Publicação racista foi feita na conta pessoal do presidente Donald Trump, em sua rede social Truth Social, e apagada horas depois de gerar polêmica
Após a polêmica provocada pela publicação de um vídeo que retrata o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e sua esposa, Michelle Obama, como macacos, o governo Trump disse, nesta sexta-feira (6), à agência Reuters, que a postagem foi um “erro” de um funcionário da Casa Branca.
O vídeo ficou no ar parte da noite da quinta-feira (5) e ao longo do dia nesta sexta, na conta pessoal do presidente Donald Trump em sua rede social Truth Social. Depois, foi apagado.
Antes de o governo apagar o post, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, rejeitou as críticas e chamou o vídeo de “meme da internet”.
“Trata-se de um vídeo de meme da internet que mostra o presidente Trump como o Rei da Selva e os democratas como personagens de O Rei Leão. Por favor, parem com a indignação falsa e noticiem hoje algo que realmente importe para o público americano”, afirmou, em comunicado à AFP.
Embora o vídeo tenha sido publicado na conta pessoal de Donald Trump, um integrante da Casa Branca disse que a postagem foi feita por um funcionário do governo norte-americano “de forma errônea”.
Repercussão negativa
O gabinete do governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, chamou a publicação de “comportamento repugnante”.
Tim Scott, o único senador negro do Partido Republicano, também mostrou indignação.
“Rezo para que seja falso, porque é a coisa mais racista que já vi vinda desta Casa Branca. O presidente deveria removê-lo”, escreveu na rede social X.
Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Barack Obama, também condenou as imagens.
“Deixem que Trump e seus seguidores racistas sejam assombrados porque os americanos do futuro verão os Obamas como figuras queridas, enquanto o estudam como uma mancha em nossa história”, escreveu no X.
Obama é o único presidente negro na história dos Estados Unidos e apoiou a rival de Donald Trump, Kamala Harris, na disputa eleitoral de 2024.