Rio Branco, AC 12 de agosto de 2026 12:04
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Corrida

O ex-governador Gladson Camel (PP)i começou a corrida para registrar sua candidatura ao Senado Federal. Ontem, terça-feira, 11, o pedido de registro de sua candidatura ao cargo de senador pelo Acre nas eleições de 2026 foi protocolado. Conforme dados disponibilizados pela Justiça Eleitoral o processo recebeu o número 0600481-67.2026.6.01.0000 e foi autuado no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) às 15h18min37s.

Relatoria

O pedido tramita na classe Registro de Candidatura, referente ao RRC — Requerimento de Registro de Candidatura, para a eleição majoritária ao Senado. O processo tem como relatora a juíza Lilian Deise Braga Paiva, responsável pela análise no âmbito do TRE-AC.

Rito

De acordo com a movimentação registrada no sistema, o processo já recebeu documentos como requerimento de registro, comprovante de escolaridade, declaração de bens, documento de identidade, comprovante de desincompatibilização e certidões criminais das Justiças Estadual e Federal. A situação atual consta como “Juntada de Certidão”.

Tradução

Os procedimentos até aqui adotados significam que o processo está em tramitação e ainda será submetido à análise da Justiça Eleitoral. O protocolo do pedido de registro não equivale, por si só, ao deferimento da candidatura, que ainda será submetido a um percurso estabelecido em lei.

Retrato

Ontem, terça-feira, 11 de agosto de 2026, a TV Gazeta divulgou pesquisa contratada junto ao Instituto de Pesquisa Delta, onde resta apontada a liderança continuada do senador Alan Rick (Rep) na disputa ao Palácio Rio Branco com 38,17% das intenções de votos, seguido pela governadora em exercício Mailza Aissis (PP), com 25,15%, tendo na terceira colocação Tião Bocalom, com 14,02% e na quarta colocação Thor Dantas (PSB), pontuando 3,48%.

Dados técnicos

O levantamento ouviu 1.006 eleitores e tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob os números AC-06787/2026, no TRE-AC, e BR-07604/2026, no TSE.

Opção sacramentada

Na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado aos entrevistados, Alan Rick aparece com 13,72% das intenções de voto, à frente de Mailza Assis Cameli (Progressistas), com 11,43%. O ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB) aparece em terceiro, com 3,98%. Na sequência desponta Dr. Thor Dantas (PSB), com 0,80%, e Eudo Raffael (PCB), com percentual não registrado. Outros nomes somam 0,20%, enquanto 0,70% optaram por branco ou nulo. O maior percentual, porém, é o dos eleitores que ainda não apontam um candidato: 69,17% não souberam ou não responderam.

Tête-à-tête

Numa simulação de segundo turno, entre os candidatos Alan Rick e Tião Bocalom, o senador aparece com 58,35%, enquanto Bocalom soma 20,68%. Branco ou nulo representam 7,06%, e 13,91% não souberam ou não responderam. Já em uma disputa entre Alan Rick e Mailza Assis, o senador também aparece à frente. Alan registra 46,22%, contra 34,10% da governadora. Branco ou nulo soma 5,07%, enquanto 14,61% não souberam ou não responderam.

Alternativa

A pesquisa ainda coloca Mailza Assis e Tião Bocalom frente a frente. Nesse cenário, Mailza aparece com 51,49%, contra 25,15% de Bocalom. Branco ou nulo soma 8,95%, enquanto 14,41% não souberam ou não responderam.

Negação

A rejeição dos candidatos também foi auferida. No quesito em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para governador do Acre, Tião Bocalom apresenta rejeição de 32,80%, seguido pelo Dr. Thor Dantas com 18,98%. Na sequência vem Eudo Raffael, com 13,42% e Dr. Luisinho, com 10,34%. Mailza Assis registra 8,95%, enquanto Alan Rick apresenta 7,46%. O percentual de eleitores que não souberam ou não responderam é de 8,05%.

Batalha campal

Ontem, 11, em um dia para lá de cheio em Brasília, o senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, subiu o tom contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Flávio afirmou que Moraes atua como um “articulador do Lula” ao promover encontros políticos em sua residência. A declaração faz referência ao jantar realizado na semana passada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na casa do magistrado.

Coro

Durante coletiva de imprensa em um dos comitês de campanha, Flávio voltou a defender que o impeachment de ministros do STF se torne uma pauta eleitoral e perguntou a candidatos do PL ao Senado presentes no evento se apoiavam a destituição de Moraes. Em resposta, ouviu gritos de “Fora, Moraes”. Apesar das críticas, Flávio defendeu que a decisão cabe ao Senado, e não ao presidente da República. O candidato do PL também disse que os candidatos ao Senado serão cobrados pelos eleitores sobre o tema durante a campanha

Polêmica

Mais cedo, Moraes tomou uma decisão polêmica ao autorizar a realização de busca e apreensão contra o ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim, apontado pela Polícia Federal como a fonte de um jornalista em reportagens sobre o suposto uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares no estado nordestino.

Rastro

A medida foi solicitada pela Polícia Federal, recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi confirmada pelo STF. Segundo a defesa de Cutrim, a decisão tem como base informações obtidas após a quebra do sigilo telemático do jornalista, que teria identificado o ex-secretário como responsável por repassar informações consideradas privilegiadas.

Antecedentes

Cutrim já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão e de prisão domiciliar expedidos pelo próprio Dino em um outro inquérito, que investiga um homicídio no Maranhão. Foram apreendidas 26 armas em endereços dele e o caso acabou no centro da disputa do governo do Maranhão.

Triangulação

Agora, com base em dados obtidos na operação de março contra Luís Pablo, a PF concluiu que Cutrim era informante do blogueiro e apontou trocas de mensagens sobre a transferência de R$ 100 mil depositada na conta de um terceiro, Danilo Cutrim, mas que seria em benefício de Raimundo. O pedido da PF afirma que o blog “parece mais se assemelhar a um veículo de mídia destinado à publicação de matérias compradas, com direcionamento político”.

Precedentes

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) divulgaram uma nota conjunta na qual manifestam “profunda preocupação” com a decisão de Moraes

União

Além de partir para o ataque contra Moraes, Flávio Bolsonaro também tirou a terça-feira para comemorar a reaproximação com sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Michelle afirmou que superou as divergências com o senador e declarou apoio à campanha do enteado à Presidência. Os dois gravaram, pela primeira vez desde a reconciliação pública, peças para a propaganda eleitoral. “Colocamos uma pedra. Conversamos, nos unimos em prol de algo muito maior para a nossa nação”, afirmou Flávio.

Brecha

E o candidato do PL defendeu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que campanhas possam utilizar ferramentas de inteligência artificial mesmo sem autorização da pessoa retratada. A defesa de Flávio sustenta que exigir consentimento prévio inviabilizaria o uso da inteligência artificial no debate eleitoral. O caso será analisado pelo TSE nos próximos dias.