar à reeleição em 2026. Em setembro, 58% eram contrários à busca do presidente pelo quarto mandato. Os principais argumentos foram que Lula já está com idade avançada e não tem feito um bom trabalho.

Analgésicos

O governo aposta em uma série de medidas que atendam os mais pobres e a classe média para elevar sua popularidade. Entre elas, uma das apostas de Lula é aprovar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Lula e sua equipe planejam fortalecer a base e melhorar a comunicação com a população. Embora os índices de desaprovação de Lula tenham aumentado, pesquisas indicam que o presidente ainda lidera simulações de primeiro e segundo turno. Enquanto isso, o Planalto aposta na recuperação econômica para reverter o desgaste e consolidar apoios.

Dilema

No campo da oposição, a indefinição sobre um nome forte para 2026 continua. Ministros do governo avaliam que um dos maiores desafios para Lula seria enfrentar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, considerado um adversário competitivo. No entanto, a candidatura do governador dependeria do aval de Bolsonaro, que segue insistindo em manter seu nome no jogo, apesar da inelegibilidade.

Diagnóstico

Para a jornalista Vera Magalhães, do jornal O Globo “A pior aprovação de Lula em todos os seus mandatos reflete um momento delicado de seu governo em que o presidente evidencia a falta de projeto claro para o terceiro mandato, adota medidas e falas contraproducentes no afã de melhorar sua avaliação e flerta com aquela que é a principal razão do descontentamento de amplos espectros da população brasileira com ele: a inflação descontrolada. O único alívio para Lula no cenário atual se chama justamente Jair Bolsonaro: além de estar na iminência de se tornar réu por tentativa de golpe, o capitão, autocentrado, embola o meio de campo na oposição ao se recusar a deixar que se escolha um candidato para 2026”.

Tempo e pena

Antes do Carnaval e sentença de até 28 anos. Estes devem ser o prazo de entrega e o tempo das penas máximas somadas da denúncia de Paulo Gonet contra o ex-presidente. Segundo Mônica Bergamo, o procurador-geral da República disse a interlocutores que a denúncia está praticamente pronta para ser enviada, antes do Carnaval, ao STF. Gonet indicou também que a denúncia deve mirar num primeiro momento a acusação de que Bolsonaro liderou uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no país. As investigações sobre desvio de joias e fraude em cartões de vacina ficariam para um segundo momento.

Cenário

O crescente distanciamento do governo de Donald Trump, que negocia isoladamente com a Rússia um acordo para o fim da guerra na Ucrânia faz com o que o presidente ucraniano busque alternativas. Volodymyr Zelensky viajou na noite de domingo para os Emirados Unidos, país que tem uma grande população de expatriados russos e ucranianos e que vem buscando um papel maior em negociações de paz.

Datas

A visita acontece um dia depois de o vice-primeiro-ministro russo, Denis Manturov, ter se reunido com o presidente do emirados, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan. (AP)

Mesa redonda

Também no domingo, Trump disse que pode se reunir “muito em breve” com Vladimir Putin, presidente da Rússia, que, segundo o americano, “quer realmente” acabar com a guerra. Por outro lado, o secretário de Estado, Marco Rubio, procurou diminuir as expectativas em relação a um encontro que terá com representantes russos na Arábia Saudita nos próximos dias. Ele disse não saber quem a Rússia vai enviar nem se haverá alguma participação ucraniana nas conversas.

Visões distintas

Enquanto isso... Os europeus ficaram de cabelo em pé com o discurso do vice-presidente americano, JD Vance, na sexta-feira, durante a Conferência de Segurança de Munique. Ele afirmou que a “ameaça interna” à Europa é mais grave do que a apresentada por Rússia e China, num discurso de confrontação em que atacou “violações da democracia” no continente. Vance criticou a prisão de um manifestante antiaborto no Reino Unido e de um homem detido na Suécia por queimar exemplares do Alcorão. Discursando em seguida, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, reagiu. “Ele compara a condição da Europa com o que está acontecendo em autocracias. Isso não é aceitável”.