Rio Branco, AC 9 de outubro de 2026 16:57
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Datafolha

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52% dos votos válidos na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira.

Cabeça a cabeça

Os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais. Considerando os votos totais, Flávio registra 49% das intenções de voto, enquanto Lula tem 45%. Outros 5% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou anular, e 1% está indeciso.

Segmentos

O levantamento mostra que Flávio tem maior apoio entre evangélicos, eleitores do Sul e do Sudeste e pessoas com renda de dois a cinco salários mínimos. Lula apresenta seus melhores resultados no Nordeste, entre católicos, eleitores de menor renda e pessoas com menor escolaridade.

Aversão

Lula também registra rejeição de 46% entre os eleitores, enquanto 43% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro. Em outra pergunta, sobre a certeza do voto, 49% disseram que não escolherão Lula e 46% descartaram votar em Flávio Bolsonaro.

Estabilização

A desaprovação ao governo do presidente Lula chegou a 49%, enquanto 48% dos brasileiros aprovam a gestão. Os índices permaneceram inalterados em relação ao levantamento da semana anterior e configuram empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa, realizada após o primeiro turno da eleição presidencial, mostra ainda que 2% dos entrevistados não souberam avaliar o governo.

Novo formato

Flávio Bolsonaro afirmou que pretende acabar com a reeleição presidencial já a partir de seu eventual mandato. O candidato do PL defendeu que a mudança tenha efeito imediato, mas deixou para o Congresso a definição sobre um possível aumento do mandato presidencial de quatro para cinco anos e a extensão da medida a governadores e prefeitos. “Não tem que valer só para o futuro. Para mim, tem que valer já no meu mandato”, afirmou.

Alinhamento

E o ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) decidiu apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. O acordo foi fechado nesta quinta-feira, após uma conversa por videochamada entre os dois, que durou mais de uma hora. Durante a reunião, Cury condicionou seu apoio à adoção de uma série de medidas. Flávio se comprometeu, por meio de uma carta, a assumir os compromissos apresentados pelo ex-adversário.

Vil metal

Uma plataforma de criptomoedas passou a oferecer recompensas financeiras a usuários que divulgarem conteúdos de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O esquema distribui tokens digitais a quem compartilhar publicações relacionadas à moeda B22, incluindo vídeos que incentivam o voto no candidato.

Mais do mesmo

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena de quatro anos e dois meses de prisão imposta ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). A decisão inclui a expedição de mandado de prisão, o cancelamento de seus passaportes brasileiros e a suspensão de seus direitos políticos.

Crime

Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do STF por tentar interferir no processo que investigou a tentativa de golpe de Estado envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Alhures

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde 2025. Devido às faltas consecutivas e prolongadas às sessões na Câmara dos Deputados enquanto estava fora do país, ele acabou perdendo o mandato parlamentar por ausência. A defesa dele no STF vinha sendo conduzida pela Defensoria Pública da União (DPU), uma vez que ele não constituiu advogados particulares no processo.

Estrebuchando

Eduardo Bolsonaro acusou Alexandre de Moraes de interferir no processo eleitoral. Em nota, Eduardo classificou a decisão como “arbitrária, inoportuna e inócua” e afirmou que a medida foi adotada deliberadamente durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial.

Lupa

O ministro Luiz Fux determinou que seu gabinete tenha acesso integral aos inquéritos sobre a tentativa de golpe de Estado, a disseminação de notícias falsas e a atuação de milícias digitais, todos sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A medida foi tomada no âmbito de um processo apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e pode abrir caminho para a análise de um pedido de anulação de suas condenações.

Propinoduto

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, disse em depoimento ter negociado com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto (foto) o pagamento de pelo menos R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula para produção do documentário Lula, de Oliver Stone. Em troca, queria acesso aos segurados de fundos de pensão de estatais. A Procuradoria-Geral da República não levou a denúncia adiante alegando falta de provas, mas a defesa de Vorcaro afirma ter mensagens de WhatsApp que comprovariam a acusação.

Recontagem

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) marcou para amanhã a retotalização dos votos para o governo estadual, que deverá confirmar a vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno. A medida ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir pela anulação dos votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), considerado inelegível.

Nova configuração

Com a exclusão dos cerca de 274 mil votos de Garotinho, Ruas, que obteve 49,2% dos votos válidos na apuração original, deverá alcançar aproximadamente 50,9%, percentual suficiente para dispensar o segundo turno contra Eduardo Paes (PSD), que recebeu 42,7%.

Ponto final

A coligação de Eduardo Paes até que tentou recorrer ao Supremo para tentar garantir a realização do segundo turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro. Mas o ministro Cristiano Zanin rejeitou o pedido de Eduardo Paes para que os votos de Garotinho se mantivessem válidos.

Autoridade

Douglas Ruas já fala como governador eleito. Embora tenha afirmado que aguardará a retotalização dos votos, o candidato deu uma entrevista coletiva e prometeu declarar “guerra ao crime organizado” a partir de janeiro.

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