O presidente dos Estados Unidos defendeu, em evento na Casa Branca, a ofensiva no Irã, dizendo que ataques podem durar de quatro a cinco semanas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu sua ofensiva ao Irã, em discurso feito, nesta segunda-feira (2), em evento na Casa Branca, em Washington, DC, e disse que o grande ataque ao Irã ainda está por vir.
Ele demonstrou muita confiança na vitória do país no confronto iniciado no último sábado (28) .
“Venceremos facilmente. Estamos à frente das nossas projeções. Especulamos de 4 a 5 semanas, mas pode durar mais tempo”, afirmou ele sobre a possível duração dos ataques.
Donald Trump declarou ainda que teve objetivos claros: a destruição da capacidade do Irã em construir mísseis e obter armas nucleares, além de garantir que o país não possa financiar ou dirigir exércitos fora de suas fronteiras.
Declarou ainda que os ataques eram “a última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano”.
Também indicou que não pretende voltar a dialogar com Teerã; os EUA e Irã vinham travando negociações para assinar um acordo de não proliferação de armas nucleares.
“Não dá para lidar com essas pessoas”, disse.
Em meio aos conflitos no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos entregou medalhas e homenageou veteranos de guerra do Vietnã e do Afeganistão, nesta tarde.
Em seu discurso no evento, Trump reafirmou que o Irã expandia “rápida e dramaticamente” seu programa de mísseis, que representavam uma ameaça colossal aos Estados Unidos, às bases militares norte-americanas no Oriente Médio e à Europa.
O presidente norte-americano reiterou estar “muito feliz de ter derrubado o horrível acordo nuclear” feito pelo ex-presidente Barack Obama com os iranianos.
O conflito
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã no último sábado.
Em contra-ataque, o regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles os Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo (1), a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.
Ainda no domingo, o Pentágono havia anunciado que três militares norte-americanos foram mortos e cinco ficaram gravemente feridos durante um contra-ataque do Irã aos bombardeios.
Em um comunicado, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA disse que um dos militares feridos não resistiu e morreu nesta segunda.
A tensão só aumenta. Na manhã desta segunda-feira (2), o governo iraniano anunciou um suposto ataque ao gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.