Rio Branco, AC 20 de maio de 2026 02:08
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“Dinheiro tem”, dispara Eber ao cobrar ação do governo após mortes em escola

Vereador critica retirada de vigilância armada, aponta falhas na segurança escolar e afirma que Estado prioriza gastos em outras áreas

O vereador Eber Machado fez duras críticas ao governo do Estado durante sessão na Câmara de Rio Branco, na manhã desta terça-feira, 19, ao comentar os recentes episódios envolvendo a segurança em escolas da capital acreana, com destaque para o caso registrado no Instituto São José.

Durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou que os acontecimentos expuseram fragilidades na política de segurança escolar e cobraram respostas mais efetivas do poder público. Segundo ele, uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa em 2023 já previa medidas de reforço na proteção das unidades de ensino, mas acabou sem aplicação prática.

“O Estado tem, desde 2017, um observatório da segurança escolar. E aqui a pergunta que eu quero fazer diretamente ao governo do Estado: o que esse observatório observou?”, questionou o vereador.

Críticas à retirada da vigilância armada

Eber Machado também criticou a substituição da vigilância armada por sistemas de monitoramento eletrônico nas escolas estaduais. Para o parlamentar, a presença física de agentes de segurança ainda exerce papel importante na prevenção de ações criminosas.

“Querendo ou não, a segurança armada causa medo naqueles que querem cometer coisas erradas. Mas a coisa começa mais embaixo. Isso é apenas uma consequência”, declarou.

O vereador ainda destacou a necessidade de ampliar o acompanhamento psicológico e social de crianças e adolescentes dentro do ambiente escolar, defendendo a presença de profissionais especializados para atuar na prevenção da violência.

“Falta prioridade”, afirma vereador

Na reta final do discurso, Eber afirmou que o governo estadual possui recursos suficientes para investir na segurança das escolas, mas estaria destinando verbas para outras áreas consideradas menos urgentes.

O parlamentar citou despesas com fretamento de aeronaves, realização de shows e contratos públicos, além de mencionar operações policiais relacionadas a supostos desvios de recursos.

“Dinheiro tem. Vamos resolver”, concluiu o vereador.