Sessão foi suspensa por 15 minutos após empurra-empurra e gritos; comissão ampliou apurações sobre possíveis ligações financeiras
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito ( CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS) suspendeu por 15 minutos a sessão desta quinta-feira (26), após confusão entre parlamentares, em Brasília.
O tumulto começou após a aprovação de requerimentos apresentados pela oposição, entre eles o que determina a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República.
A decisão amplia o alcance das investigações sobre possíveis conexões financeiras relacionadas ao “Careca do INSS”.
A reunião, iniciada às 09h, analisa 87 requerimentos e os depoimentos de convidados. Após a votação, houve empurra-empurra, gritos e ameaças de agressão entre deputados e senadores.
A mesa diretora foi cercada por parlamentares exaltados, e os trabalhos precisaram ser interrompidos temporariamente.
Quebra de sigilo
O pedido de quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União | foto acima).
Segundo o parlamentar, mensagens interceptadas indicam que o investigado conhecido como “Careca do INSS”, ao ser questionado sobre um pagamento de R$ 300 mil, teria dito que o valor era destinado a “o filho do rapaz”. Para o relator, a fala pode se referir a Lulinha.
Gaspar também citou documentos que apontam repasses de R$ 1,5 milhão da empresa Brasília Consultoria para a RL Consultoria, ligada à empresária Roberta Luchsinger. O pagamento teria sido feito por prestação de serviços.
Para o relator, é preciso aprofundar a apuração para verificar se houve atividade econômica compatível com os valores transferidos.
Outros requerimentos analisados envolvem a empresária Danielle Miranda Fontelles, apontada como responsável por movimentações financeiras no exterior, e o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Gustavo Marques Gaspar para esclarecer a origem e o destino de transações consideradas atípicas.
Também estão na pauta pedidos relacionados ao Banco Master, à empresa Pay Brokers EFX Facilitadora de Pagamentos S.A. e à Foliumed Brasil Importação, Exportação e Comércio de Medicamentos LTDA. As empresas são citadas em investigações sobre descontos consignados.