Pesquisa de intenção de voto divulgada na data de ontem, terça-feira, 09, realizada pelo Instituto Delta, encomendada pela TV Gazeta, apresenta uma fotografia da disputa pelo Governo do Acre nas eleições de 2026. A sondagem avaliou e mediu tanto a intenção de voto quanto o índice de rejeição de nomes que aparecem entre os possíveis concorrentes ao Palácio Rio Branco.
Decidido
No levantamento espontâneo, modalidade em que os eleitores respondem sem receber uma relação de candidatos, o senador Alan Rick foi o nome mais lembrado, alcançando 14,99% das citações. Mailza Assis apareceu em seguida com 8,99%, enquanto Tião Bocalom foi mencionado por 4,91% dos entrevistados. Dr. Thor Dantas registrou 0,75%, e outros nomes somaram 0,57%. Os votos brancos e nulos corresponderam a 0,67%.
Listagem
No cenário induzido, quando os entrevistados recebem uma lista com possíveis candidatos, Alan Rick manteve a dianteira com 39,55% das intenções de voto. Mailza Assis apareceu com 19,40%, seguida por Tião Bocalom, que obteve 17,07%. Dr. Thor Dantas registrou 2%. Nesse cenário, 2,58% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 19,40% não souberam responder.
Rejeição
Questionados sobre aqueles que não votariam de maneira alguma, 31,14% dos entrevistados citaram Tião Bocalom; Dr. Thor Dantas aparece em seguida, com 25,31%; Mailza Assis registra índice de rejeição de 11,99%, enquanto Alan Rick soma a menor citação com 11,16%. Outros 20,40% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Câmara alta
A sondagem pela disputa das duas cadeiras do senado aponta um cenário ainda indefinido. O levantamento mostra o ex-governador Gladson Cameli (PP) na liderança, quando incluído entre os possíveis candidatos, vez que tem sua participação no pleito sub judice, enquanto a segunda vaga aparece disputada pelo senador Marcio Bittar (PL) e pelo ex-senador Jorge Viana (PT).
Simulação
No primeiro cenário estimulado, em que os entrevistados puderam escolher entre uma lista de nomes, Gladson registra 21,73% das intenções de voto somadas entre primeira e segunda opção. Marcio Bittar aparece em seguida, com 19,11%, seguido por Jorge Viana, com 14,69%.
Na sequência estão Mara Rocha (10,95%), Sérgio Petecão (9,57%), Dr. Eduardo Veloso (6,41%) e Inácio Moreira (0,83%). Outros 13,28% disseram não saber ou preferiram não responder.
Segundo cenário
Sem Gladson Cameli na corrida e também considerada a primeira e segunda opção, o quadro se altera. Marcio Bittar assume a liderança com 21,64%, enquanto Jorge Viana sobe para 15,57%. Mara Rocha aparece com 14,53%, seguida por Sérgio Petecão (11,53%), Dr. Eduardo Veloso (8,78%), Jéssica Sales (7,95%) e Inácio Moreira (1%). Nesse cenário, os indecisos representam 15,57% do eleitorado consultado, percentual suficiente para influenciar o resultado final da disputa.
Dados técnicos
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 6 de junho, com 1.201 entrevistados. Segundo o instituto, a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob os números AC-09056/2026 e BR-03074/2026.

Boca do jacaré
Ainda sobre pesquisa, hoje, 10, cedo da manhã a nova pesquisa Genial/Quaest foi divulgada e mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu seis pontos percentuais de vantagem na simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 44% a 38% das intenções de votos — no levantamento anterior, eles tinham 42% e 41%, respectivamente.
Percepções
A diferença está fora da margem de erro de dois pontos. Essa é a primeira pesquisa realizada após a visita do senador a Donald Trump e do movimento dos EUA contra o Pix. Segundo a Quaest, metade dos entrevistados sabia do encontro entre Flávio e Trump, metade não. Para 60% cabe ao governo do Brasil, não dos EUA, classificar PCC e CV como organizações terroristas, e 47% acham que Flávio teve influência na decisão. Para 46%, Lula está certo ao dizer que a questão das facções e as possíveis novas tarifas são um ataque ao Pix, e 47% afirmam que o presidente hoje representa melhor o discurso de patriotismo e defesa dos interesses brasileiros.
Primeiro embate
No cenário de primeiro turno, Lula tem 39%, seguido de Flávio, com 29%; Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3%; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), ambos com 2%; e Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP), todos com 1%.
Simulações
Além da disputa com Bolsonaro, Lula vence em todas as demais simulações de segundo turno: 45% a 35% contra Zema e Caiado e 45% a 31% contra Renan. A pesquisa trouxe outra boa notícia para o Planalto. A desaprovação do governo Lula segue em queda e está em empate técnico com a aprovação, 48% a 47%. Houve um recuo acentuado (de 65% para 60%) entre os evangélicos, um dos grupos mais resistentes ao petista.

Fenômeno
O termo ‘terras caídas’ define o fenômeno que ocorre em ciclos, diretamente ligados ao regime das águas (cheias e secas). É o processo natural de erosão fluvial, desmoronamento e deslizamento das margens dos rios, muito comum na região amazônica. Esse fenômeno, também chamado de desbarrancamento, altera drasticamente a paisagem e é um dos maiores desafios enfrentados pelas comunidades ribeirinhas.
Causa e efeito
Pois foi essa ocorrência – o movimento de massa de terra – previsível e rotineira, de conhecimento de qualquer leigo amazônida, que foi apontada pelo sócio-proprietário da Construtora Cidade, Raul Santos, como a causa mais provável do colapso da ponte do rio Iaco, em Sena Madureira. Segundo ele, todos os indícios apontam para esse fenômeno, identificado pela fratura e rachadura na barranca do rio.
Diagnóstico
“Todos os indícios levam a isso. A barranca do rio está bastante fraturada, com bastante rachaduras, houve um movimento de terra bastante grande. Assim que nós tivermos uma conclusão, nós vamos fazer uma nota oficial à imprensa para comunicar o resultado disso tudo”, disse Santos. Ocorre que, ao que tudo indica, essa constatação basilar foi desconsiderada pela construtora.
Elementar
Diante da constatação óbvia, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) escalou a tribuna da Assembléia Legislativa do Acre na data de ontem, 09, para cobrar apuração rigorosa das causas do colapso da ponte. Enfatizou que “Todo engenheiro sabe que construir às margens de rios exige cuidados especiais com fundação, sondagem e estabilidade do terreno. Por isso, precisamos entender exatamente o que aconteceu e quais decisões foram tomadas durante a execução dessa obra”, declarou.
Responsabilidades
Edvaldo afirmou que uma das primeiras questões a serem respondidas diz respeito às diferenças entre o anteprojeto apresentado pelo Estado e o projeto executivo elaborado pela empresa vencedora da licitação. Segundo o parlamentar, documentos apontam alterações em elementos estruturais previstos inicialmente. “As estacas previstas tinham dimensões diferentes e havia previsão de componentes metálicos que depois foram modificados. Quem autorizou essas mudanças? Quem deu o aval técnico para essas alterações? Essas respostas precisam aparecer com transparência”, questionou.
Lacunas
O deputado também cobrou esclarecimentos sobre a origem dos recursos empregados na construção da ponte e levantou dúvidas sobre a fiscalização realizada durante a execução da obra. Segundo ele, é necessário verificar se houve participação de recursos federais, além de analisar a atuação das empresas envolvidas no empreendimento e eventuais alterações contratuais.
Conexão
Outro ponto destacado por Edvaldo Magalhães foi a necessidade de investigar a relação entre o projeto original e a obra efetivamente entregue. O parlamentar citou a redução de elementos previstos no anteprojeto e defendeu que todos os responsáveis técnicos, gestores públicos e empresas contratadas prestem esclarecimentos.
Nitidez
“Não podemos transformar esse debate em disputa política. O que precisa ser respondido é por que houve mudanças estruturais, quem autorizou essas modificações e se elas contribuíram para o resultado que todos nós vimos. A população merece uma investigação séria e sem proteção a ninguém”, argumentou Magalhães.


