Golpista tentou enganar uma mulher ao dizer que teria acesso aos leilões do órgão. Ele, então, pediu R$ 15 mil de entrada à vítima. Contudo, ela percebeu ser uma fraude e denunciou o golpe à instituição
É por meio de mensagens via WhatsApp, que criminosos estão se passando por advogados do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), para praticar estelionato com à população acreana.
Em um dos casos, alertado pelo próprio TJ-AC, um golpista tentou enganar uma mulher ao dizer que atuava no setor de imóveis alienados e por isso, teria acesso aos leilões do órgão, ocasião em que pediu o valor de R$ 15 mil de entrada à vítima que queria adquirir à propriedade.
Segundo a instituição, o suspeito não tem vínculo com a instituição, e casos semelhantes devem ser denunciados à ouvidoria do órgão. Além disso, também é recomendado o registro de boletim de ocorrência em delegacia ou de forma online, visto que o tribunal não utiliza PIX ou boletos bancários para pedir ou liberar valores.
O relato chegou ao TJ através de denúncia da vítima, que relatou ter sido procurada pelo criminoso. Ele alegava ser advogado criminalista, com atuação no setor de licitações do TJ-AC, e por isso garantia às vítimas ter preferência na aquisição dos imóveis. Contudo, ela percebeu ser uma fraude e denunciou o golpe. O TJ não soube informar se ela registrou BO.
Ao g1, a secretária de logística e gestão administrativa do TJ-AC, Larissa Montilha, explicou que a prática citada pelo golpista não é adotada pelo órgão. “Não fazemos negociações, e muito menos pedimos o pagamento direto ou antecipado. Se você recebeu a proposta, desconfie”, resumiu.
Orientações
- Desconfie de mensagens de WhatsApp informando ganho de causa ou liberação de valores
- Nunca faça pagamentos, baixe aplicativos ou acesse seu banco a pedido de contatos não verificados;
- Sempre tratar assuntos jurídicos pessoalmente na sede do Tribunal de Justiça do Acre.
Casos semelhantes
Outro caso parecido aconteceu no início deste mês, com a Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), após clientes relatarem terem sido procurados pelos golpistas, que solicitam dados pessoais e bancários, com a desculpa de que faltava algum dado, ocasião em que as informações pessoais eram capturadas e a fraude concluída.
Já em janeiro de 2024, os servidores de Sena Madureira, no interior do Acre, denunciaram que dados e depósitos estavam sendo pedidos por golpistas para o pagamento de precatórios. À época, o TJ-AC emitiu um alerta à população dizendo que não realizava cobrança de taxas para realização dos serviços.
Para aplicação dos golpes, os criminosos usam na maioria das vezes, o mesmo modus operandi, as conversas são feitas via aplicativo de mensagens WhatsApp, após ganhar a confianças, são solicitados os dados pessoais das vítimas, com justificativas como a agilização do andamento do processo.