Rio Branco, AC 12 de abril de 2026 16:39
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Expectativa

A semana tem início com a expectativa do veredito da ação que envolve o ex-governador Gladson Cameli (PP) no processo que ficou conhecido como ‘Caso Ptolomeu’. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para o próximo dia 15, quarta-feira, a continuação do julgamento. O processo envolve acusações de organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, ação que poderá redundar na suspensão dos direitos políticos de Cameli.

Pontos principais

Para recuperar o trânsito do processo, o julgamento foi interrompido em dezembro do ano passado por um pedido de vista do ministro João Otávio de Noronha. A ministra Nancy Andrighi já votou pela condenação de Cameli a uma pena de 25 anos e 9 meses de prisão, além da perda do cargo de governador, restrição a ser desconsiderada, vez que no último dia 02 Gladson renunciou ao cargo. Além da condenação penal, Andrighi votou pelo pagamento de indenização superior a R$ 11 milhões ao estado do Acre.

Trâmite

No transcurso dos autos, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para anular parte das provas coletadas entre 2020 e 2021, sob o argumento de que houve usurpação da competência do STJ nas investigações iniciais. O retorno do caso à pauta do STJ no dia 15 visa concluir a análise da ação penal após o período de vista e as recentes decisões do STF sobre a validade das provas.

Epílogo

Embora a defesa tenha tentado levar o caso para a primeira instância, o STJ decidiu manter a competência para julgar a ação, já que o processo estava em fase final de julgamento. Portanto, o resultado definitivo será decidido nesta próxima sessão, dependendo de como os demais ministros do STJ aplicarão a decisão do STF sobre as provas anuladas ao voto condenatório da relatora.

Raios e trovões

O tempo esquentou na secretaria de articulação política do governo de Mailza Assis (PP) em decorrência de uma ação unilateral do secretário adjunto Márcio Pereira que resolveu pedir afastamento do cargo afirmando que ‘quem manda no governo atualmente é Jonathan Santiago, adjunto na Chefia de Gabinete de Mailza Assis’.

Fui…

Em mensagem de whatssap enviada a Mailza, Márcio Pereira diz que não há mais ambiente saudável para continuar no exercício do cargo “diante de tantas especulações desnecessárias e maldosas”, cenário que lhe induz a pedir desligamento do cargo. Ao final, Pereira deseja à governadora boa sorte na gestão, escreveu.

O pomo da discórdia

O ex-adjunto também imputa a governante falta de controle sobre os rumos da gestão. “A governadora perdeu o controle das decisões dela. Quem manda é o Santiago”, afirmou. Nos bastidores, a chegada de Santiago ao núcleo duro do governo é apontada como fator de instabilidade, com relatos de demissões sem aviso prévio e quebra de acordos políticos previamente alinhados.

O outro lado

Contrapondo-se às afirmativas de Pereira, o subchefe do gabinete da governadora Jonathan Santiago, pivô do imbróglio, conversou com o site ac24horas após tomar conhecimento das declarações do então secretário-adjunto, classificando as falas de Pereira como estranhas e que ele não tem nenhuma influência sobre as decisões da governadora Mailza. “Primeiro eu acho que ele emprenhou pelos jornais e segundo que eu não mando nem na minha casa, que manda é a minha mulher”, disse braço direito da governadora na gestão.

Nitroglicerina

A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos (foto), afirmou que está disposta a expor conexões envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, o financista Jeffrey Epstein e o universo das agências de modelos de luxo. Deportada dos Estados Unidos após meses em centros de detenção migratória, Amanda sustenta que sua história reúne poder, violência, silêncio forçado e uma disputa brutal pela guarda do filho.

Vivência

As informações foram publicadas originalmente pelo jornal El País, que entrevistou Amanda em sua nova residência, um apartamento no Rio de Janeiro. Na conversa, ela narra sua deportação, relembra a convivência com o círculo social dos Trump e faz graves acusações contra o ex-companheiro Paolo Zampolli, empresário ítalo-americano com longa trajetória na noite nova-iorquina e no mercado internacional de modelos.

Trajetória

Amanda chegou ao Brasil em outubro de 2025 deportada pela polícia de imigração americana, o ICE, depois de 23 anos nos EUA. Uma medida que, em entrevista exclusiva ao jornal O GLOBO em fevereiro, ela creditou à influência do ex-companheiro, o empresário italiano Paolo Zampolli, nos bastidores do poder em Washington.

Depoimento

Amanda já foi convidada, mas ainda não intimada, a depor perante o Comitê de Supervisão do Congresso americano que investiga o caso do financista Jeffrey Epstein. A brasileira esteve uma vez com Epstein, em 2002, quando embarcou no Lolita Express, um dos aviões do financista, de Paris para Nova York, onde participaria de um casting. Ela viajou acompanhada de seu agente na época, o francês Jean-Luc Brunel, conhecido como o olheiro de Epstein no Brasil. No mesmo ano, em 2002, Amanda encontraria com Zampolli também em Nova York.

Tête-à-tête

Pesquisa do Instituto Datafolha publicada neste sábado (11) indicou empate técnico no segundo turno entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o pré-candidato do campo conservador na dianteira. No cenário entre os dois, o petista obteve 45% de intenções de voto, e o filho “01” de Jair Bolsonaro alcançou 46%. A diferença é abaixo da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Cenário

Esta é a primeira pesquisa com a confirmação da pré-candidatura do PSD, que optou por lançar o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Em um cenário de segundo turno contra Lula, o líder goiano alcançou 42% de votos, contra 45% do atual presidente. A mesma estatística foi alcançada com o pré-candidato do Novo, Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais.

Simulações

No primeiro turno, Lula lidera com 39% de intenções de voto. Na sequência vem Flávio Bolsonaro, com 35%; Caiado com 5%; Romeu Zema com 4%; Renan Santos, do Missão, com 2%; Aldo Rebelo, do DC, com 1%; Cabo Daciolo, do Mobiliza, com 1%; outros 10% de brancos e nulo e 4% não sabem.

Ineditismo

Esta é a primeira pesquisa do Datafolha com Flávio Bolsonaro na dianteira do segundo turno. No mês de março, registrou 46% para Lula e 43% para Flávio. Em dezembro, o petista pontuou com 51%, e o senador 36%.

Dados técnicos

Para a realização da pesquisa, foram consultados 2004 eleitores de 137 municípios entre os dias 3 e 5 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE com o número BR-03770/2026.

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