No final da semana passada o senador Alan Rick (União Brasil), em visita a Sena Madureira, teceu considerações acerca de uma das principais demandas da população do município: a reforma do Hospital João Côncio. Ao lado do prefeito da cidade, Gerlen Diniz (PP), Rick destacou que a obra, que já teve parte de sua reforma concluída, está paralisada há mais de dois anos devido a problemas relacionados à Operação Ptolomeu.
Anseio
“O povo de Sena Madureira clama pela entrega da ampliação do Hospital João Câncio Fernandes. Apesar da reforma ter avançado, a ampliação está parada, e isso é inaceitável. O nosso pedido é claro: a continuidade e a conclusão dessa obra, que conta com emendas do nosso mandato”, disse o senador, reforçando que o foco deve ser garantir um atendimento de saúde de qualidade à população local.
Entraves
Rick também criticou a morosidade nos processos administrativos, que têm impedido o avanço das obras. “Enquanto uma parte da obra está prestes a ser concluída, outra está paralisada por conta dos problemas relacionados à Operação Ptolomeu. Isso nos entristece profundamente. O povo de Sena Madureira sofre com a falta de uma estrutura de saúde adequada. O Estado precisa resolver os trâmites burocráticos e entregar essa obra ao povo”, afirmou.
Coro
O prefeito Gerlen Diniz se mostrou alinhado com as críticas e destacou a importância da intervenção do senador. “Com certeza, Alan. A sua presença aqui é fundamental. Sabemos que a união de esforços entre senadores, deputados federais e vereadores é essencial para que as demandas do município sejam atendidas. A população de Sena Madureira já espera há muito tempo por essa obra. Vamos trabalhar para que, em breve, as obras sejam retomadas e o hospital seja finalmente entregue”, declarou o chefe do Executivo municipal.
Apelo
]O prefeito também aproveitou para fazer um apelo ao governo do Estado. “Precisamos que Sena Madureira tenha um olhar diferenciado. Os recursos já foram destinados, mas a obra precisa ser concluída para que o povo não continue sendo encaminhado para Rio Branco em busca de atendimentos médicos que deveriam ser oferecidos aqui”, concluiu.
Contraponto
O secretário de Governo, Luiz Calixto, rebateu as afirmações do senador Alan Rick: “O estranho na fala do senador é que a operação se arrasta, sem qualquer conclusão, há mais de 3 anos e somente depois de perder cargos de familiares e aliados na gestão é que ele a associa ao atraso da obra”.
Herança maldita
O prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno (PP), a cada dia descobre um esqueleto novo deixado pela administração que o antecedeu, a frente a pedetista Maria Lucinéia (PDT). Ontem, segunda feira, 17, eles protagonizam nas redes sociais na um embate sobre uma dívida de R$ 879 mil em precatórios do município. Damasceno acusa a gestão anterior de deixar a dívida acumulada entre junho e dezembro de 2023. No vídeo Lucinéia rebate, afirmando que sua administração quitou débitos milionários, incluindo pendências de gestões passadas.
Caos
Damasceno esteve na data de ontem, segunda-feira (17), na sede do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), em Rio Branco. Na Corte tratou sobre o pagamento de precatórios. “Estamos no Tribunal de Justiça do Acre, com o secretário de administração dos precatórios. Estamos tendo uma noção de como estão os precatórios de Tarauacá”.
Balanço
“Nós temos um montante de dívidas dos precatórios de R$ 3 milhões 793 mil e isso foi feito um parcelamento, em cinco anos, 1% da nossa corrente líquida, que daria em torno de R$ 132 mil por mês. O município de Tarauacá, para nossa surpresa negativa deixou de junho a dezembro esse precatório, dando um total de mais de R$ 879 mil, quase R$ 1 milhão”, disse o prefeito.
Ônus
Rodrigo Damasceno garantiu assumir a dívida, isso porque o atraso pode significar bloqueio das contas da prefeitura, além de não permitir o recebimento de emendas parlamentares e recursos do governo federal. “É importante que a população de Tarauacá saiba com o desleixo que estava sendo tratado algo tão importante como os precatórios. Então, nós vamos começar a fazer esses pagamentos, pedir um parcelamento mínimo necessário para podermos honrar nossos compromissos e a partir dos novos pagamentos, nós vamos destinar 50% para quem está na fila normal e 50% para quem quer fazer acordo para que a gente possa mitigar essa lista”, frisou.
Racionalidade
Sobre a herança, Damasceno ponderou: “Não é digno e não é justo deixar essa dívida pendente quando muitas pessoas estão precisando desse dinheiro muitas vezes para sobrevivência. Essa é a realidade dos fatos. Queria dar uma notícia diferente, mas infelizmente foi a notícia muito ruim que recebemos ao visitar os precatórios aqui no Tribunal de Justiça”.
Sonho sonhado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) irá ao Senado nesta terça-feira, 18, participar de um almoço com parlamentares da oposição. O ex-presidente tenta viabilizar uma anistia aos condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro e sonha com o fim de sua inelegibilidade.
Dia D
Nesta semana também há expectativa de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) denuncie Bolsonaro pela trama golpista. O ex-presidente busca manter sua base coesa e chamar seus apoiadores às ruas em meio ao cerco judicial que se fecha sobre ele e aliados.
Encaminhamento
A reunião não tem pauta definida, mas há expectativa de que Bolsonaro fale sobre as prioridades da oposição no Senado, o que incluiria aprovar a anistia aos golpistas. Um projeto de anistia tramita na Câmara, onde encontra dificuldades para avançar, mas Bolsonaro também tenta alinhavar um acordo para que a medida não trave no Senado.
Perspectivas
Na semana passada, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu familiares de um dos condenados pelo ato golpista. E há uma aposta do bolsonarismo de que Davi Alcolumbre, presidente do Senado, fará acenos à oposição de olho em sua reeleição em 2027.
Sinais
O presidente do Senado já acenou à oposição ao construir acordos que resultaram na escolha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o comando da Comissão de Segurança Pública e de Damares Alves (Republicanos-DF) na presidência da Comissão de Direitos Humanos. Além disso, o vice-presidente do Senado é Eduardo Gomes (PL-TO), do partido do ex-presidente.
Ad eternum
O PT aprovou nesta segunda-feira,17, em reunião tensa sob a condução da presidente do partido, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), uma mudança no seu estatuto para permitir a reeleição de parlamentares e dirigentes da legenda que já tenham exercido três mandatos consecutivos na mesma Casa Legislativa ou instância da sigla.
Limites
Apesar da defesa do presidente Lula por renovação no PT, a alteração possibilitará que deputados concorram à reeleição já em 2026 ainda que já tenham ocupado a mesma função três vezes seguidas. Como o mandato de senador é maior, a candidatura ficaria proibida para aqueles que já estivessem no segundo período consecutivo.
Óbices
Os que se opuseram à decisão ameaçam ir à Justiça sob o argumento de que mudança no estatuto exige quórum qualificado. Para atingir dois terços do Diretório Nacional, seriam necessários 62 votos. E a mudança foi aprovada por 60 a 27, com cinco abstenções. A contagem de mandatos passou a vigorar em 2011, após mudança do estatuto petista, mas não é a primeira vez que a regra sofre mudanças para permitir candidaturas de parlamentares petistas à reeleição. Em 2024, a brecha foi aberta para vereadores.