Rio Branco, AC 17 de julho de 2026 15:24
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EUA ampliam tarifas ao Brasil, mas preservam café, carne e outros produtos do agro

Nova política comercial norte-americana impõe sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, enquanto itens estratégicos ficam de fora para evitar impactos no mercado dos Estados Unidos

Os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de barreiras comerciais contra o Brasil ao confirmar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do país. Apesar do endurecimento da política comercial, Washington decidiu poupar alguns dos principais produtos da pauta exportadora brasileira, especialmente do agronegócio.

Entre os itens isentos da sobretaxa estão o café, a carne bovina, as laranjas, o suco de laranja, além de petróleo e derivados, componentes da indústria aeronáutica, minerais estratégicos e outras matérias-primas consideradas essenciais para a economia norte-americana. A decisão reflete a dependência dos Estados Unidos desses produtos, cuja taxação poderia elevar custos para empresas e consumidores locais.

Indústria brasileira deve sentir os maiores impactos

Enquanto parte do agronegócio escapou das novas restrições, segmentos da indústria brasileira permanecem na lista de produtos afetados. Máquinas, equipamentos, produtos manufaturados, madeira, derivados e o etanol brasileiro continuarão sujeitos à tarifa adicional, cenário que pode comprometer a competitividade das exportações nacionais no mercado americano.

Segundo autoridades dos Estados Unidos, a permanência da sobretaxa sobre o etanol está ligada às condições de acesso ao mercado brasileiro, um dos temas analisados durante a investigação comercial conduzida por Washington.

Investigação cita comércio, propriedade intelectual e meio ambiente

A nova medida integra um processo baseado na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. A investigação concluiu que determinadas políticas adotadas pelo Brasil representariam obstáculos às empresas norte-americanas.

Entre os pontos citados estão questões relacionadas ao comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, tarifas preferenciais e políticas ambientais envolvendo o desmatamento.

Apesar da ampliação das barreiras comerciais, a exclusão de produtos considerados estratégicos evidencia a preocupação do governo norte-americano em preservar o abastecimento interno e evitar pressões inflacionárias sobre setores considerados essenciais para a economia do país.