Rio Branco, AC 9 de setembro de 2026 16:34
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Fotografia

Ontem, terça-feira, 08, o Instituto Veritá divulgou pesquisa que mostra o candidato ao governo do Acre pelo Republicanos, senador Alan Rick, na dianteira na disputa do governo do Acre. O parlamentar aparece à frente da governadora Mailza Assis, que disputa a reeleição nas eleições de 2026.

Dados

O levantamento das intenções de votos para o governo do Acre, no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, mostra o senador Alan Rick com 39,8%, seguido de Mailza Assis com 27,9%. O candidato Tião Bocalom aparece com 11,7%, enquanto os demais candidatos, Thor Dantas, Dr. Luizinho e Eudo Rafael somam juntos 12,5%. Brancos e nulos e não souberam respondem representaram 7,9%.

Dados técnicos

A pesquisa foi realizada por iniciativa própria do Instituto Veritá entre os dias 29/08 até 01/09. O levantamento conta com 95% de confiança e margem de erro de 3,5% para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TRE com o número: AC-08816/2026.

Indefinição

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam tecnicamente empatados à última rodada antes do primeiro turno da eleição presidencial da pesquisa Meio/Ideia. Pela primeira vez nos nove meses da série histórica do levantamento, os dois aparecem dentro da margem de erro em três indicadores centrais da disputa: intenção de voto espontânea, estimulada e rejeição.

Retratos

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula aparece com 30,7% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro. No cenário estimulado, com a apresentação dos candidatos registrados, a distância cai para 1,1 ponto: Lula tem 38,4%, e Flávio, 37,3%. Os dois também estão tecnicamente empatados na rejeição espontânea. Lula é citado por 46,6% dos entrevistados como um candidato em quem não votariam de jeito nenhum, enquanto Flávio registra 45,7%.

Leitura

“Na prática, o eleitor está dizendo que só quer um dos dois na mesma medida em que não quer o outro de forma alguma”, analisa Flávia Tavares, editora-chefe do Instituto Meio. O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro informada pela pesquisa é de dois pontos percentuais.

Segundo pelotão

Com os líderes engalfinhados, os demais candidatos brigam por um lugar ao sol. Augusto Cury, do Avante, aparece em terceiro, com 6,6% das intenções de voto e descolado de Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Igualmente empatados, mas com 1,5%, vêm Romeu Zema (Novo) e Pablo Marçal (PRTB), mas a candidatura deste ainda depende de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os demais candidatos não atingiram um ponto percentual.

Batalha final

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem numericamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno, com 46% das intenções de voto para cada um, segundo a pesquisa Meio/Ideia. Outros 3,5% dos entrevistados afirmam que votariam em branco ou nulo, enquanto 4,5% não souberam responder. O levantamento também simulou outros quatro confrontos de segundo turno. Lula registra 46% em todos eles. Ronaldo Caiado aparece com 42%, Augusto Cury com 40,9%, Renan Santos com 40,3% e Romeu Zema com 38%. (Meio)

Ceticismo

A pesquisa também revelou um elevado grau de desconfiança em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive entre eleitores de diferentes campos políticos. Diante da afirmação de que “os ministros do Supremo Tribunal Federal decidem mais por interesse próprio do que pela lei”, 51,6% disseram concordar, enquanto apenas 10,9% discordaram. Outros 23,9% afirmaram não concordar nem discordar. A percepção é semelhante entre eleitores de Lula e de Jair Bolsonaro em 2022. Entre os que votaram em Bolsonaro, 53,3% concordam com a afirmação. Entre os eleitores de Lula, são 50,8%.

Protagonismo

Sobre a desconfiança em relação ao STF, Cila Schulman e Maurício Moura, respectivamente CEO e fundador do Instituto Ideia, lembram que o peso da corte na política não é uma novidade. “Vem desde o Mensalão, passando pela Lava Jato, pelo impeachment, pela pandemia, pelo 8 de janeiro, pelo inquérito das fake news e pelas prisões de dois ex-presidentes, Lula e Jair Bolsonaro”, pontuam. O eleitor, porém, pode desconfiar da instituição, mas continuar votando por renda, saúde, segurança ou simplesmente por rejeitar o outro candidato.

Efervescência

O feriado prolongado não serviu para arrefecer os ânimos no Supremo Tribunal Federal, e o ministro André Mendonça decidiu redobrar a aposta em seu embate com o ministro Alexandre de Moraes. Em uma decisão pouco usual e de potencial impacto nas eleições, Mendonça decidiu, monocraticamente, afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.

Imbróglio

Levada ao colegiado da segunda turma do STF, a decisão de Mendonça foi acompanhada pela maioria do colegiado. Votaram com o relator os ministros Luiz Fux e Nunes Marques, que anteciparam seus votos após o ministro Gilmar Mendes pedir vista e interromper o julgamento. Gilmar defendeu que o plenário da Corte analise o afastamento de Andrei Rodrigues com o argumento de que o STF precisa preservar a “paridade de armas” e a neutralidade do Estado durante as eleições.

Reação

Ato contínuo à decisão de Mendonça e o referendo da maioria da segunda turma, onze diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição. Em nota, os integrantes da cúpula da PF manifestaram “total apoio” a Andrei e Almada e repudiaram as acusações de que os dois teriam atuado de maneira irregular à frente da corporação. (g1)

Ensaio

André Mendonça já pensava em afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal há cerca de um mês, mas a escalada do confronto com Alexandre de Moraes foi o fator que levou o ministro a colocar a medida em prática. No início de agosto, Mendonça chegou a comunicar reservadamente ao presidente da Corte, Edson Fachin, que poderia adotar uma medida mais drástica contra o diretor-geral da PF.

Evocação

Sob intensa pressão, Edson Fachin avalia assumir as investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS, hoje sob a relatoria de André Mendonça, numa tentativa de conter a escalada da crise na Corte. A possibilidade, discutida desde a semana passada, ganhou força nesta terça-feira com a decisão de Mendonça. (Globo)

Pajelança

Fachin se reuniu ainda na tarde de ontem, terça-feira, 08, com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Integrantes do governo sustentaram que a medida de Mendonça viola uma competência da Presidência da República.

Desmembramentos

Horas depois da reunião de Fachin com Messias e César Lima, a AGU pediu formalmente a Fachin a suspensão da decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues. Na petição, assinada por Jorge Messias e por outros integrantes da direção do órgão, a AGU sustenta que a decisão provoca “grave lesão à ordem pública e administrativa” e invade uma prerrogativa constitucional da Presidência da República. Fachin deu 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o pedido da AGU.

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