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Esportes

Ex-Palmeiras afirma que bebida ‘o deixava leve’ antes dos jogos

Atacante ainda disse que a ‘cachaça foi o combustível do acesso do Bahia’ à elite no ano de 2010

Mesmo sem clube e ainda interessado em dar sequência na sua carreira profissional, o atacante Adriano “Michael Jackson” não teve qualquer receio de fazer afirmações de cunho muito sincero quando relembra a sua primeira passagem pelo Bahia, na temporada de 2010. 

Segundo ele, um dos principais elementos de união no grupo treinado por Márcio Araújo eram as bebidas alcoólicas, elemento que teria até mesmo auxiliado na campanha que fez o clube retornar a elite do futebol nacional no ano de 2010. 

Adriano, chegou a dizer, inclusive, que ele tinha por costume beber antes dos treinos, jogos e que isso o ajudava na questão do desempenho onde totalizou, naquele ano, 16 gols em 28 jogos. 

- Muitas vezes já fui para a concentração e levava bebida, bebia tudo e, chegava no jogo, fazia gol. Me dava sorte tomar cachaça antes do jogo. Um dia antes do jogo era certo tomar uma cerveja, um whisky. O que me fazia correr dentro de campo era a cachaça. Eu tinha que tomar. No dia seguinte tomava um (energético) Red Bull, entrava em campo parecendo uma pena, leve, leve - disse o atleta em entrevista ao ‘UOL’. 

- Todos bebiam. Por isso a gente subiu o Bahia para a primeira divisão. A cachaça foi o combustível do acesso do Bahia. Fazíamos churrasco na casa de alguém, chamava todo mundo, todos iam, se abraçavam. Nas partidas, todos corriam um pelo outro. Ninguém brigava com reclamação. Nunca teve desentendimento - agregou. 

O atacante com passagem Fluminense, Palmeiras, Atlético-GO e que teve como última equipe o Santa Cruz também que o treinador da equipe, na época, tinha total ciência do que ocorria, fazendo apenas um pedido: 

- Eu estava bem, era o artilheiro do time, com moral com o treinador. Todo jogo em Pituaçu eu fazia gol e a gente vencia. Ele me botou para treinar mesmo assim. Depois, me chamou no quarto para conversar. Perguntou se eu tinha tomado uma pinga. Eu falei: ‘Tomei foi o litro todo, treinador’. E ele disse: ‘Eu senti, você chegou perto e eu quase desmaiei com o cheiro’. Mas foi tranquilo. Ele me pediu só para não dar mole de alguém me ver e todo mundo ficar sabendo. A gente se deu bem e subimos o time com o Márcio Araújo, um grande técnico e uma grande pessoa.

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