Rio Branco, AC 5 de agosto de 2026 15:21
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Formalização

A convenção da coligação “Avança Acre”, realizada na data de ontem, terça-feira, no Ginásio do Sesc Bosque, em Rio Branco, oficializou a candidatura da governadora Mailza Assis (PP) à reeleição ao Governo do Estado e de Jéssica Sales (MDB) ao posto de vice.

Majoritários

O evento marcou um momento histórico para a política acreana por consolidar a primeira chapa majoritária composta inteiramente por mulheres para disputar o Palácio Rio Branco. A convenção do Progressistas (PP), integrada à Federação União Progressista, homologou os seguintes nomes: Governadora: Mailza Assis (PP); Vice-governadora: Jéssica Sales (MDB); Senado (Vaga 1): Gladson Cameli (PP); Senado (Vaga 2): Márcio Bittar (PL)

Detalhes

Aliança ampla: A coligação reúne uma frente partidária composta pela Federação União Progressista (PP e União Brasil), MDB, PL, PDT e Democracia Cristã (DC). O ato político atraiu grande número de apoiadores e caravanas de todos os 22 municípios do Acre. O volume de participantes gerou forte congestionamento e lentidão nas vias de acesso ao bairro Bosque no fim da tarde.

Manifestações

Paralelamente à festa política, um grupo de aprovados no concurso da Polícia Penal do Acre realizou um manifesto no local cobrando respostas sobre o cronograma de nomeações.

Regras

Conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após as homologações nas convenções partidárias – cujo prazo final é a data de hoje, 05 de agosto -, os registros oficiais de candidatura devem ocorrer até 15 de agosto, permitindo o início da campanha de rua no dia subsequente

Programa

Durante a convenção a governadora e candidata à reeleição Mailza Assis (PP) apresentou as diretrizes estruturais de seu plano de governo focadas na continuidade do desenvolvimento econômico e social do estado.

Eixos

O Desenvolvimento Econômico e o Setor Produtivo foi enumerado como estratégico, mirando o foco em medidas estruturadas de forma a aumentar a competitividade do comércio regional, atração de novos investimentos e incentivo direto à produção agrícola.

Estratégia

Outro ponto elencado foi a Geração de Emprego e Oportunidades, buscando a criação de frentes de trabalho coordenadas e programas de capacitação profissional voltados a inserir a juventude e a população local no mercado.

Impugnação

O Ministério Público Eleitoral do Acre (MPE-AC) protocolou uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura contra Vagner Sales (MDB), que inscreveu seu nome para concorrer ao cargo de deputado federal nas Eleições Gerais de 2026.

Motivos

A ação foi assinada pelo procurador regional eleitoral auxiliar Dr. Fernando José Piazenski e baseia-se na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/1990). O Magistrado recorreu da elegibilidade de Sales baseado na decisão do Tribunal de Contas da União, por meio do Acórdão nº 3.051/2022, que reprovou contas de convênios federais firmados com a Suframa na época em que Sales geria a Prefeitura de Cruzeiro do Sul.

Improbidades

A época, uma auditoria da Corte apontou um débito original não comprovado de R$ 609 mil, gerando multa de R$ 200 mil. O processo cita condenações judiciais transitadas em julgado por danos ao erário e dispensa indevida de licitação, além de uso de publicidade institucional para fins de autopromoção pessoal.

Contestação

Durante a convenção partidária que homologou as candidatura da coligação Avança Acre em Rio Branco, Vagner Sales declarou publicamente que o pedido não interfere em sua candidatura. O ex-prefeito sustenta que a lista divulgada pelo TCU está “ultrapassada”.

Pouco caso

A defesa afirma que acionará o Judiciário para demonstrar a ausência de impedimentos legais ao seu retorno à disputa direta. O candidato minimizou o impacto das acusações e reforçou o foco na campanha da chapa majoritária do estado.

Fotografia

A oitava edição da pesquisa Meio/Ideia, divulgada na manhã de hoje, quarta-feira, 05, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu seu melhor desempenho desde o início da série histórica do levantamento.

Percepção

A aprovação do presidente subiu para 48,5%, enquanto a desaprovação recuou para 49%, a menor da série. A rejeição segue em alta, mas ficou menor que a de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), também pela primeira vez.

Contentamento

O levantamento também aponta melhora na avaliação do governo e aumento da parcela dos entrevistados que considera que Lula merece um novo mandato. A pesquisa aponta ainda que o presidente mantém melhor desempenho entre mulheres, católicos e eleitores do Nordeste, enquanto enfrenta maior resistência entre homens, evangélicos e moradores das regiões Sul e Sudeste.

Cenário

Os dados foram coletados entre 31 de julho e 3 de agosto, antes da abertura das investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Números

Lula também segue com vantagem na disputa presidencial, segundo a pesquisa. No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente aparece com 43% das intenções de voto, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na sequência, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 5,7%, Renan Santos (Missão), com 4,7%, e Romeu Zema (Novo), com 2,6%.

Sobe e desce

No segundo turno, após um empate técnico em abril e uma vantagem numérica de Flávio em maio, o presidente passou à frente e agora registra 48,5% das intenções de voto, contra 43% do senador. Lula lidera com folga entre as mulheres, com 55% das intenções de voto, ante 34,5% de Flávio. Entre os homens, o cenário se inverte: o senador aparece com 52,2%, enquanto o presidente registra 41,5%.

Percepção

O levantamento ainda avaliou a percepção dos eleitores sobre a influência dos Estados Unidos na política brasileira. Segundo a pesquisa, 31,5% consideram que uma eventual contestação americana ao sistema eleitoral brasileiro seria prejudicial ao país, enquanto 29,8% discordam dessa avaliação. Outros 24,2% adotaram posição neutra.

Influência

O estudo mostra ainda que um eventual apoio do presidente Donald Trump a um candidato brasileiro teria impacto limitado: 44,9% dos entrevistados afirmam que isso não aumentaria sua disposição de votar nesse candidato, ante 20% que dizem o contrário.

Pratos limpos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro (foto), conhecido como Marcola, esclareça o empréstimo que recebeu da empresária Roberta Luchsinger (foto), amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e investigada pela Polícia Federal.

Argumentos

Marcola, que deixou o Palácio do Planalto há duas semanas para integrar a equipe de campanha de Lula à reeleição, afirmou em nota que o valor foi um empréstimo pessoal, já quitado, e nega qualquer irregularidade. No Planalto, a avaliação predominante é que Marcola cometeu um erro, mas não um crime.

Roteiro

Pelo relato do ex auxiliar, o empréstimo foi utilizado para pagar contas pessoais de Marcola e chegou próximo dos R$ 250 mil. De acordo com investigações da Polícia Federal, Marcola encaminhava códigos de barras a Roberta Luchsinger para que os boletos fossem pagos. A PF também investiga a hipótese de repasses em dinheiro vivo. Os pagamentos foram identificados a partir de mensagens extraídas do celular de Roberta Luchsinger.

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