Segundo o Financial Times, medidas podem incluir bloqueio de ativos e contas nos EUA e proibição de entrada do ministro no país
O governo dos Estados Unidos discutiu a possibilidade de impor novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, segundo informou o jornal Financial Times neste domingo (16).
De acordo com a publicação, a discussão ocorre em razão de uma investigação sobre a fonte de uma reportagem envolvendo o ministro do STF Flávio Dino. No caso, Moraes autorizou buscas policiais contra um jornalista e duas supostas fontes. O ministro teria argumentado que as informações haviam sido obtidas e divulgadas de forma ilegal.
As possíveis sanções incluem o congelamento de ativos mantidos nos Estados Unidos, o bloqueio de contas bancárias e bens em território norte-americano, além da proibição de entrada de Moraes no país.
A possibilidade de reimposição das sanções previstas pela Lei Magnitsky estava em análise e, caso seja efetivada, pode aumentar ainda mais a tensão na relação entre os dois países.
No último mês, Brasília negou a entrada de dois enviados do presidente Donald Trump devido a preocupações com possíveis interferências nas eleições deste ano.
Moraes já foi alvo de sanções
Em julho de 2025, o governo Trump impôs sanções contra Moraes. A medida foi anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão ligado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Com a sanção, todos os bens de Moraes nos Estados Unidos ficaram bloqueados, assim como ativos de empresas que pudessem estar vinculadas a ele. Cidadãos e empresas norte-americanos também ficaram proibidos de realizar transações comerciais com o ministro.
Na época, o governo americano justificou as medidas afirmando que Moraes teria utilizado o cargo para autorizar detenções arbitrárias, restringir a liberdade de expressão e conduzir uma campanha politicamente motivada contra opositores.
O então secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Moraes liderava uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas brasileiras e americanas, incluindo jornalistas e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro e a esposa foram retirados da lista de sancionados pela Lei Magnitsky em dezembro.


